Agronegócio
Qualidade das sementes se torna fator decisivo para aumentar a produtividade e a rentabilidade no agronegócio
A qualidade das sementes tem assumido papel cada vez mais estratégico na agricultura brasileira. Em um cenário marcado por custos elevados de produção, volatilidade dos preços agrícolas e busca constante por eficiência, produtores rurais passaram a enxergar a semente não apenas como um insumo, mas como uma ferramenta fundamental para a gestão de risco e maximização da produtividade.
Estudos técnicos indicam que sementes de alto desempenho podem proporcionar ganhos expressivos na produção. De acordo com pesquisas da Embrapa, materiais com elevado vigor e qualidade fisiológica têm potencial para aumentar a produtividade da soja entre 10% e 15%, representando impacto direto na rentabilidade das propriedades rurais.
Qualidade começa antes do plantio
O avanço tecnológico da agricultura brasileira elevou as exigências do mercado de sementes. Além do potencial genético das cultivares, fatores como germinação, vigor, uniformidade, sanidade, armazenamento adequado e rastreabilidade passaram a ser determinantes para garantir o estabelecimento inicial das lavouras.
Nesse contexto, a Boa Safra vem fortalecendo sua atuação por meio de investimentos em qualidade industrial, armazenamento refrigerado, tratamento industrial de sementes (TSI) e sistemas de controle que acompanham todas as etapas da produção.
Com o conceito “Qualidade Boa Safra: do campo ao campo, garantindo excelência a cada safra”, a companhia mantém uma estrutura especializada composta por 43 profissionais e três laboratórios próprios de controle de qualidade localizados nas regiões do Cerrado e Sul do Brasil.
Entre os testes realizados estão análises de Tetrazólio, Envelhecimento Acelerado, Emergência em Canteiro, Germinação em Papel e Areia, além de avaliações visuais e processos apoiados por inteligência artificial.
Semente de qualidade reduz riscos e aumenta o potencial produtivo
Segundo Maikely Feliceti, gerente de Qualidade de Sementes da empresa, a confiabilidade do material entregue ao produtor tornou-se um diferencial competitivo essencial.
“A semente deixou de ser apenas um insumo agrícola e passou a ser tratada como uma ferramenta de gestão de risco. Nosso compromisso é garantir que cada lote entregue ao produtor apresente elevado potencial de emergência e desempenho fisiológico, contribuindo para o sucesso da lavoura”, destaca.
Atualmente, além da forte presença no mercado de sementes de soja, a empresa também atua com sementes de milho, sorgo e forrageiras, adotando protocolos rigorosos de controle fisiológico, físico, genético e sanitário em todas as culturas.
Ganhos econômicos podem chegar a 400 quilos por hectare
O impacto da qualidade das sementes vai além da uniformidade da lavoura. Segundo estudos da Embrapa citados pela empresa, sementes mais vigorosas podem gerar ganhos produtivos de até 400 quilos por hectare em determinadas condições de cultivo.
Para os produtores, essa diferença representa um resultado financeiro significativo, especialmente diante dos atuais custos de implantação e condução das lavouras.
“Quando analisamos o cenário atual da soja, qualquer incremento produtivo pode representar uma melhora relevante na margem operacional. A qualidade da semente passou a ser um investimento estratégico para o produtor”, afirma Glaube Caldas, diretor de Operações da Boa Safra.
Mercado valoriza confiabilidade e consistência operacional
A dinâmica do setor de sementes também mudou nos últimos anos. Hoje, aspectos como capacidade logística, estabilidade na entrega, conservação dos lotes, suporte técnico especializado, rastreabilidade e tratamento industrial são considerados diferenciais importantes no momento da compra.
Especialistas do setor avaliam que a construção de credibilidade entre os produtores depende cada vez mais da capacidade das empresas em garantir consistência operacional e desempenho no campo.
Nesse ambiente altamente competitivo, a confiança técnica tornou-se um dos principais ativos das empresas do segmento, acompanhando a evolução da agricultura de precisão e a crescente profissionalização da gestão rural.
Tecnologia e qualidade impulsionam a agricultura brasileira
Com a necessidade de produzir mais em áreas cada vez mais eficientes, a qualidade das sementes tende a permanecer como um dos pilares da competitividade do agronegócio nacional.
A combinação entre genética avançada, rigor nos processos industriais, monitoramento de qualidade e rastreabilidade reforça o papel das sementes de alto desempenho como ferramenta essencial para elevar a produtividade, reduzir riscos e aumentar a sustentabilidade econômica das lavouras brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agronegócio
Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril
Os consumidores sentiram no bolso o aumento dos preços de alimentos essenciais em abril. Levantamento realizado pela Neogrid apontou que o leite UHT liderou as altas nos supermercados brasileiros, refletindo uma menor oferta de matéria-prima e pressionando ainda mais o custo da cesta básica.
De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, o preço médio do leite UHT avançou 18,3% no país durante o mês, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, principal mercado consumidor do país, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 20,19%.
Menor captação de leite sustenta alta dos preços
A escalada dos preços está diretamente relacionada à redução da produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) mostram que a coleta recuou 3,9% entre fevereiro e março, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre de 2026.
Entre os fatores que explicam o cenário estão a menor disponibilidade de pastagens durante o período e a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas observadas ao longo de 2025.
A combinação entre oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos no varejo, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar registrada no mês.
Feijão, pão e legumes também ficaram mais caros
Além do leite, outros produtos básicos da alimentação apresentaram aumento de preços em abril.
Os queijos registraram alta de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão avançou 2,1%, enquanto os legumes tiveram valorização de 2%. Já o pão apresentou aumento de 1,8% no período.
Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, os reajustes estão concentrados justamente em categorias mais sensíveis às condições climáticas e à sazonalidade da produção.
“O comportamento dos preços mostra uma pressão concentrada em produtos essenciais da alimentação, especialmente lácteos e hortifrúti, exigindo maior atenção dos consumidores na composição das compras”, avalia.
Legumes lideram inflação alimentar em 2026
No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como os produtos com maior valorização no varejo alimentar brasileiro.
O grupo registrou alta de 25,3%, com o preço médio passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida aparecem:
- Leite UHT: +21,7%;
- Feijão: +20,5%;
- Ovos: +13,4%;
- Carne bovina: +6,6%.
Os números reforçam a pressão sobre os itens que compõem a base da alimentação das famílias brasileiras.
Sudeste registra altas e quedas relevantes em abril
Na análise regional, o Sudeste apresentou comportamento misto entre alimentos e produtos de consumo diário.
As maiores altas registradas foram:
- Leite UHT: +20,19%;
- Pão: +4,1%;
- Creme dental: +1,6%;
- Água sanitária: +1,6%;
- Arroz: +1,4%.
Por outro lado, algumas categorias apresentaram alívio nos preços ao consumidor:
- Carne suína: -5,9%;
- Ovos: -4,8%;
- Açúcar: -3,1%;
- Café em pó e em grãos: -3%;
- Desinfetante: -1,8%.
Mercado deve seguir atento à oferta e ao clima
A expectativa para os próximos meses é de continuidade da volatilidade em produtos mais dependentes das condições climáticas e da oferta agrícola, especialmente lácteos, hortifrúti e itens básicos da alimentação.
Em contrapartida, categorias industrializadas e algumas proteínas tendem a apresentar maior estabilidade, favorecidas pela competição entre varejistas e pela acomodação dos custos de produção.
O comportamento desses mercados continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre a inflação dos alimentos ao longo de 2026, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras e as estratégias da cadeia de abastecimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
POLICIAL5 dias atrásPolícia Civil apreende 178 tabletes de maconha e desarticula esquema de distribuição de drogas na região de Rondonópolis
-
POLICIAL5 dias atrásPolícia Civil apura suposta atuação de advogada em entrega de ilícitos em cadeia de Campo Novo do Parecis
-
ENTRETENIMENTO7 dias atrásTadeu Schmidt lamenta morte da mãe um mês após perder o irmão: ‘Descanse em paz’
-
CUIABÁ6 dias atrásSemana do MEI começa em Cuiabá com atendimentos, orientação e ciclo de palestras para microempreendedores
-
Sinop4 dias atrásPrefeitura de Sinop manifesta pesar pela morte do Sr. José Roscio Garcia, pai do vereador Célio Garcia
-
CUIABÁ7 dias atrásPrefeitura de Cuiabá reforça ações integradas de combate às queimadas
-
ESPORTES4 dias atrásFluminense derrota Deportivo La Guaira no Maracanã e carimba vaga nas oitavas de final da Libertadores
-
ESPORTES4 dias atrásCorinthians perde invencibilidade na Libertadores após revés para o Platense na Neo Química Arena


