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Agronegócio

Brasil oficializa autodeclaração de área livre de gripe aviária e reforça expectativa de retomada nas exportações

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Autodeclaração entregue à OMSA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou nesta semana a entrega oficial da autodeclaração do Brasil como país livre de Influenza Aviária à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A medida foi formalizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e representa um marco importante para a avicultura brasileira.

Restabelecimento do status sanitário

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, essa autodeclaração é fundamental para acelerar o processo de retomada das exportações brasileiras de carne de aves aos mercados que ainda mantêm restrições em razão do episódio isolado da doença.

“O vazio sanitário de 28 dias cobre dois ciclos do vírus, o que garante que a granja afetada esteja completamente livre. Com isso, recuperamos o nosso status sanitário”, afirmou Santin.

Contexto internacional e protagonismo brasileiro

A ABPA ressaltou que o Brasil enfrentou apenas um único caso de gripe aviária em toda a sua história na produção comercial, enquanto grandes potências avícolas ainda lidam com surtos recorrentes da doença.

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Mesmo diante deste cenário, o Brasil segue como o maior exportador e o segundo maior produtor mundial de carne de frango, o que reforça sua relevância no fornecimento global de proteína animal.

Perspectiva otimista para o comércio exterior

Ricardo Santin demonstrou confiança na normalização do fluxo de exportações em breve. “Estamos confiantes no rápido restabelecimento da normalidade dos embarques e no reforço do nosso papel em prol da segurança alimentar global”, concluiu.

Importância estratégica da medida

A autodeclaração à OMSA não apenas evidencia o compromisso do Brasil com a biossegurança, mas também fortalece a imagem do país como fornecedor confiável de proteína animal, num momento em que outros grandes exportadores ainda enfrentam desafios sanitários.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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