Saúde

Estudo mostra carga viral de pacientes com Covid-19 menor em maio do que abril

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Foto: Ciro de Luca -26.jun.2020/ Reuters

Um pequeno estudo de pesquisadores da Itália mostrou que pacientes com Covid-19, que foram examinados para detecção do novo coronavírus em um hospital, em maio, tinham menos partículas do vírus do que aqueles que haviam sido examinados um mês antes.

Os pesquisadores aventaram algumas hipóteses para a “carga viral” menor, entre elas, que as medidas de isolamento podem ter diminuído a exposição dos pacientes ao vírus. O estudo, porém, não forneceu indícios para explicar a conclusão.

Em maio, outro médico italiano disse que “clinicamente, o vírus não existe mais na Itália”, sugerindo que a interação entre o vírus e seu hospedeiro humano mudou.

Alberto Zangrillo, chefe da unidade de tratamento intensivo do Hospital San Raffaele de Milão, disse à época que seus comentários seriam reforçados por uma pesquisa coliderada pelo colega cientista Massimo Clementi a ser divulgada em breve.

Mas o estudo de Clementi, publicado nesta segunda-feira (29) no periódico científico Clinical Chemistry and Laboratory Medicine, não procurou mutações no vírus ou mudanças nos pacientes que poderiam explicar por que a doença pareceu menos grave, em geral, nos pacientes em maio.

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Em vez disso, o estudo procurou ligações entre a gravidade da doença e a quantidade de vírus – a carga viral – nos pacientes.

Os pesquisadores analisaram 200 amostras nasofaríngeas recolhidas no Hospital San Raffaele. Metade era de pacientes tratados em abril, o pico local da pandemia, e metade de pacientes tratados em maio.

Com base nos resultados, os pesquisadores calcularam que as cargas virais dos pacientes estavam mais altas em abril. Os pacientes analisados em abril também tiveram sintomas mais intensos e maior probabilidade de precisar de hospitalização e tratamento intensivo, mostrou o estudo.

As cargas virais foram semelhantes em mulheres e homens, mas mais elevadas em pacientes de 60 anos ou mais e nos casos graves de Covid-19.

A equipe de Clementi disse que, embora seja teoricamente possível que o novo coronavírus tenha sofrido uma mutação, ainda não há dados moleculares para provar essa hipótese.

Entre as outras explicações possíveis estão a prática mais ampla do distanciamento social, do uso de máscaras e da lavagem de mãos em maio do que em abril, as temperaturas mais altas e a poluição menor, disseram.

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Fonte: cnnbrasil.com.br

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Antiviral contra hepatite c inibe replicação do novo coronavírus

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Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com medicamentos que são usados para tratar hepatite C mostrou eficácia contra o novo coronavírus, que causa a covid-19.

A doença já infectou mais de 9,6 milhões de pessoas no mundo e matou quase 490 mil, segundo o painel global da universidade Johns Hopkins. No Brasil, os dados de ontem (25) do Ministério da Saúde contabilizam 1.228.114 casos e 54.971 óbitos.

Em experimentos in vitro com três linhagens de células, incluindo células pulmonares humanas, o antiviral daclatasvir impediu a produção de partículas virais do novo coronavírus que causam a infecção. O medicamento foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que outros remédios que estão sendo usados nos estudos clínicos da covid-19, como a cloroquina, a combinação de lopinavir e ritonavir e a ribavirina, este último também usado no tratamento de hepatite.

O daclastavir superou também a eficiência do atazanavir, um antirretroviral utilizado no tratamento de HIV que foi testado anteriormente pelos cientistas da Fiocruz.

“As análises apontaram que o fármaco [daclastavir] interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de covid-19”, diz a Fiocruz.

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Os testes mostraram que o sofosbuvir, outro remédio para hepatite, foi menos eficiente do que o daclastavir. Ele também inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, mas não apresentou efeito em células Vero, derivadas de rim de macaco e muito utilizadas em estudos de virologia.

Os estudos foram publicados no site de pré-print bioRxiv. Ou seja, os resultados já estão disponíveis para consulta pela comunidade científica internacional, mas ainda requerem aprofundamento e revisão.

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em parceria com cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).

De acordo com Moreno, os parâmetros farmacológicos do daclastavir contra o novo coronavírus são compatíveis com os efeitos do medicamento em pacientes.

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“O reposicionamento de medicamentos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maneira mais rápida de identificar candidatos ao tratamento da covid-19. Considerando que os antivirais de ação direta contra o vírus da hepatite C estão entre os mais seguros, nossos resultados indicam que estes fármacos, em especial o daclastavir, são candidatos para a terapia, com potencial para ser imediatamente incorporados em ensaios clínicos”.

Os cientistas alertam para os riscos da automedicação e destacam que ainda são necessários testes com pacientes para avaliar a eficácia das terapias. “Todas as pessoas com casos suspeitos ou confirmados de covid-19 devem procurar atendimento médico para orientação da terapia adequada”, adverte a Fiocruz.

Fonte: Sindimed

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