Agronegócio
Oferta de mandioca permanece abaixo do esperado e sustenta alta dos preços no mercado
A oferta de mandioca segue abaixo das expectativas nas principais regiões produtoras do Brasil, mesmo com a melhora das condições climáticas. O cenário de disponibilidade restrita da matéria-prima continua sustentando a valorização dos preços, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores, muitos produtores têm priorizado as atividades de plantio, concentrando esforços na separação de manivas e no preparo do solo para a nova safra. Além disso, parte dos agricultores permanece retraída nas negociações devido à baixa rentabilidade obtida, especialmente com a comercialização das raízes de primeiro ciclo.
Esse comportamento reduziu o volume de mandioca disponível para a indústria, favorecendo novas reações positivas nos preços em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
Oferta limitada deve continuar nas próximas semanas
As perspectivas para o curto prazo indicam que a oferta de mandioca poderá permanecer restrita nas regiões produtoras do Centro-Sul do país.
Segundo o Cepea, esse cenário resulta da combinação de três fatores principais: a redução gradual da disponibilidade de raízes de segundo ciclo, o avanço das atividades de plantio e as condições climáticas, que influenciam o ritmo da colheita e da comercialização.
Com menor disponibilidade de matéria-prima e demanda ainda ativa, a tendência é que o mercado continue operando com preços firmes nas próximas semanas, exigindo atenção dos produtores e das indústrias processadoras quanto à evolução da oferta e das condições de mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agronegócio
Nanossensores revolucionam detecção de pesticidas na água e fortalecem monitoramento ambiental, aponta estudo
O avanço da nanotecnologia está abrindo novas perspectivas para o monitoramento ambiental e a proteção dos recursos hídricos. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) destacam que os nanossensores representam uma das soluções mais promissoras para detectar resíduos de pesticidas na água de forma rápida, precisa e com elevada sensibilidade.
O tema é abordado no capítulo Nanosensores Avançados para Detecção de Pesticidas em Água: Garantindo a Segurança Ambiental e a Saúde Pública, publicado em janeiro de 2026 na obra Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management. O estudo reúne avanços científicos que podem ampliar significativamente a eficiência da vigilância ambiental e subsidiar políticas de preservação dos recursos hídricos.
Contaminação da água segue como desafio global
A presença de pesticidas em rios, lagos e mananciais é uma preocupação reconhecida por organismos internacionais e pela comunidade científica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a determinados contaminantes químicos presentes na água destinada ao consumo humano pode provocar efeitos adversos à saúde, reforçando a necessidade de sistemas eficientes de monitoramento.
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo mundial de pesticidas supera 4 milhões de toneladas por ano. Parte desses produtos não permanece nas áreas de aplicação e pode alcançar os corpos d’água por processos naturais, como escoamento superficial e lixiviação do solo.
Esse cenário torna essencial o desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar rapidamente a presença desses compostos e fornecer informações para ações preventivas e corretivas.
Nanossensores aumentam precisão na detecção de pesticidas
O estudo destaca que a evolução dos sensores ambientais, especialmente aqueles associados à nanotecnologia, está transformando a capacidade de monitoramento da qualidade da água.
Entre as tecnologias avaliadas estão sensores eletroquímicos, ópticos e dispositivos baseados em mecanismos de bioreconhecimento. Nesse grupo, os biossensores — incluindo sensores enzimáticos, imunossensores e sensores de DNA — apresentam elevado desempenho na identificação de pesticidas, mesmo quando presentes em concentrações extremamente baixas.
A incorporação de nanomateriais aos dispositivos amplia sua eficiência ao oferecer maior área de contato, melhor transferência de elétrons e respostas analíticas mais rápidas, aumentando significativamente a precisão dos resultados.
Monitoramento em tempo real fortalece a gestão ambiental
Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de utilização desses equipamentos diretamente em campo.
Por serem mais compactos, portáteis e potencialmente mais acessíveis, os nanossensores permitem o monitoramento em tempo real da qualidade da água, reduzindo o tempo entre a detecção de uma contaminação e a adoção de medidas de controle.
Essa capacidade pode contribuir para respostas mais ágeis diante de eventos de poluição, reduzindo riscos ambientais e fortalecendo programas de vigilância em áreas agrícolas e de abastecimento.
Tecnologia apoia agricultura sustentável e políticas públicas
Os pesquisadores ressaltam que os nanossensores não substituem as estratégias de prevenção da contaminação, mas fornecem informações fundamentais para orientar decisões técnicas e políticas públicas.
Segundo o estudo, a integração dessas tecnologias aos programas de monitoramento ambiental e às práticas agrícolas sustentáveis pode ampliar a eficiência da gestão dos recursos hídricos, oferecendo dados confiáveis para ações de fiscalização, mitigação de impactos e preservação ambiental.
Além disso, a disponibilidade de informações em tempo real favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficientes para reduzir a exposição da população e dos ecossistemas aos resíduos de pesticidas.
Pesquisa reúne especialistas em nanotecnologia aplicada ao agro
O capítulo foi elaborado pelos pesquisadores Diego Maroso da Silva, Clarice Steffens e Juliana Steffens, integrantes da rede de pesquisa do INCT NanoAgro.
A publicação integra um esforço internacional voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura sustentável e conta com a edição do pesquisador Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, em parceria com cientistas de diversos países, reforçando o papel da nanotecnologia como uma das principais ferramentas para o futuro da segurança ambiental e da produção agropecuária sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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