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Agronegócio

Santa Catarina lança CAR Digital e promete reduzir em 90% o tempo de análise de cadastros rurais

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O governo de Santa Catarina lançou oficialmente o CAR Digital, uma nova plataforma que promete revolucionar a gestão dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR) no estado. O sistema, apresentado pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da 30ª edição do Show Tecnológico Copercampos, em Campos Novos, deve reduzir em até 90% o tempo de análise dos cadastros.

Com um investimento total de R$ 14 milhões, o projeto visa modernizar o processo de inscrição, validação e acompanhamento dos cadastros, tornando-o 100% digital e automatizado. Segundo o governo, a iniciativa garante mais transparência, agilidade e padronização das análises ambientais em Santa Catarina.

Plataforma digital traz eficiência e transparência ao processo

Com o novo sistema, os requerimentos e declarações que antes eram protocolados manualmente passam a ser realizados de forma totalmente digital. O CAR Digital permitirá que proprietários rurais acompanhem, em tempo real, o andamento das análises, além de acessar as mesmas informações ambientais e fundiárias utilizadas pelos órgãos públicos.

De acordo com Cleiton Fossá, secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), a mudança é estrutural:

“Até então, o processo era conduzido em múltiplas etapas e exigia conferências manuais, o que gerava retrabalho, inconsistências e atrasos. Agora, o sistema opera de forma integrada e preventiva, eliminando etapas burocráticas e reduzindo falhas”, explicou.

O CAR Digital foi desenvolvido pelo Comitê Gestor do Cadastro Ambiental Rural, que reúne a Semae, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), a Epagri e o Ciasc.

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Novo modelo reduz erros e amplia a segurança jurídica

A principal inovação do CAR Digital é o uso de mecanismos automáticos de validação de dados, alertas pré-análise e integração com bases oficiais, o que reduz falhas de preenchimento e elimina pendências documentais.

Segundo Bruno Beilfuss, diretor de Regularização Ambiental da Semae, o sistema representa um avanço significativo:

“Com o modelo digital, reduzimos as inconsistências nos cadastros, ampliamos a segurança jurídica e garantimos análises mais rápidas e transparentes. O proprietário rural passa a ter clareza total sobre os critérios técnicos aplicados”, destacou.

A expectativa é que 70% dos cadastros sejam concluídos automaticamente com a nova tecnologia. Além disso, a transparência dos dados permitirá que a sociedade tenha acesso às informações que embasam as análises técnicas, fortalecendo a rastreabilidade e a confiança no processo ambiental.

Produtores rurais terão acesso facilitado a crédito e incentivos

O secretário de Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, reforçou que a digitalização do CAR vai impactar positivamente o setor produtivo:

“Com menos tempo de espera e mais segurança nas informações, os produtores terão acesso mais rápido a crédito e programas de incentivo, fortalecendo ainda mais a agricultura catarinense”, afirmou.

Um CAR regularizado oferece vantagens diretas aos produtores, como segurança jurídica, redução de riscos de autuações e acesso a linhas de crédito e seguros agrícolas com juros mais baixos. Também possibilita a participação em programas voltados à preservação ambiental, ao manejo florestal sustentável e à recuperação de áreas degradadas, além de isenções fiscais sobre equipamentos e insumos voltados à sustentabilidade.

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Estado fortalece governança e fiscalização ambiental

Para o poder público, a plataforma digital representa um salto na governança ambiental. O banco de dados formado pelo CAR Digital permitirá monitoramento remoto, cruzamento de informações e fiscalização mais eficiente.

Atualmente, Santa Catarina conta com 425.577 cadastros ambientais rurais, que agora poderão ser analisados com muito mais agilidade e precisão. O sistema também contribui para a implementação do Código Florestal, equilibrando produção e conservação ambiental no estado.

Copercampos e Epagri firmam convênio para capacitar jovens rurais

Durante o evento, também foi assinado um convênio entre a Epagri, a Copercampos e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), voltado ao programa Jovem Aprendiz Rural. A iniciativa tem duração de 24 meses e prevê o pagamento de meio salário mínimo (R$ 810,50) por mês aos participantes.

Segundo Dirceu Leite, presidente da Epagri, o programa busca incentivar a permanência dos jovens no campo:

“Eles serão capacitados para acompanhar e gerir as propriedades, com apoio técnico e planilhas de controle de custos e produção. Ao final, recebem certificação e acesso a políticas de incentivo, fortalecendo a agricultura familiar”, destacou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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