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Agronegócio

Açúcar Inicia Semana em Baixa à Espera dos Dados de Moagem do Brasil

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Pressão dos Mercados de Energia e a Seca no Brasil

Analistas apontam que a recente queda no mercado de açúcar foi intensificada pela força dos mercados de energia, fator que também tem impactado os preços das commodities. Além disso, há uma preocupação crescente com os efeitos da seca prolongada que afetou o Centro-Sul do Brasil, restringindo os rendimentos na colheita do início da temporada 2025/26. Essa situação, embora preocupante, pode melhorar à medida que a temporada avança, conforme a perspectiva dos especialistas.

Outro ponto de destaque para os mercados é a expectativa do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) de que a safra de açúcar nos Estados Unidos será menor em 2025/26, embora a demanda também esteja enfrentando uma queda, o que tem influenciado as negociações internacionais.

Queda nos Contratos Futuros de Açúcar em Nova York e Londres

Nova York:

Na ICE Futures de Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto fecharam em baixa. O contrato com vencimento em julho de 2025 foi negociado a 17,70 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 8 pontos em relação ao dia anterior. Já o contrato de outubro de 2025 registrou uma desvalorização de 5 pontos, cotado a 17,87 centavos. Os demais contratos também registraram perdas de 3 a 4 pontos.

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Londres:

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou desvalorização em todos os vencimentos. O contrato com vencimento em agosto de 2025 caiu 4,90 dólares, sendo negociado a 495,00 dólares por tonelada. O contrato de outubro de 2025 teve uma queda de 1,80 dólar, fechado a 490,40 dólares por tonelada. Os demais vencimentos também registraram perdas de 70 centavos a 3,50 dólares.

Desvalorização no Mercado Doméstico e Queda no Preço do Etanol

No mercado doméstico, as cotações do açúcar cristal também apresentaram um desempenho negativo. Pelo quarto dia consecutivo, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou uma queda no preço da saca de 50 quilos, que foi negociada a R$ 141,15, uma desvalorização de 0,10% em relação ao valor registrado na sexta-feira anterior (R$ 141,29).

Etanol Hidratado:

O etanol hidratado também iniciou a semana em queda, com uma redução de 0,46%. O preço do biocombustível foi cotado a R$ 2.784,50 por metro cúbico, em comparação com R$ 2.797,50 na sexta-feira anterior.

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O mercado de açúcar permanece atento aos novos dados de moagem no Brasil e à evolução da demanda nos Estados Unidos, que influenciarão as próximas movimentações nos preços da commodity, tanto no mercado interno quanto internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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