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Agronegócio

Oferta elevada pressiona preços globais da celulose e adia recuperação

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O mercado global de celulose segue pressionado pelo aumento da oferta, que continua a superar a demanda e impede uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo. Segundo análise do RaboResearch, novas linhas de produção na América do Sul e projetos integrados na China devem acrescentar cerca de 4 milhões de toneladas entre 2025 e 2027, ampliando o excesso de capacidade.

Estoques em alta e preços estagnados

De acordo com o Pulp and Paper Products Council (PPPC), os estoques de celulose de fibra curta subiram de 44 para 50 dias equivalentes entre abril e maio de 2025. Já a fibra longa passou de 44 para 49 dias no mesmo período.

A diferença de preços entre os dois tipos permanece elevada, levando alguns compradores a substituírem a fibra longa pela curta. Mesmo com anúncios de reajustes, o preço da celulose de fibra curta na China segue próximo de US$ 500 por tonelada em agosto, com expectativa de alta apenas moderada nos próximos meses.

Compradores chineses aproveitam para recompor estoques

A tendência é que indústrias chinesas aproveitem o cenário de preços baixos para reforçar seus estoques, o que pode dar sustentação ao mercado ao longo do segundo semestre de 2025.

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Brasil mantém competitividade com tarifa de 10% nos EUA

No mercado externo, a manutenção da tarifa de 10% sobre a celulose brasileira nos Estados Unidos trouxe alívio para o setor. Em 2024, o Brasil respondeu por 80% das importações norte-americanas de celulose de fibra curta, consolidando-se como fornecedor estratégico.

O patamar tarifário mantém o Brasil alinhado a Chile e Uruguai, enquanto União Europeia (15%) e Indonésia (19%) enfrentam condições mais desfavoráveis.

Paradas não programadas podem reequilibrar mercado

Alguns anúncios de cortes na produção ajudam a limitar a oferta. A Suzano comunicou redução de 470 mil toneladas ao longo de 12 meses, cerca de 3,5% de sua capacidade. Já a UPM, na Finlândia, suspendeu 68 mil toneladas até setembro, somando-se a outras paralisações em países nórdicos.

Apesar disso, o volume de paradas não programadas em 2025 está 50% abaixo do registrado em 2024, o que abre espaço para novos ajustes caso os preços não reajam nos próximos meses.

La Niña pode favorecer setor florestal

As condições previstas de La Niña leve no restante de 2025 podem beneficiar a produtividade florestal no Brasil, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, com chuvas moderadas que ajudam no desenvolvimento das plantações.

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Pontos de atenção para o setor

Produtos de madeira de pinus e eucalipto (serrados, molduras, painéis, portas e compensados) produzidos no Sul do Brasil estão sujeitos a tarifa de 50% para exportação aos EUA.

A escassez de mão de obra no Mato Grosso do Sul continua sendo um desafio para novos projetos de expansão da produção de celulose no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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