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Agronegócio

Demanda fraca pressiona mercado do boi gordo e derruba preços da carne com osso no atacado

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Cotação do boi gordo recua em São Paulo com demanda enfraquecida

A queda nas vendas de carne bovina tem pressionado o mercado do boi gordo em São Paulo. Segundo a última edição do boletim Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, os frigoríficos passaram a adotar uma postura mais cautelosa nas negociações, o que resultou em um recuo de R$ 1,00 por arroba no valor do boi terminado.

Já as cotações do chamado “boi China”, bem como das vacas e novilhas gordas, permaneceram estáveis no estado. As escalas de abate seguem com média de nove dias, indicando que os frigoríficos ainda operam com relativa folga em suas programações.

Oferta maior no Sul não altera preços

No Rio Grande do Sul, apesar do aumento na oferta de animais prontos para o abate, os preços foram mantidos. A Scot Consultoria observou que as cotações permaneceram estáveis nas regiões Oeste e de Pelotas, tanto para bovinos machos quanto para fêmeas.

Carne com osso recua no atacado

No mercado atacadista, as vendas de carne com osso decepcionaram, mesmo com a virada do mês — período tradicionalmente associado ao aumento do consumo. Como reflexo da demanda enfraquecida, os preços de todas as categorias caíram:

  • Carcaça casada do boi capão: queda de 2,8% (R$ 0,60/kg)
  • Carcaça casada do boi inteiro: recuo de 2,8% (R$ 0,55/kg)
  • Carcaça da vaca: baixa de 1,8% (R$ 0,35/kg)
  • Carcaça da novilha: redução de 2,5% (R$ 0,50/kg)
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Carnes alternativas também são afetadas

A retração da demanda no varejo afetou também as carnes alternativas. O frango médio teve queda de 2,2% (R$ 0,15/kg), enquanto a carcaça de suíno especial registrou recuo de 0,8% (R$ 0,10/kg).

O cenário reforça a cautela por parte das indústrias e a pressão sobre os preços, com o mercado aguardando sinais mais consistentes de recuperação no consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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