Agronegócio
Trigo dispara em Chicago após USDA indicar menor safra dos EUA em mais de 50 anos; mercado do Sul ajusta preços
O mercado global de trigo viveu uma sessão de forte volatilidade nesta terça-feira (12), após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture) divulgar projeções para a menor safra norte-americana desde 1972. O impacto imediato foi sentido na Bolsa de Chicago, onde os contratos futuros dispararam mais de 7%, registrando a maior alta diária desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.
Ao mesmo tempo, no mercado brasileiro, especialmente na Região Sul, o cenário segue marcado por negociações pontuais, pressão sobre os moinhos, diferenças regionais de preços e incertezas quanto à área plantada da próxima safra.
USDA projeta quebra histórica e mercado reage com disparada dos preços
Segundo o relatório do USDA, a produção de trigo dos Estados Unidos para a safra 2026/27 foi estimada em 1,561 bilhão de bushels, número muito abaixo das expectativas do mercado, que trabalhava com 1,731 bilhão de bushels.
Na temporada anterior, a produção norte-americana havia sido estimada em 1,985 bilhão de bushels.
A forte seca registrada nas Planícies dos EUA afetou severamente o trigo hard red winter, principal variedade cultivada no país, aumentando a preocupação global com a oferta do cereal.
Os estoques finais dos Estados Unidos também vieram abaixo do esperado, projetados em 762 milhões de bushels, frente aos 841 milhões aguardados pelo mercado.
O movimento provocou uma reprecificação imediata dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (Chicago Board of Trade).
Os contratos com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 6,79 por bushel, alta de 7,09%. Já os papéis para setembro encerraram o dia a US$ 6,91 1/2 por bushel, avanço de 6,58%.
Estoques globais menores elevam preocupação com oferta mundial
Além da redução da safra norte-americana, o USDA também revisou para baixo a produção global de trigo para 2026/27.
A estimativa mundial passou para 819,06 milhões de toneladas, abaixo dos 843,84 milhões de toneladas projetados para 2025/26.
Os estoques finais globais foram calculados em 275,04 milhões de toneladas, reforçando o cenário de oferta mais apertada no mercado internacional.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o relatório alterou de forma significativa a percepção dos agentes sobre a disponibilidade global do cereal.
De acordo com o especialista, o movimento não significa necessariamente uma escalada permanente das cotações, mas representa uma mudança importante na leitura de oferta diante da dimensão da quebra apontada pelo USDA.
Mercado de trigo no Sul opera com lentidão e ajustes regionais
Enquanto o mercado internacional reage à quebra da safra norte-americana, o mercado brasileiro segue operando em ritmo mais cauteloso.
Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul apresentou uma semana positiva em volume de negociações, embora o excesso de sementes disponíveis venha reforçando a percepção de possível redução da área plantada na próxima safra.
No mercado gaúcho, os preços permanecem próximos aos níveis anteriores, mesmo com a queda do dólar. A demanda dos moinhos continua limitada, em meio às dificuldades nas vendas de farinha e aos custos elevados de trigo, frete e embalagens.
Negócios para a safra nova foram registrados em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF porto e CIF moinhos. Aproximadamente 40 mil toneladas já foram negociadas no mercado futuro, envolvendo tanto moinhos quanto exportadores.
No balcão, o preço ao produtor ficou em R$ 62,04 por saca em Panambi, repetindo o mesmo valor da semana anterior.
Santa Catarina e Paraná registram mercado lento e pressão nas negociações
Em Santa Catarina, o mercado segue lento, acompanhando o desempenho fraco das vendas de farinha.
As ofertas continuam vindo do próprio estado, além do Rio Grande do Sul e do Paraná, com aumento generalizado nas pedidas.
O trigo catarinense passou a ter preço mínimo de R$ 1.350 por tonelada FOB para retirada e pagamento em 30 dias. Já no Sudoeste paranaense, as ofertas variaram entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada.
O trigo gaúcho aparece entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada FOB.
No mercado de balcão catarinense, houve estabilidade em cidades como Canoinhas, Xanxerê, Chapecó e Joaçaba. Já Rio do Sul e São Miguel do Oeste registraram alta nos preços.
No Paraná, com os moinhos abastecidos, as pedidas recuaram levemente.
Na região central do estado, lotes foram negociados entre R$ 1.330 e R$ 1.350 por tonelada FOB. No Norte paranaense, os preços ficaram entre R$ 1.380 e R$ 1.400, enquanto em Ponta Grossa os negócios giraram em torno de R$ 1.380 por tonelada.
Para a safra nova, compradores trabalham com valores entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para entrega em setembro.
Mercado acompanha clima nos EUA e definição da safra brasileira
A combinação entre quebra na produção dos Estados Unidos, redução dos estoques globais e indefinições sobre o tamanho da safra brasileira mantém o mercado de trigo em alerta.
No Brasil, produtores acompanham tanto o comportamento climático quanto a evolução das cotações internacionais para definir estratégias de comercialização e plantio nas próximas semanas.
A expectativa do setor é de que a volatilidade continue elevada, especialmente diante da forte sensibilidade do mercado global às condições climáticas e ao cenário de oferta internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agronegócio
Expansão da indústria de papel e celulose impulsiona demanda por lubrificantes industriais de alta performance
O crescimento acelerado da indústria brasileira de papel e celulose vem ampliando a necessidade de investimentos em eficiência operacional, confiabilidade industrial e manutenção estratégica. Na avaliação de Rogério Campos, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios da FUCHS, os lubrificantes industriais de alta performance deixaram de ser apenas insumos operacionais e passaram a ocupar posição estratégica dentro da competitividade do setor.
A análise ocorre em um momento de expansão histórica da cadeia produtiva brasileira. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose em 2024, crescimento de 5,2% sobre o ano anterior, consolidando o país como o segundo maior produtor global e líder mundial em exportações.
No segmento de papel, a produção nacional alcançou 11,3 milhões de toneladas, avanço de 4,6% em relação a 2023.
Para Rogério Campos, o avanço da indústria exige operações cada vez mais eficientes e tecnologicamente preparadas para suportar ambientes produtivos severos.
Crescimento da indústria aumenta pressão sobre eficiência operacional
Segundo o especialista, a expansão do setor está diretamente ligada à instalação de novos polos industriais, ampliação de fábricas e aumento da demanda global por embalagens sustentáveis, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela substituição de plásticos.
Dentro desse cenário, Campos destaca que a confiabilidade operacional se torna um fator crítico para manter produtividade e competitividade.
“A lubrificação assume papel essencial para garantir desempenho, eficiência energética e segurança operacional, especialmente em um ambiente industrial extremamente agressivo como o da produção de papel e celulose”, analisa.
Ambientes severos exigem lubrificantes de alta performance
Na avaliação do especialista, um dos maiores desafios da indústria está nas condições extremas de operação.
As plantas industriais do setor trabalham com:
- Altas temperaturas;
- Elevadas velocidades;
- Contato constante com água e vapor;
- Presença de agentes químicos;
- Grandes cargas mecânicas.
Segundo Rogério Campos, essas condições aceleram desgaste, corrosão e falhas mecânicas quando não há gestão adequada da lubrificação.
“Os lubrificantes atuam diretamente na redução do atrito, dissipação de calor e proteção contra oxidação e contaminação. Quando corretamente especificados, contribuem para aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir paradas não programadas”, explica.
Indústria 4.0 transforma gestão da lubrificação
Outro ponto central da análise do executivo está na transformação tecnológica do setor.
Para Campos, a lubrificação industrial passa por uma evolução alinhada aos conceitos de manutenção preditiva e Indústria 4.0, com crescimento do uso de:
- Lubrificantes sintéticos;
- Monitoramento online;
- Sistemas automatizados;
- Soluções integradas de manutenção.
Na avaliação do especialista, essa transformação amplia previsibilidade operacional e reduz custos industriais.
“O mercado caminha para soluções mais inteligentes, sustentáveis e com maior estabilidade térmica, permitindo intervalos maiores de manutenção e redução significativa de falhas”, afirma.
Sustentabilidade acelera busca por soluções biodegradáveis
A análise também destaca o avanço das exigências ambientais dentro da indústria de papel e celulose.
Segundo Rogério Campos, cresce a procura por lubrificantes biodegradáveis e soluções com menor impacto ambiental, especialmente em áreas sensíveis das operações industriais.
Além disso, o desenvolvimento tecnológico vem priorizando:
- Resistência à contaminação por água;
- Maior estabilidade térmica;
- Proteção anticorrosiva;
- Resistência ao cisalhamento;
- Melhor desempenho em ambientes úmidos.
“Essas tecnologias garantem maior proteção aos ativos industriais e ajudam a reduzir custos operacionais”, ressalta.
Falhas de lubrificação podem comprometer competitividade
Para o especialista, erros na gestão da lubrificação representam riscos operacionais e financeiros relevantes para a indústria.
Equipamentos como bombas, compressores, mancais, turbinas, sistemas hidráulicos e transportadores dependem diretamente de lubrificantes adequados para operar de forma contínua.
Segundo Campos, falhas podem provocar:
- Quebras mecânicas;
- Superaquecimento;
- Corrosão interna;
- Paradas inesperadas;
- Perdas de produção;
- Aumento dos custos de manutenção.
“As consequências vão além dos danos técnicos. Afetam diretamente produtividade, competitividade e disponibilidade operacional das plantas industriais”, alerta.
Lubrificação passa a ser diferencial estratégico para o setor
Na conclusão da análise, Rogério Campos afirma que empresas que investirem em tecnologias avançadas de lubrificação tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.
Para ele, o setor de papel e celulose brasileiro vive um momento de consolidação global e precisará sustentar crescimento com operações mais eficientes, sustentáveis e confiáveis.
“Investir em inovação e lubrificantes industriais de alta performance fortalece a competitividade das empresas e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva”, conclui.
Segundo o especialista, a modernização industrial associada à manutenção estratégica será determinante para que o Brasil continue ampliando sua relevância global na produção de papel e celulose.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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