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Queda de Mandetta pode estar relacionada a denúncia de corrupção na saúde envolvendo prefeito do Maranhão

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A demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta (Saúde), nesta quinta-feira (16), pode está bem mais além de uma queda de braço entre o Presidente da República e o ministro. Onde Bolsonaro defende o isolamento vertical e à reabertura do comércio, já Mandetta o isolamento por completo.

De acordo com fontes que preferiram não se identificar, Mandetta já vinha ‘pisando na bola’ há algum tempo, e as inúmeras denúncias de corrupção envolvendo o nome do ministro, foi um dos principais motivos da queda sua queda.

Entre elas, uma envolvendo um prefeito do Maranhão, denunciada nessa última terça-feira (14), durante uma Sessão da Câmara Federal em Brasília, pelo deputado maranhense, Hildo Rocha (MDB). A denúncia envolve o ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM).

De acordo com Hildo Rocha (MDB), teria acontecido um suposto acordo entre o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Assis Ramos para que ele se filiasse ao DEM, partido esse que Mandetta é um dos caciques. De acordo com a denúncia, tornada pública inicialmente pelo presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, vereador Jose Carlos Soares, o ministro liberou mais de R$ 43 milhões do Ministério da Saúde para que o prefeito Imperatriz, se filiasse o DEM, partido do ministro. Poucos dias após a liberação Assis entrou para o DEM.

O presidente da Câmara de Imperatriz, vereador José Carlos, acusa categoricamente o prefeito de ter dado sumiço aos R$ 43 milhões de reais enviados pelo governo federal após o acordo envolvendo o ministro e o prefeito. O vereador José Carlos alerta que não foram feitos investimentos em favor da saúde de Imperatriz com esses recursos. De acordo com ele, notas fiscais ‘compradas’ foram usadas para legalizar o saque dos recursos públicos federais destinados a saúde pública de Imperatriz.

Além dos 43 milhões de reais do fundo nacional da saúde para o fundo municipal da saúde de Imperatriz, Mandetta, mandou também cerca de R$ 1,2 milhões de reais para reforma do Hospital Socorrinho.

Outro fato que chamou bastante atenção é que a única cidade do Maranhão visitada por Mandetta, foi justamente Imperatriz. Ele esteve na cidade, segundo informações do Portal do Frei, para olhar de perto as obras do Socorrinho.

Já nesta quinta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro demitiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dois dias após Hildo Rocha pedir na Câmara Federal uma apuração da denúncia contra Mandetta, evolvendo ele e o prefeito Assis Ramos de Imperatriz. A que tudo indica que as denuncias chegaram até Bolsonaro, devido a grande aproximação do parlamentar e o presidente, podendo ser essa a ‘gota d’água’ e o fim de Mandetta no Ministério da Saúde.

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ABAIXO OS COMPROVANTES DOS R$ 43 MILHÕES ENVIADOS AO MUNICÍPIO: 

Fonte: emquantoissonomaranhão

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DENÚNCIAS

BOMBA: Leitão acusa ‘lava-jatinho’ em Mato Grosso

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O ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB) denunciou a existência de uma “lava-jatinho” em Mato Grosso, que seria liderada pelo deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), conhecido como Nininho. No dia 29 de outubro de 2020, Leitão se reuniu virtualmente com o procurador eleitoral Erich Raphael Masson para fazer uma série de denúncias, entre elas uma acusação que aponta a existência de uma “lava-jatinho” no Estado e citou o deputado.

O ex-deputado também menciona o ex-vereador Toninho de Souza (PSDB) e o atual presidente da Câmara de Cuiabá, Juca do Guaraná (MDB), em suposto esquema de compra de apoio político em favor de candidatura adversária à de Leitão. O recurso para estes pagamentos, segundo ele, viria do empresário Eraí Maggi e do deputado Nininho.

Ao citar a suposta “lava-jatinho”, Nilson afirmou que Nininho utiliza de sua influência política para conseguir obras para as suas empreiteiras. Nininho foi alvo da Operação Chapéu de Palha, deflagrada no último dia 9 de dezembro de 2020. Segundo investigadores da Polícia Federal, o parlamentar lidera um esquema de propina e fraude à licitação que ocorre em municípios do sul do Estado e na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT).

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A denúncia sobre a “lava-jatinho” foi feita junto com outras diversas denúncias em que Leitão aponta abuso de poder econômico e compra de votos no grupo político do PSD. A operação Chapéu de Palha apontou que Nininho e o irmão, Humberto Bortolini, que é prefeito de Itiquira, atuavam dispersavam os recursos das obras vencidas mediante fraude em licitações com outros integrantes do suposto grupo criminoso.

Decisão
As denúncias de Leitão foram desmembradas e as investigações estão sendo feitas de forma separada pela Polícia Federal, que apura se houve ou não crime nos casos relatados. “Sobre os demais fatos, em especial suposto abuso de poder político e financiamento de campanhas praticados por Ondanir Bortolini, o Nininho, e Eraí Maggi entendo que devem ser tratados em autos apartados. Desse modo, sobre estes últimos fatos, determino a extração de cópia do presente documento e instauração de Notícia de Fato, com fulcro no art. 53, da Portaria PGE nº 01, de 09 de setembro de 2019”, diz trecho da decisão do procurador.

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Outro lado
A reportagem do jornal A Gazeta tentou contato com os citados na denúncia. Apenas o ex-vereador Toninho de Souza (PSD) se manifestou. Em conversa por telefone, Toninho alegou que a questão trata de um problema de terceiros e que prefere não comentar sobre o assunto no momento. Segundo o ex-vereador, quando for solicitado irá prestar esclarecimento judicialmente sobre o caso.

Fonte: Gazeta Digital

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