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Libertadores da América 2020

No Maracanã, Palmeiras e Santos decidem a Libertadores em final nostálgica

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Taça da Libertadores aos pés do Cristo Redentor Foto: Instagram Conmebol/Reprodução

A Academia de Futebol e os Meninos da Vila entram em campo neste sábado (30) no maior estádio do mundo para a primeira final brasileira da Libertadores em 14 anos. Palmeiras e Santos, também chamado de “O Clássico da Saudade”, se enfrentam em um duelo marcado historicamente, acima de tudo, pela nostalgia e a excelência técnica.

Na era de ouro do futebol brasileiro, entre o fim dos anos 1950 e o início dos anos 1970, o Santos de Pelé e a Academia de Ademir da Guia protagonizaram duelos históricos pela supremacia dos gramados da época. Ficou famoso, por exemplo, o confronto entre as duas equipes pelo Torneio Rio-SP de 1958. O placar? 7 a 6 para o Alvinegro da Vila Belmiro. Os mais velhos contam que o jogo chegou a provocar cinco infartos em meio às viradas sensacionais de placar.

Naquela partida, um menino que se consagraria naquele ano na Suécia como o maior camisa 10 da história já deixaria sua marca. Pelé liderou os santistas para uma virada acachapante no primeiro tempo. Após sofrer o primeiro gol palestrino, o Peixe foi para o intervalo com uma vantagem de 5 a 2.

O Pacaembu abrigava mais de 40 mil torcedores naquela partida. Indignados com a derrota parcial, os palmeirenses voltaram para o segundo tempo dispostos a equilibrar o jogo. Deu certo. O Palmeiras virou para 6 a 5.

Os verdes só não contavam com um ponta esquerda. José Macia, o Pepe, segundo maior artilheiro do clube, que hoje estará no Maracanã numa justa homenagem, ao lado do palestrino Evair. Com mais dois gols, ele decretou a vitória santista por 7 a 6.

Rivais nos anos de ouro

Seria o início de uma rivalidade marcada pela excelência técnica. O Santos conquistaria o mundo nos anos 60. Só no Paulistão, um dos torneios mais fortes da época, seriam seis títulos, contra três do Palmeiras. O Peixe ainda levaria cinco Taças Brasil, o embrião do Campeonato Brasileiro, que, anos mais tarde, seria reconhecido pela CBF como título nacional.

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A Primeira Academia palestrina conquistaria, na mesma época, duas Taças Brasil e dois torneios Roberto Gomes Pedrosa, outro protótipo do Brasileiro também reconhecido pela CBF como título nacional.

Mas talvez o simbolismo maior da nostalgia nesta final de Libertadores, ainda que vazia pela pandemia, seja o Estádio Mário Filho. Foi ali que o Santos conquistou o Mundial de Clubes de 1963, contra o Milan.

Foi também no Maracanã, que um ano após a derrota do Brasil para o Uruguai na Copa de 1950, o Palmeiras venceu a Copa Rio de 1951, diante da Juventus da Itália, título considerado pelo clube e pelos palmeirenses como um campeonato mundial.

Fim do domínio e as filas

O Palmeiras dos anos 1960 era um dos poucos times a bater de frente com o Santos. O auge alviverde ainda se prolongaria um pouco mais, com Dudu e Ademir da Guia comandando a Segunda Academia, nos anos do bicampeonato brasileiro de 1972/73.

A partir de 1976, o clube amargaria uma fila de 17 anos sem título, que só acabaria com o título paulista de 1993, com a vitória sobre o Corinthians. Era ponto de partida da era Parmalat, que culminaria com o primeiro título da Libertadores do Palmeiras, em 1999.

Com a saída de Pelé, em 1974, o Santos também não foi mais o mesmo. Os títulos rarearam, mas o clube ainda teve a geração dos primeiros meninos da Vila, com Pita e Juari, no final dos anos 1970, com um bom time e um bom futebol. E, assim como o rival, o time do litoral também amargaria uma fila nos últimos anos do século XX: foram 18 anos sem título, entre 1984 e 2002.

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O começo do século XXI foi diferente para alviverdes e santistas. Enquanto o Peixe saía da fila graças à geração de Diego e Robinho, que conquistaria dois brasileiros, os palestrinos penaram.  Foram dois rebaixamentos, em 2002 e 2012.

No mesmo período, apenas dois títulos: um paulista e uma Copa do Brasil. Nessa  época, o Santos desfrutava do talento de Neymar, que lhe renderia a hegemonia regional em São Paulo, além de uma Copa do Brasil e o tri da América, em 2011.

A nova rivalidade

A história dos dois times, no entanto, voltaria a se cruzar em 2014. No ano de seu centenário, o Palmeiras corria o risco de um terceiro rebaixamento. Na última rodada, um empate com o Atlético Paranaense e uma derrota do Vitória da Bahia para o Santos selariam a permanência palestrina na Série A. Então, a rivalidade renasceu.

No ano seguinte, foram duas finais. Ambas nos pênaltis. Na primeira, no Campeonato Paulista, deu Santos. Na segunda deu Palmeiras. A partir de então, ambos voltariam ao protagonismo. O Palmeiras foi bicampeão brasileiro. O Santos, já dominante nos estaduais desde o início da década, voltaria a brigar pelo título nacional.

Esta tarde, sob a benção divina de Pelé e Ademir, os rivais da saudade tentam conquistar a América.

Ficha técnica:

Palmeiras x Santos
Maracanã, 17h

Escalações prováveis:

Santos

John; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Lucas Braga; Marinho, Kaio Jorge e Soteldo. Técnico: Cuca

Palmeiras

Weverton, Marcos Rocha, Luan, Gustavo Gómez e Viña; Danilo, Gabriel Menino e Raphael Veiga; Rony, Luiz Adriano e William

Árbitro: Patrício Lousteau (ARG)
Auxiliares: Ezequiel Brailovski e Diego Bonfa (ARG)
VAR: Mauro Vigliano

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Corinthians reage no segundo tempo, empata com Estudiantes e deixa decisão aberta na Libertadores

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O Corinthians arrancou um empate por 1 a 1 com o Estudiantes na noite desta quarta-feira, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Castro marcou para os argentinos no início da partida, mas Kaio César igualou o placar na etapa final. Nos minutos finais, Hugo Souza fez uma defesa decisiva e evitou a derrota do Timão.

Com o resultado, a disputa pela vaga nas semifinais permanece indefinida. O confronto de volta será realizado na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo. Quem vencer avançará à próxima fase. Em caso de novo empate, a classificação será decidida nos pênaltis.

O vencedor enfrentará nas semifinais quem levar a melhor no duelo entre Flamengo e Independiente del Valle, do Equador.

O jogo

O Estudiantes abriu o placar logo aos três minutos. Após cobrança de escanteio para a segunda trave, Carrillo cabeceou firme e obrigou Hugo Souza a defender parcialmente. No rebote, Castro apareceu livre e apenas empurrou a bola para o gol.

Depois de sofrer o gol, o Corinthians tentou controlar mais a posse e construir as jogadas desde a defesa, mas encontrou dificuldades para ameaçar o goleiro Muslera. O time argentino voltou a levar perigo aos 28 minutos, novamente em uma jogada aérea de Carrillo após cobrança de escanteio, mas Hugo Souza fez a defesa.

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Aos 36 minutos, o Estudiantes quase ampliou em uma cobrança de escanteio fechada. Rodríguez bateu com efeito e tentou marcar um gol olímpico, mas o goleiro corintiano conseguiu afastar a bola com um soco.

O Corinthians voltou mais organizado para o segundo tempo e empatou logo aos três minutos. Garro avançou pelo meio e lançou Kaio César nas costas da defesa. O atacante entrou na área, ficou cara a cara com Muslera e tocou na saída do goleiro para deixar tudo igual.

O gol mudou o ritmo da partida. O Corinthians passou a competir melhor no meio-campo e reduziu os espaços para o Estudiantes, que teve dificuldades para criar novas oportunidades.

Aos 47 minutos, porém, os donos da casa ficaram muito perto de marcar o segundo. Cetré cruzou para a área e Correa desviou de cabeça, buscando o canto. Hugo Souza se esticou e fez uma grande defesa, garantindo o empate corintiano em território argentino.

Antes do jogo decisivo pela Libertadores, o Estudiantes enfrenta o Platense no sábado (12), às 14h45 (de Brasília), pelo Campeonato Argentino. A partida será novamente no Estádio Jorge Luis Hirschi.

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O Corinthians volta a campo no domingo (13), às 17h30, contra o Flamengo, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

Estudiantes 1 x 1 Corinthians

Competição Libertadores — quartas de final
Local Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata (ARG)
Data 9 de setembro de 2026, quarta-feira
Horário 21h30, de Brasília
Cartões amarelos Corinthians: Angileri, Kaio César, Breno Bidon e Gustavo Henrique. Estudiantes: Carrillo, Benedetti e Mancuso
Cartões vermelhos Nenhum
Gols Castro, aos 3 minutos do primeiro tempo, para o Estudiantes; Kaio César, aos 3 minutos do segundo tempo, para o Corinthians
Arbitragem Árbitro: Esteban Ostojuch (URU). Assistentes: Martín Soppi (URU) e Pablo Llarena (URU). VAR: Antonio García (URU)
Estudiantes Muslera; Mancuso, Nuñez, González Pirez e Benedetti (Meza); Rodríguez (Pérez), Piovi (Elías) e Castro; Correa, Carrillo e Tobio Burgos (Cetré). Técnico: Alexander Cacique Medina
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Allan, Carrillo (Charles), Breno Bidon e Garro (Matheus Pereira); Memphis Depay (Pedro Raul) e Kaio César. Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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