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Agronegócio

Especuladores de milho comemoram vitórias após tarifaço e oscilações no mercado global

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Apostas vitoriosas no mercado de milho

Após um começo de ano instável, especuladores que mantiveram posições compradas no mercado de milho foram recompensados na última semana com uma valorização expressiva. O milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) subiu 6,5% entre segunda e sexta-feira, marcando o melhor desempenho de cinco dias desde o final de 2023. Esse movimento ocorreu após o anúncio de tarifas elevadas dos Estados Unidos sobre produtos de quase todos os países, com exceção da China, que manteve taxas pesadas.

Volatilidade no mercado e ajustes nas posições de fundos

Após a queda acentuada dos preços no final de fevereiro e início de março, muitos investidores descartaram suas posições compradas devido ao aumento das incertezas econômicas. No entanto, aqueles que permaneceram otimistas no mercado viram suas estratégias recompensadas com a alta recente. A valorização do milho também foi alimentada por um corte do Departamento de Agricultura dos EUA no fornecimento doméstico de milho, sinalizando que os preços futuros podem estar subvalorizados.

Influência das tarifas e dos estoques de soja

Apesar da crescente guerra comercial, o milho se destacou, subindo 1,6% na semana encerrada em 8 de abril. Esse movimento foi impulsionado pela alta dos preços do milho e pela atenção dada ao mercado de soja, que também teve um bom desempenho na mesma semana. No entanto, a alta do feijão não foi benéfica para todos os investidores. Alguns fundos reduziram suas posições compradas líquidas, enquanto outros aumentaram suas posições vendidas líquidas, o que gerou incerteza quanto à continuidade da valorização.

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Movimentos no mercado de soja e farelo

Os gestores de recursos ajustaram suas posições no mercado de soja, com um aumento nas posições vendidas líquidas, que atingiram 50.447 contratos até 8 de abril, a maior alta em 15 semanas. Por outro lado, o mercado de óleo de soja teve cobertura de posições vendidas pela segunda semana consecutiva, com os fundos estabelecendo uma posição comprada líquida de 30.125 contratos, o que reflete a volatilidade global dos preços dos óleos vegetais. Já o farelo de soja viu uma valorização de 3% nas últimas três sessões, ultrapassando a marca de US$ 300 por tonelada vendida.

Alta nos preços do trigo e mudanças nas posições de fundos

Os contratos futuros de trigo da CBOT também atingiram máximas de três semanas, com o preço de fechamento de US$ 5,55-3/4 por bushel. No entanto, os gestores de fundos continuam com uma posição líquida vendida no trigo, que totalizou 102.132 contratos até 8 de abril, uma queda de cerca de 10.000 contratos em relação à semana anterior. No trigo de Kansas City, as posições vendidas líquidas atingiram um recorde desde 2019, enquanto em Minneapolis, o mercado de trigo também apresenta forte pessimismo, com uma posição vendida líquida de 28.844 contratos, a maior dos últimos 13 meses.

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Expectativa para a safra americana e monitoramento das tarifas

Com o início da safra americana se aproximando, os investidores continuam atentos às notícias sobre as tarifas dos EUA e as perspectivas para a produção agrícola. Até o último domingo, cerca de 5% da área destinada ao milho havia sido plantada, uma média para este período do ano. A continuidade da alta dos preços dependerá não apenas das questões comerciais, mas também do desempenho da safra norte-americana, que será monitorado de perto nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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