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Agronegócio

Governo de São Paulo anuncia R$ 150 milhões em crédito para impulsionar o agronegócio

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou um pacote de crédito superior a R$ 150 milhões, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas estratégicas do agronegócio paulista. Os recursos serão disponibilizados por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e abrangem ações voltadas à modernização de propriedades, aquisição de maquinários, irrigação e linhas de apoio emergencial.

Apoio à mecanização agrícola

Um dos principais destaques é o aporte de R$ 50 milhões no programa Pró-Trator, que financia a aquisição de máquinas agrícolas com juros subsidiados, especialmente para pequenos e médios produtores rurais. A novidade desta edição é a ampliação do acesso ao crédito, que agora pode ser operado também por cooperativas de produtores, além das tradicionais instituições financeiras cooperativas.

Expansão da irrigação

A infraestrutura de irrigação receberá R$ 40 milhões em financiamentos, visando aumentar a resiliência das lavouras frente à estiagem. Atualmente, apenas 6% das áreas agrícolas do estado utilizam sistemas de irrigação, mas o governo projeta elevar esse índice para 15% até 2030. O crédito será operado em parceria com as cooperativas rurais.

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Desenvolvimento rural sustentável

A linha de crédito voltada ao Desenvolvimento Rural Sustentável contará com R$ 20 milhões para investimentos em tecnologias como energia renovável, agricultura irrigada, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e melhorias estruturais em pequenas agroindústrias e propriedades com perfil turístico rural.

Agricultura sustentável e crédito para mulheres

Outros R$ 20 milhões serão destinados à linha Agricultura Sustentável Paulista, que incentiva a implantação e modernização de sistemas produtivos, aquisição de mudas com alto valor genético e investimentos em infraestrutura tecnológica das propriedades.

Já a linha de crédito exclusiva para mulheres produtoras, criada em 2024 e com recursos esgotados diante da alta demanda, receberá um novo aporte de R$ 10 milhões, visando ampliar a produção e a renda das propriedades comandadas por mulheres no campo.

Apoio à cadeia do leite e à pesca artesanal

A cadeia leiteira paulista, que enfrenta desafios ligados à queda nos preços e ao alto custo de produção, será contemplada com R$ 10 milhões para investimentos em genética animal, modernização de manejo e aquisição de equipamentos.

Pescadores artesanais também terão acesso a R$ 3 milhões para modernizar ou implantar sistemas de produção, beneficiando diretamente a cadeia da aquicultura no estado. Além disso, foi liberado um crédito emergencial de R$ 2,5 milhões para os afetados pela mortandade de peixes no Rio Tietê, especialmente nas regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba.

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Pagamento por serviços ambientais e incentivo à produção orgânica

A política de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) receberá R$ 3 milhões, destinados à remuneração de produtores rurais que promovem práticas de preservação e recuperação ambiental, como os projetos Berços d’Água e Águas Rurais, voltados à conservação do solo e da água.

Por fim, a produção de alimentos orgânicos será estimulada com uma linha de crédito de R$ 2 milhões, destinada a apoiar a transição agroecológica e o crescimento da oferta de produtos de qualidade no mercado paulista.

Os investimentos reforçam o compromisso do governo paulista com um modelo agrícola mais moderno, sustentável e inclusivo, promovendo avanços estruturais em diversos elos do setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Risco de geada no Sul agrava escassez e faz preço do feijão bater recordes

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O feijão voltou ao centro das preocupações do mercado agrícola brasileiro. Com oferta curta, dificuldade para encontrar produto de qualidade e ameaça de geadas sobre áreas produtoras do Sul do país, os preços dispararam nas últimas semanas e já atingem patamares históricos em algumas regiões.

O movimento é puxado principalmente pelo feijão carioca, variedade mais consumida pelos brasileiros. Em importantes polos produtores de São Paulo e Minas Gerais, lotes considerados “extra” já superam R$ 430 por saca no mercado físico. Em negociações destinadas ao abastecimento da capital paulista, negócios pontuais chegaram perto de R$ 470 por saca — um dos maiores níveis já registrados para a cultura.

A escalada dos preços acontece em um momento delicado para o abastecimento. O mercado enfrenta escassez justamente dos grãos de melhor qualidade, enquanto produtores seguram parte da oferta apostando em novas altas. Empacotadoras e atacadistas relatam dificuldade para montar lotes homogêneos, o que elevou a disputa pelos feijões classificados como nota alta.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos aumentam a tensão sobre a segunda safra 2025/26. Paraná e Minas Gerais tiveram atrasos no plantio, excesso de chuvas e ritmo lento de colheita nas últimas semanas. Agora, a chegada do frio intenso ao Sul do Brasil adiciona um novo fator de preocupação.

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As geadas passaram a entrar no radar do setor justamente em uma fase importante para parte das lavouras. Técnicos alertam que o frio pode comprometer enchimento dos grãos, peneira e qualidade final da produção, reduzindo ainda mais a disponibilidade de feijão premium no mercado.

A pressão já começa a contaminar também o mercado do feijão preto. Tradicionalmente mais barato, ele passou a ganhar competitividade diante da disparada do carioca e vem registrando forte valorização nas últimas semanas. Em algumas regiões do Paraná, as cotações saltaram de cerca de R$ 160 para perto de R$ 200 por saca em poucos dias.

O avanço do feijão preto reflete uma migração parcial do consumo. Com o carioca cada vez mais caro, parte do varejo e dos consumidores começou a buscar alternativas para reduzir custos, aumentando a demanda pela variedade preta.

O cenário preocupa porque o feijão é um dos produtos mais sensíveis ao abastecimento interno. Diferentemente da soja ou do milho, grande parte da produção é destinada ao consumo doméstico e trabalha com estoques historicamente apertados. Quando há quebra de qualidade ou retenção de oferta, o impacto nos preços costuma ser rápido.

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Hoje, o Brasil produz entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de feijão por ano, somando as três safras cultivadas em diferentes regiões do país. Paraná, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Mato Grosso estão entre os principais produtores nacionais.

Com a combinação entre oferta restrita, clima adverso e estoques reduzidos, analistas avaliam que o mercado deve continuar pressionado nas próximas semanas, mantendo os preços em níveis elevados tanto para o produtor quanto para o consumidor final.

Fonte: Pensar Agro

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