ECONOMIA

Programa Lab Procel abre inscrições para segundo edital

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Já está disponível  o segundo edital do Programa Lab Procel, realizado em parceria pela Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), e a Firjan Senai. As inscrições devem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) do dia 23 de agosto.

Com aporte de mais de R$ 3 milhões, a segunda chamada do programa é voltada à captação de projetos e aceleração de Com aplicação nos setores residencial, comercial, industrial, de serviços e setor público. Podem concorrer às vagas startups (empresas emergentes) e micro e pequenas empresas inovadoras de base tecnológica.

A chamada pública será objeto de dois seminários virtuais programados para os dias 3 e 10 de agosto, quando os interessados poderão esclarecer dúvidas. As transmissões serão ao vivo no canal da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) no Youtube. O edital, as inscrições e os links para os webinares podem ser acessados a partir desta sexta-feira (31) na página do Programa Lab Procel

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Os inscritos passarão por uma seleção online na primeira fase. Devido às restrições impostas pelo isolamento social, por conta da pandemia do novo coronavírus, os escolhidos para a segunda etapa apresentarão seus projetos virtualmente para uma banca de especialistas. Ao fim do processo da segunda chamada, quatro propostas, no mínimo, serão aceleradas pelo Programa Lab Procel, instalado nos laboratórios da Firjan Senai, no Rio de Janeiro.

Programa

O Programa Lab Procel foi lançado em abril deste ano e para dar oportunidade para o desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica junto a startups, micro e pequenas empresas inovadoras, com ênfase na eficiência energética, que resultem em soluções e produtos para a sociedade. A primeira chamada pública foi aberta no dia 27 de abril, com a meta de acelerar projetos de inovação tecnológica com ênfase em eficiência energética no saneamento ambiental. No final deste ano, está previsto o lançamento de um terceiro edital do programa, cujo objetivo é o desenvolvimento de soluções de eficiência energética de caráter generalista.

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O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) foi criado em 1985 pelo governo federal. Ele é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e executado pela Eletrobras. Seus recursos são assegurados pela Lei 13.280/2016. O Plano Anual de Aplicação de Recursos do Procel para o ano de 2018 inclui o projeto Concurso de Inovação para Soluções em Eficiência Energética, projeto viabilizador do Programa Lab Procel, que conta com recursos da ordem de R$ 16,67 milhões, dos quais cerca de 90% são de responsabilidade do Procel.

Edição: Nádia Franco

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ECONOMIA

Copom inicia reunião para definir taxa básica de juros

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza hoje (4) a primeira parte da reunião para definir a taxa básica de juros, a Selic. Amanhã (5), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa ao final do dia.

A mediana (que desconsidera os extremos nas estimativas) das projeções das instituições financeiras consultadas pelo BC prevê redução de 0,25 ponto percentual, para 2% ao ano, renovando o mínimo histórico. Depois dessa redução, a expectativa do mercado financeiro é que não haja novos cortes na Selic neste ano.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro.

No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Taxa de juros

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia.

Ao manter a Selic no mesmo patamar, o Copom considera que as alterações anteriores nos juros básicos foram suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

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Para 2021, a meta é 3,75%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

As instituições financeiras consultadas pelo BC projetam inflação menor que o piso da meta, em 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é 1,63% este ano. Para 2021, a estimativa é 3%, abaixo do centro da meta (3,75%).

Para o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a expectativa é de corte na Selic devido aos efeitos da pandemia de covid-19 na economia mundial, à inflação baixa, bem como ao fato de os bancos centrais das principais economias do mundo estarem reduzindo suas taxas básicas de juros. “Em nossa opinião, o Banco Central vai reduzir a Selic para 2% ao ano, redução de 0,25 ponto percentual”, diz.

Impactos da redução no crédito

De acordo com a Anefac, se a taxa for reduzida para 2% ao ano, haverá um efeito “muito pequeno” nos custos do crédito para os consumidores. “Este fato ocorre uma vez que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas dos consumidores que, na média da pessoa física, atingem 93,35% ao ano, provocando uma variação de mais de 4.000% entre as duas pontas”, diz a associação.

Com a redução da Selic para 2% ao ano, a simulação feita pela Anefac mostra que a taxa média de juros ao consumidor passa de 93,35% ao ano para 92,91% ao ano. Os juros anuais do comércio caem de 73,92% para 73,52%. A taxa do rotativo do cartão de crédito passa de 255,94% para 255,18% ao ano. Os juros para a compra de veículos caem de 18,16% para 17,88% ao ano. No caso do empréstimo pessoal concedido por bancos, o recuo é de 46,1% para 45,76% ao ano. E o empréstimo pessoal de financeiras terá taxa de 106,99% ao ano, contra 107,46% ao ano.

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Se o consumidor for comprar uma geladeira, por exemplo, financiada em 12 meses, no valor de 1.500,00, a parcela ficará R$ 0,19 mais barata, em R$ 166,39. O valor total pago chegará a R$ 1.996,64, R$ 2,27 mais barato com a taxa menor.

Considerando todas as reduções da taxa Selic feitas pelo Banco Central no período de agosto de 2016 a junho de 2020, houve impacto de 62,08 pontos percentuais na taxa média de juros cobrada dos consumidores, que passou de 155,43% para 93,35% ao ano. Nesse período a taxa Selic passou de 14,25% ao ano para 2,25% ao ano.

Investimentos

No caso dos investimentos, a redução da Selic para 2% ao ano fará com que os fundos de renda fixa continuem perdendo competitividade em relação à poupança, principalmente nas aplicações de baixo valor em que há cobrança de taxas de administração mais elevadas pelos fundos. “Assim sendo, a caderneta de poupança vai continuar uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”. A poupança não tem cobrança de taxa de administração, nem de Imposto de Renda. A remuneração é de 70% da Selic, mais Taxa Referencial (TR).

Para ter rendimentos iguais ao da poupança com um CDB (Certificado de Depósito Bancário), o investidor terá que obter taxa de juros de cerca de 90% da taxa dos Certificados de Depósito Interbancário (CDI).

Edição: Graça Adjuto

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