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O aniversário de Cuiabá: vereadores homenageiam a sua cidade

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03/04/2025
O aniversário de Cuiabá: vereadores homenageiam a sua cidade
No próximo 8 de abril, a cidade de Cuiabá completará 306 anos de história. O marco de nascimento da cidade é o dia 8 de abril de 1719, quando os bandeirantes paulistas lavraram um documento noticiando ao capitão-general da capitania de São Paulo um novo achado de ouro na região e a escolha de Pascoal Moreira Cabral Leme como guarda-mor daquele novo e próspero tesouro português.&nbsp
Duzentos anos depois da lavratura dessa ata, por iniciativa do bispo católico Dom Aquino Corrêa, na época governador de Mato Grosso, o dia 8 de abril foi oficializado como a data de aniversário de Cuiabá. Percebe-se que tal fato ocorreu exatamente no bicentenário da cidade (1919). Os historiadores entendem que tal gesto do governador foi uma das tentativas de resgate da importância de Cuiabá para Mato Grosso. Sabe-se que a cidade vinha tendo o seu título de capital do Estado questionado pelas forças políticas do sul, que entendiam Cuiabá como uma cidade de economia e cultura atrasadas para a época.
Completa, entendo importante, a explicação a respeito da escolha do dia 8 de abril como aniversário de Cuiabá, passo a apresentar o resultado da pesquisa que foi realizada nas atas das sessões da Câmara Municipal de Cuiabá. Verificamos, ao longo dos anos, a realização de periódicas sessões solenes, especiais ou extraordinárias com o propósito de comemoração do aniversário de Cuiabá, com discursos de vereadores enaltecendo a história da cidade e tratando dos desafios que ela enfrentava e enfrentaria.&nbsp
Muito embora a primeira sessão comemorativa encontrada na pesquisa seja do ano de 1951, o primeiro discurso registrado é somente do ano de 1959. No dia 8 de abril desse ano, a vereadora Maria Nazareth Hanh lembrou dos heróis da cidade, como o bandeirante Pascoal Moreira Cabral Leme e Marechal Rondon. Cinco anos depois (1964), o vereador Lourival Moreira afirmava que o passado da cidade era pontilhado de heroísmo, de amor à terra e de um povo simples e trabalhador. Na mesma sessão, a vereadora Ana Maria do Couto fez uma analogia simbólica entre a cidade e um rio, dizendo que, da mesma forma que um rio cresce na medida em que se aproxima do oceano, isso aconteceria com Cuiabá, uma cidade que tinha todos os predicados para um grande desenvolvimento ao longo dos anos.&nbsp
Já em 1969, nos 250 anos da cidade, o vereador Joaquim Lobo Duarte lembrou das dificuldades enfrentadas para a manutenção de uma cidade tão distante dos grandes centros, mas lembrou a sua participação para o engrandecimento do Brasil. Nas duas décadas seguintes (1970 e 1980), não há registro de discursos nas sessões de aniversário, talvez uma opção do taquígrafo em não transcrever a fala dos vereadores, e não pela sua ausência.Vale destacar, no contexto das comemorações desse período, a oficialização do hino de Cuiabá um dia antes da sessão de 8 de abril de 1962, a não realização em 1970 por falta de dinheiro, segundo alegação do presidente Evaldo de Barros, e em 1974 por conta da enchente do rio Cuiabá.
Na década de 1990, o crescimento populacional de Cuiabá fez com que os vereadores atentassem mais aos desafios que a cidade enfrentava. O vereador Guto de Carvalho, em 1991, falou do problema do esgoto que castigava a população. Já o vereador Aurélio Augusto trouxe, em seu discurso, a necessidade de preservação da riqueza natural da cidade, em especial o rio Cuiabá. Na mesma oportunidade, o vereador José Antônio cobrou dos governantes a realização de políticas públicas para os mais necessitados, em uma cidade em forte desenvolvimento econômico. No ano de 1996, o vereador Barão Viegas alertou sobre a necessidade da melhoria das condições de vida da população, através do incremento de infraestrutura. Nas décadas de 2000 a 2020, os vereadores voltam a resgatar a história de Cuiabá e adotam a prática de entrega de honrarias às personalidades que prestaram bons serviços a Cuiabá.&nbsp
No ensejo dos 306 anos da cidade, a Câmara Municipal de Cuiabá reúne forças em prol do contínuo desenvolvimento da capital, com vistas à melhoria da qualidade de vida da população cuiabana e à justiça social. Deseja que a população contribua continuamente, porque, como disse o vereador Lourival Moreira em 1964, possuímos um passado de heroísmo e um presente de trabalho honrado e destemido do povo cuiabano.
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Danilo Monlevade
Secretaria de Apoio à Cultura da Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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