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Feira da Agricultura Familiar reúne produtores de seis municípios e fortalece a venda direta na Praça Alencastro

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A Praça Alencastro recebe nesta terça-feira (9), das 9h às 17h, mais uma edição da Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária, que reúne produtores rurais de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Poconé, Acorizal e Santo Antônio de Leverger. A iniciativa oferece ao público alimentos frescos, produtos artesanais, fitoterápicos e opções gastronômicas comercializados diretamente pelos produtores.

De acordo com o coordenador das feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luiz Alberto Rodrigues Leite, cerca de 10 produtores rurais participam da feira, representando comunidades como Rio dos Peixes, Pai Joaquim, Mineira, Marcolana e Terra Vermelha. Além deles, aproximadamente 20 feirantes atuam nos segmentos de artesanato, doces e outros produtos, enquanto a área gastronômica reúne mais 10 participantes.

Segundo o coordenador, a feira registrou crescimento significativo neste ano, tanto no número de expositores quanto no volume de vendas. A estimativa é de público superior a mil pessoas por edição e movimentação financeira mensal em torno de R$ 100 mil.

Para o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, o fortalecimento da feira demonstra a importância da agricultura familiar para a economia local e o abastecimento da população.

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“A Feira da Agricultura Familiar tem cumprido um papel importante ao aproximar quem produz de quem consome. Além de gerar renda para as famílias do campo, oferece à população acesso a produtos diversificados e fortalece a economia regional por meio da comercialização direta”, afirmou.

Entre os expositores está o farmacêutico e feirante Francisco Barbosa Ramos, que comercializa remédios naturais e fitoterápicos. Segundo ele, a feira representa uma importante fonte complementar de renda para a família e atende a uma demanda crescente por produtos voltados ao tratamento de problemas como gastrite, sinusite, questões relacionadas à próstata e à saúde da mulher. A procura por xaropes e fitoterápicos para gripe, tosse e bronquite também aumenta nos períodos de inverno e seca.

Outro participante é o produtor rural Vitor Alexandre dos Santos, representante da segunda geração de doceiros e queijeiros da família. Ele comercializa queijo fresco, rapadura, salaminho e mel, e destaca que a venda direta ao consumidor faz diferença na renda familiar.

“Quando vendemos diretamente para o cliente, conseguimos um retorno melhor pelo nosso trabalho e ainda oferecemos preços mais acessíveis. A feira ajuda a divulgar nossos produtos e fortalece a produção familiar”, disse.

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A valorização da venda direta também é percebida pelos consumidores. O aposentado Geraldo Miguel da Silva, de 74 anos, morador do bairro Jardim Passaredo e atualmente porteiro, afirma que frequenta a feira pela qualidade dos produtos e pelos preços praticados.

“Aqui encontramos produtos mais frescos e, muitas vezes, mais baratos. É uma oportunidade de comprar diretamente de quem produz e escolher alimentos que acabaram de chegar”, afirmou.

A artista plástica Érika de Souza também destaca os fatores que a motivam a retornar ao local. Segundo ela, a organização da feira, a apresentação dos produtos e o atendimento dos feirantes contribuem para uma experiência positiva de compra.

“Além de encontrar produtos de qualidade, é uma forma de apoiar o pequeno produtor e incentivar a continuidade desse trabalho. É uma opção prática para quem busca alimentos e produtos diretamente dos produtores”, comentou.

Realizada semanalmente, a Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária consolidou-se como um espaço de comercialização e integração entre produtores e consumidores, contribuindo para a geração de renda no campo e o fortalecimento da produção regional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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