Agronegócio
Etanol de milho no Brasil impulsiona demanda interna e reconfigura preços do grão
A produção de etanol de milho está promovendo uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro, consolidando o cereal como um dos principais pilares da matriz energética e da economia agroindustrial. Antes tratado como cultura complementar à soja, o milho passa a ocupar posição estratégica, com impactos diretos sobre preços, demanda e investimentos no país.
Nova dinâmica do milho no Brasil
Historicamente voltado à alimentação animal e às exportações, o milho ganha protagonismo com o avanço das usinas de etanol. O modelo produtivo brasileiro, baseado na segunda safra — a chamada “safrinha” — garante oferta abundante e competitiva de matéria-prima, criando condições ideais para a expansão da bioenergia.
Esse cenário permite que as usinas operem ao longo de todo o ano, reduzindo a ociosidade industrial e aumentando a eficiência dos ativos. Além disso, o processamento do milho gera coprodutos de alto valor agregado, como DDG (grãos secos de destilaria) e óleo de milho, reforçando a rentabilidade do setor.
Demanda interna em transformação
A crescente produção de etanol à base de milho está remodelando o consumo doméstico. Atualmente, entre 65% e 70% da produção nacional do grão permanece no mercado interno, com destaque para os segmentos de ração animal e biocombustíveis.
Enquanto a demanda por ração segue consistente, o etanol desponta como vetor de crescimento acelerado, criando uma nova frente de consumo e reduzindo a dependência das exportações como principal destino da produção.
Impacto nos preços e no mercado
A maior absorção interna do milho tem sustentado os preços ao produtor, contribuindo para uma reprecificação estrutural do grão no Brasil. Com menor excedente exportável em determinados momentos, o mercado doméstico ganha força na formação de preços.
Esse movimento também reduz a volatilidade típica das commodities agrícolas, ao equilibrar melhor oferta e demanda dentro do país.
Investimentos e expansão da bioenergia
O avanço do etanol de milho vem acompanhado de investimentos significativos em infraestrutura logística, armazenamento e novas plantas industriais, especialmente nas regiões produtoras do Centro-Oeste.
A interiorização das usinas aproxima a produção do consumo, reduz custos de transporte e fortalece cadeias produtivas regionais, gerando emprego e renda.
Análise
A ascensão do etanol de milho marca uma inflexão importante no agronegócio brasileiro. O cereal deixa de ser apenas um subproduto da soja para se tornar um ativo estratégico, com papel central na segurança energética e alimentar.
A tendência é de continuidade desse crescimento, sustentada pela competitividade do sistema produtivo brasileiro e pela demanda crescente por biocombustíveis. Nesse contexto, o milho deve seguir valorizado, com impactos positivos para produtores e para toda a cadeia do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agronegócio
Itália amplia presença no Brasil e aposta na premiumização para impulsionar vendas de vinhos
O mercado brasileiro de vinhos segue em transformação e tem atraído a atenção de importantes players internacionais. A Itália, maior produtora mundial da bebida, intensifica sua atuação no País de olho no avanço da premiumização — tendência que vem elevando o valor médio das importações e redefinindo o comportamento do consumidor nacional.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil importou mais de 165 milhões de litros de vinho em 2025, crescimento de 3,5% em relação a 2024. Em termos financeiros, o avanço foi ainda mais expressivo: os investimentos somaram US$ 558,7 milhões, frente aos US$ 523,4 milhões registrados no ano anterior.
Itália ganha espaço em valor, mesmo com volume estável
Atualmente, a Itália ocupa a quinta posição entre os maiores exportadores de vinhos para o Brasil em valor, atrás de Chile, Argentina, Portugal e França. Em 2025, as vendas italianas atingiram US$ 49,2 milhões, crescimento de 13,9% na comparação anual. Já o volume exportado permaneceu praticamente estável, em cerca de 9,8 milhões de litros.
Esse descompasso entre volume e faturamento evidencia a mudança no perfil do consumo brasileiro, com maior valorização de produtos premium. O preço médio dos vinhos italianos importados subiu de US$ 3,98 em 2024 para US$ 4,56 em 2025 — avanço de 14,6%.
Premiumização impulsiona o mercado de vinhos no Brasil
A premiumização se consolida como o principal motor do setor no País. O movimento é caracterizado pela migração do consumidor para rótulos de maior qualidade e valor agregado, refletindo uma demanda mais sofisticada e criteriosa.
Entre as principais tendências associadas a esse cenário, destacam-se:
- Crescimento do valor médio das importações
- Expansão das vendas via e-commerce
- Maior consumo de vinhos brancos, rosés e espumantes
- Valorização de origem, terroir e diversidade regional
- Busca por experiências e diferenciação no consumo
Segundo Milena Del Grosso, diretora da Agência ICE no Brasil, a Itália representa um dos exemplos mais claros desse processo. “O volume exportado para o Brasil manteve-se estável, enquanto o faturamento cresceu, refletindo o aumento no valor dos produtos”, afirma.
Wine South America 2026 será vitrine para vinhos italianos
Com o objetivo de ampliar sua participação no mercado brasileiro, a Agência ICE organiza o Pavilhão Italiano na Wine South America 2026, uma das principais feiras do setor vitivinícola da América Latina.
O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), reunindo mais de 30 empresas italianas. Ao todo, serão apresentados cerca de 300 rótulos, contemplando diversas regiões produtoras da Itália.
O portfólio inclui vinhos de terroirs ainda pouco explorados no Brasil, denominações de origem, espumantes, brancos de altitude, vinhos vulcânicos e novos produtores em busca de importadores e canais qualificados de distribuição.
Estratégia mira crescimento sustentável no Brasil
A presença reforçada da Itália no País evidencia uma estratégia clara: capturar o valor gerado pela evolução do mercado brasileiro. Com consumidores mais exigentes e dispostos a investir em qualidade, o Brasil se consolida como um destino estratégico para vinhos premium.
A expectativa do setor é de continuidade desse movimento nos próximos anos, sustentando o crescimento em valor e abrindo espaço para novas origens, categorias e experiências no consumo de vinhos.
Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
POLÍTICA MT6 dias atrásExposição no Parlamento dialoga com percepções sobre violência doméstica
-
VÁRZEA GRANDE MT4 dias atrásAjuste técnico
-
CUIABÁ6 dias atrásPrefeitura de Cuiabá oferece 50 vagas para auxiliar de cozinha sem experiência
-
ENTRETENIMENTO5 dias atrásTainá Militão mostra avanço das obras de mansão de luxo no Rio: Um sonho de casa’
-
MATO GROSSO4 dias atrásTurnê “História de Pescador” leva show e oficina gratuitas de Thyago Mourão a Tangará da Serra
-
CUIABÁ6 dias atrásSecretária vistoria UPA Morada do Ouro e inicia planejamento de reforma para ampliar atendimentos
-
ENTRETENIMENTO5 dias atrásWanessa Camargo e Bruno Bevan assumem romance e trocam declarações na web
-
POLÍTICA MT6 dias atrásProjeto de lei quer combater violência digital contra mulheres em Mato Grosso

