Crime eleitoral

DENÚNCIA: Áudio revela primeira-dama comprando voto em Jaciara

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A coligação “Para o bem de Jaciara”, que tem como candidata a prefeita, Andreia Wagner (PSB), denunciou a primeira- dama do município por compra de votos para o atual prefeito, Abduljabar Galvin Mohammad, o Abdo (PSDB). Os áudios gravados foram encaminhados à Justiça Eleitoral (Ouça áudio no fim da matéria).

A compra de voto teria ocorrido no dia 3 de novembro durante um evento denominado “Momento Mulher”, organizado por Luciana Cristina dos Santos, que além de primeira-dama, é também secretária de Assistência Social e Cidadania do município de Jaciara.

No final do evento, Luciana teria oferecido a eleitora R.C.M, emprego e o ingresso no programa “Aluguel Social” da prefeitura, em troca de seu voto e seu apoio nas redes sociais para a reeleição de Abdo.

No áudio, Luciana diz: ” (…) a gente tem um aluguel social, você quer fazer?”, questiona a primeira, com a eleitora concordando. “Hum, pode ser”, responde.  “Porque ai consigo pra você dois meses, três até você se restabelecer”, continua Luciana, que logo em seguida pede que a eleitora a ajude. “Ai eu vou precisar que você nos ajude”, completa.

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Como resposta, a eleitora diz que fará, e logo em seguida Luciana continua: “mas tem que estar firme nos stories”, diz.   “Pode deixar, eu já vou chegar em casa eu já vou apagar aqueles cão das minhas redes sociais”, diz a eleitora.

“Tem que ficar com a gente. E depois a gente continuando se você quiser uma oportunidade de trabalho, como esse aqui na prefeitura, a gente, eu faço o possível pra colocar você também”, diz a primeira dama, que houve como resposta. “Ai, graças a Deus”.   Já em um segundo áudio gravado por R.C.M, Luciana pede que a eleitoral procure na secretaria uma tal de “Rose”, que iria incluir a eleitoral no “Aluguel Social”.

No pedido, a defesa da candidata Andreia Wagner, os áudios comprovariam a “doação, oferta, promessa ou entrega de bem ou dádiva, inclusive emprego ou função pública”, por parte da campanha do atual prefeito e que  configuraria a compra de votos.

“Por tudo quanto exposto, resta evidente a prática de captação ilícita de sufrágio disposto no artigo 41-A da Lei 9.504/1997, devendo nos termos do dispositivo legal ser aplicada a pena de cassação do registro ou do diploma dos representados, bem como a aplicação de multa e declaração de inelegibilidade a representada”, completa a defesa.

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Ainda de acordo com os advogados de Andreia Wagner, a gravação feita pela eleitora, seria lícita, já que foi realizada “por um dos interlocutores, em ambiente público (reunião política), não configura qualquer ilicitude”.

Além do pedido de cassação do registro de candidatura, a candidata Andreia Wagner pede que aplicadas as “demais penalidades advindas da condenação (multa e inelegibilidade), em especial em relação a representada Luciana, autora do ilícito”.

Outro lado

Procurada, a primeira-dama de Jaciara e o prefeito Abdo (PSDB) não atenderam e não retornaram as nossas ligações para comentar a denúncia. Esta matéria será atualizada assim que ambos encaminharem suas defesas.

Fonte: Gazeta Digital

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DENÚNCIA: Gaeco realiza operação “Afeto” em Primavera do Leste

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Gabinete do vereador foi alvo da operação — Foto: Câmara de Vereadores de Primavera do Leste

A Unidade Regional do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Rondonópolis deflagrou nesta segunda-feira (23), em Primavera do Leste, a operação “Afeto”. O trabalho conta com o apoio do Gaeco de Cuiabá e busca auxiliar investigação realizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete de um vereador do município, nas empresas Nova Service e Top Service, além da estação e almoxarifado onde são guardados os veículos e maquinários das empresas investigadas.

De acordo com o Gaeco, a investigação apura fraudes em licitação envolvendo empresas registradas em nome da esposa e do enteado do parlamentar investigado. Há indícios de que o vereador atue junto ao município promovendo o direcionamento de licitações, visando o favorecimento de familiares que supostamente operam como “laranjas”.

Entre os anos de 2016 a 2020, as duas empresas alvos da operação movimentaram mais de R$ 4 milhões de verbas públicas por meio de contratos celebrados com o município. Entre os serviços contratados, estão transportes escolares, locações de máquinas e caminhões, varrição, recolhimento de resíduos, obras de engenharia, calçamentos, entre outros.

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Segundo o Gaeco, o nome dado à operação realizada nesta segunda-feira é uma alusão aos laços de parentesco e amizade do vereador com as empresas supostamente favorecidas pela prefeitura.

A operação “Afeto” cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete do vereador Elton Baraldi (MDB), conhecido como Nhonho, em duas empresas, além da estação e almoxarifado onde são guardados os veículos e maquinários das empresas investigadas.

Fonte: MP-MT

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