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Agronegócio

X SIMCOPE reforça controle de qualidade do pescado e debate inovação, segurança alimentar e sustentabilidade em Santos

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O controle de qualidade do pescado, a segurança alimentar e a sustentabilidade da cadeia produtiva estiveram no centro das discussões do X SIMCOPE – Simpósio de Controle de Qualidade do Pescado, realizado em Santos (SP). O evento, promovido pelo Instituto de Pesca, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, consolidou-se mais uma vez como a principal referência nacional dedicada exclusivamente à qualidade do pescado.

Durante três dias de programação, o simpósio reuniu cerca de 90 participantes entre pesquisadores, profissionais do setor, estudantes, representantes da indústria, órgãos públicos e empresas ligadas à pesca e à aquicultura. O encontro promoveu debates estratégicos sobre inovação, desenvolvimento sustentável, valorização do pescado e fortalecimento da integração entre ciência e mercado.

Abertura reuniu autoridades e lideranças do setor pesqueiro

A abertura oficial contou com a presença de representantes de instituições públicas, entidades do setor produtivo e especialistas da área. Entre os participantes estiveram Adauto Oliveira, superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura em São Paulo; Carlos Nabil, diretor da APTA; Ieda Blanco, coordenadora do Programa Estadual de Sanidade de Organismos Aquáticos; Roberto Imai, presidente do COMPESCA/FIESP; além de pesquisadores e coordenadores de programas voltados ao fortalecimento da cadeia do pescado.

A programação inicial teve destaque para o “Workshop Pescado e Alimentação”, que debateu estratégias para estimular o consumo de pescado no Brasil. O painel abordou temas relacionados à saúde, segurança e soberania alimentar, políticas públicas, cadeias curtas de comercialização e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

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Segundo os organizadores, o pescado vem ganhando importância crescente como alimento estratégico dentro das discussões sobre sustentabilidade, nutrição e fortalecimento econômico de comunidades ligadas à pesca e à aquicultura.

Sustentabilidade e qualidade do pescado ganharam destaque nos painéis técnicos

No segundo dia do SIMCOPE, os debates se concentraram nos aspectos técnicos ligados à qualidade e valorização do pescado ao longo da cadeia produtiva. Especialistas discutiram temas relacionados à rastreabilidade, controle sanitário, aproveitamento integral do pescado e sustentabilidade do agronegócio aquícola.

Entre os principais enfoques esteve o conceito de “da água ao prato”, destacando a importância da saúde única, da segurança alimentar e da redução de desperdícios dentro da cadeia produtiva.

O simpósio também abriu espaço para a divulgação científica, com a apresentação de 36 trabalhos desenvolvidos por pesquisadores e estudantes de diferentes instituições do país. Os estudos abordaram temas como:

  • Aproveitamento integral do pescado;
  • Coprodutos e consumo responsável;
  • Segurança alimentar;
  • Inovação em ciência e tecnologia;
  • Comercialização e distribuição do pescado;
  • Sustentabilidade na pesca e aquicultura.

O prêmio de mérito científico foi concedido ao trabalho “Histórico do monitoramento oficial de contaminações por biotoxinas em cultivos de moluscos bivalves no litoral paulista”, de autoria da médica-veterinária Ieda Blanco, da Defesa Agropecuária paulista.

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Futuro da indústria do pescado pauta encerramento do evento

O terceiro e último dia do simpósio direcionou os debates para as tendências da indústria do pescado e os desafios futuros da pesca e aquicultura no Brasil.

Especialistas apresentaram soluções voltadas ao aumento da competitividade do setor, inovação tecnológica, transparência na cadeia produtiva e fortalecimento sustentável da atividade pesqueira nacional.

A coordenadora geral do SIMCOPE, a pesquisadora Érika Furlan, destacou que o evento cumpriu o papel de ampliar a transferência de conhecimento técnico e científico de forma acessível ao setor.

De acordo com a pesquisadora, o sucesso da edição foi resultado da integração entre instituições parceiras, patrocinadores e organizações comprometidas com o desenvolvimento do pescado no Brasil, incluindo GETEP-ESALQ/USP, Embrapa, Defesa Agropecuária de São Paulo, Universo Seafood Brasil, Itaipu Binacional, CVale e SINDIPI.

SIMCOPE completa duas décadas como referência nacional

Com 20 anos de trajetória, o SIMCOPE consolidou-se como um dos principais espaços de construção coletiva de conhecimento voltado à cadeia produtiva do pescado no país.

A décima edição reforçou o papel da ciência, da inovação e da cooperação entre setor produtivo, universidades e poder público para impulsionar políticas públicas, ampliar o consumo de pescado e fortalecer o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

Simental Dupla Aptidão ganha espaço na pecuária leiteira com maior rentabilidade e valorização dos machos

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A busca por maior eficiência econômica dentro das propriedades leiteiras tem impulsionado o crescimento do interesse pela raça Simental Dupla Aptidão no Brasil. Em meio ao aumento dos custos de produção, pressão sobre alimentação animal e necessidade de ampliar margens, produtores passaram a olhar com mais atenção para sistemas capazes de gerar receita tanto com leite quanto com carne.

Reconhecida pela capacidade de produzir leite e carne no mesmo sistema produtivo, a raça vem retomando protagonismo na pecuária nacional graças à combinação entre produtividade leiteira, rusticidade, adaptação ao clima tropical e valorização dos machos destinados ao corte.

O movimento ganha visibilidade nesta terça-feira (27), durante o 5º Leilão Fazenda JR, evento transmitido pelo Canal Terra Viva e voltado à genética Simental leiteira. O remate reúne criatórios especializados na raça e apresentará animais de alto padrão genético.

Produção de leite e renda com corte fortalecem interesse pela raça

Segundo Paulo Tonin, responsável pelo rebanho da Fazenda JR e organizador do leilão, os produtores têm percebido que a raça oferece ganhos além da produção leiteira.

“O Simental entrega mais do que volume de leite. O produtor consegue agregar valor aos bezerros machos, ao descarte e à eficiência econômica do sistema como um todo”, destaca.

Na prática, os resultados produtivos ajudam a explicar o avanço da raça. Na Fazenda JR, localizada em Itapetininga (SP), vacas de primeira lactação superam 7 mil quilos de leite por ciclo produtivo. Já animais adultos se aproximam de 10 mil quilos de leite por lactação, mesmo em sistemas considerados mais rústicos.

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Além do desempenho leiteiro, os machos produzidos apresentam boa valorização para o mercado de corte, ampliando as fontes de receita da propriedade.

Qualidade do leite favorece indústria de derivados

Outro diferencial do Simental Dupla Aptidão está na composição do leite. Os elevados teores de proteína, gordura e lactose aumentam o rendimento industrial na fabricação de queijos e derivados, característica valorizada pelas indústrias lácteas.

A evolução dos cruzamentos também reforça o crescimento da raça no país. O Simlandês — resultado do cruzamento entre Simental e Holandês — e o Simgir — cruzamento com zebuínos leiteiros — vêm ganhando espaço entre produtores que buscam animais mais férteis, funcionais e adaptados às condições tropicais.

Leilão reúne genética de destaque do Simental leiteiro

O 5º Leilão Fazenda JR contará com mais de 40 lotes de animais, incluindo campeãs nacionais e exemplares de destaque em genética e produção leiteira.

Entre os principais atrativos do evento está a comercialização de 50% da vaca Catinda, atual Grande Campeã Nacional da raça.

Participam da organização do remate criatórios como Saexi, Simental PPA, Fazenda Santa Luzia, Schwanfer Simental, Simental Hepaf e Coqueiral.

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O leilão será realizado nesta terça-feira, 27 de maio, às 20h, com transmissão pelo Canal Terra Viva e organização da Connect Leilões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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