Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Agronegócio

Abate recorde de fêmeas em Mato Grosso pressiona reposição e reforça importância do manejo reprodutivo

Publicados

em

Abate de fêmeas atinge recorde histórico no maior estado produtor

O abate de fêmeas em Mato Grosso em 2025 alcançou 3,61 milhões de cabeças, um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

No total, 7,46 milhões de bovinos foram abatidos no estado, estabelecendo um recorde histórico. O perfil dos animais enviados ao abate, com destaque para novilhas e matrizes, acende um alerta sobre a redução na oferta de bezerros nos próximos anos.

Impacto na reposição e no ciclo pecuário 2026-27

O aumento no abate de fêmeas tende a comprometer a reposição do rebanho, o que pode reduzir a disponibilidade de gado terminado e influenciar positivamente os preços do boi gordo em 2026.

Para o médico-veterinário Bruno Freitas, da Ourofino Saúde Animal, o cenário exige decisões estratégicas dentro da fazenda:

“Quando o ciclo aponta para menor disponibilidade de bezerros, cada arroba passa a ter ainda mais valor. Falhas no manejo reprodutivo impactam diretamente a sustentabilidade e a rentabilidade do sistema.”

Manejo reprodutivo eficiente como alavanca de rentabilidade

Em períodos de alta do ciclo pecuário, o manejo reprodutivo passa a ser um fator decisivo para aumentar a produtividade e a lucratividade da fazenda. Tecnologias como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) permitem:

  • Aumentar a taxa de prenhez;
  • Reduzir intervalos entre partos;
  • Acelerar o ganho genético do rebanho.
Leia Também:  Aurora Coop amplia contratações e reforça geração de empregos no setor agroindustrial brasileiro

O resultado é mais bezerros de maior qualidade, com maior peso ao desmame e maior valor agregado para o produtor.

“A eficiência reprodutiva deixa de ser apenas um diferencial técnico e se torna uma oportunidade econômica. Produzir mais bezerros, em menos tempo e com maior mérito genético, é essencial para aproveitar a alta do ciclo pecuário”, afirma Freitas.

Soluções estratégicas para o manejo reprodutivo

A Linha de Reprodução da Ourofino Saúde Animal oferece ferramentas para otimizar a eficiência reprodutiva, incluindo:

  • Protocolos padronizados de IATF;
  • Controle do ciclo reprodutivo das fêmeas;
  • Otimização dos índices de prenhez.

De acordo com Freitas, protocolos bem estruturados ajudam o pecuarista a:

“Planejar melhor a estação de monta e extrair máxima eficiência das fêmeas disponíveis, mesmo com maior pressão sobre a reposição.”

Eficiência reprodutiva garante competitividade na alta do ciclo

Em um cenário de complexidade crescente, investir em manejo reprodutivo eficiente se consolida como uma estratégia para:

  • Preservar a base produtiva do rebanho;
  • Capturar oportunidades com a valorização do preço do bezerro;
  • Maximizar a rentabilidade da atividade de cria.

“Quem investe em eficiência reprodutiva agora estará mais preparado para aproveitar a fase de alta do ciclo pecuário, quando as margens tornam-se mais favoráveis”, conclui Freitas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Agroleite 2025: Evento comemora 25 anos e abre venda de stands para expositores

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Publicados

em

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Bahia mantém liderança na produção de tomate no Nordeste com safra de 183 mil toneladas em 2025
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  Expedição Inédita Mapeia a Produtividade das Florestas Cultivadas no Brasil
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA