ECONOMIA

Dólar sobe a R$ 5,12 e fecha no maior valor em duas semanas

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Em um dia de turbulência nos mercados doméstico e externo, o dólar ultrapassou R$ 5,10 e fechou no maior valor em duas semanas. A bolsa de valores teve forte queda e encerrou no menor nível desde o fim de janeiro.

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (14) vendido a R$ 5,12, com alta de R$ 0,066 (+1,3%). A cotação iniciou o dia em baixa, caiu para R$ 5,03 por volta das 10h, mas subiu logo após a abertura do mercado norte-americano. Na máxima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 5,14.

A moeda norte-americana fechou no maior valor desde 25 de fevereiro, quando tinha sido vendida a R$ 5,15. Apesar da alta de hoje, a divisa acumula queda de 0,7% em março. Em 2022, o recuo chega a 8,18%.

As tensões também foram sentidas no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 109.928 pontos, com recuo de 1,6%. O indicador está no menor patamar desde 24 de janeiro, mas ainda acumula alta de 4,87% neste ano.

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No mercado externo, três fatores contribuíram para a instabilidade no mercado. O primeiro foi a queda internacional do preço das commodities (bens primários com cotação internacional), após o anúncio de que as negociações continuarão amanhã (15), apesar de uma pausa nesta segunda-feira. A queda no preço de minérios e de grãos diminui a entrada de divisas no Brasil, grande exportador desses produtos.

O segundo fator foi o aumento das restrições sanitárias na China. O país asiático registra o maior número de contaminações por covid-19 desde o início da pandemia, por causa da disseminação da variante Ômicron. O fechamento de diversas zonas industriais chinesas aumentou o pessimismo no mercado internacional.

A terceira razão para a instabilidade no mercado foram as expectativas com a reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Na quarta-feira (16), o órgão deve elevar os juros básicos da maior economia do planeta pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19. As estimativas apontam reajuste de 0,25 ponto, mas parte dos investidores teme que o conflito no Leste Europeu faça o Fed elevar a taxa em 0,5 ponto, prejudicando países emergentes, como o Brasil.

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No plano interno, as expectativas com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, amanhã (15) e quarta-feira (16), e as preocupações com negociações sobre uma redução de impostos sobre a gasolina predominaram. Na semana passada, o Congresso aprovou a redução temporária a zero de tributos federais sobre o diesel, o gás de cozinha e o querosene de aviação. Uma extensão da medida para a gasolina reduziria a arrecadação federal em R$ 60 bilhões neste ano.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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ECONOMIA

Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês.

É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-06/aneel-reajusta-bandeiras-tarifarias-em-ate-64>. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras Tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

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Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Edição: Claudia Felczak

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