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Estudo preliminar mostra forte imunização com vacina em dose única da J&J

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Apesar dos resultados promissores, o estudo, como publicado até aqui, não deixa claro se os idosos, uma das populações com maior risco de contrair o vírus, estarão protegidos no mesmo grau que os mais jovens Foto: Freepik

Com aplicações de apenas de uma dose, a vacina experimental contra a Covid-19 da Johnson & Johnson produziu uma forte resposta imunológica contra o novo coronavírus nos ensaios clínicos de estágio inicial a intermediário – fases 1 e 2 dos testes -, de acordo com resultados provisórios publicados nesta sexta-feira (25).

O estudo foi publicado no site médico medRxiv, mas ainda não foi revisado por pares.

Apesar do provisórios, os resultados geram otimismo. O fato de o ensaio examinar a eficácia de uma única dose da vacina, em vez de duas doses, deve acelerar os próximos resultados, de acordo com o Dr. Paul Stoffels, diretor científico da Johnson & Johnson.

A vacina, chamada Ad26.COV2.S, foi igualmente bem tolerada em duas doses, segundo os testes até aqui. Porém, caso comprovada, sua eficácia de imunização com apenas um injeção poderia simplificar a distribuição da vacina.

Com base nos resultados atuais, a J&J, na quarta-feira, deu início à fase 3 de seus estudos, com aplicações previstas em 60 mil pessoas, o que pode abrir caminho para um pedido de aprovação regulatória. A empresa disse que espera os resultados da nova fase até o final de 2020 ou início do próximo ano.

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Dúvidas sobre eficácia em idosos

Apesar dos resultados promissores, o estudo, como publicado até aqui, não deixa claro se os idosos, uma das populações com maior risco de contrair o vírus, estarão protegidos no mesmo grau que os mais jovens com a vacina J&J.

Os testes iniciais em cerca de 1 mil adultos saudáveis, apoiados pelo governo dos EUA, começaram depois que a vacina J&J, já nos testes em julho, ofereceu forte proteção após dose única aplicada em macacos.

Com os dados disponíveis até aqui, pesquisadores apontam que, 29 dias após a vacinação, 98% dos participantes com dados disponíveis para a análise provisória tinham anticorpos neutralizantes, que defendem as células de patógenos.

No entanto, os resultados da resposta imunológica estavam disponíveis apenas para um pequeno número de pessoas – 15 participantes – com mais de 65 anos, limitando a interpretação.

Em participantes com mais de 65 anos, a taxa de reações adversas como fadiga e dores musculares foi de 36%, muito menor do que os 64% vistos em participantes mais jovens, mostraram os resultados, sugerindo que a resposta imunológica em pessoas mais velhas pode não ser tão forte.

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Os pesquisadores disseram que mais detalhes sobre segurança e eficácia virão quando o estudo for concluído.

Por enquanto, os resultados justificam porque mais estudos são necessários em maior número para procurar efeitos adversos sérios, disse o Dr. Barry Bloom, professor de Harvard, à agência Reuters.

“No geral, a vacina está fazendo o que você esperaria que fizesse para avançar aos testes de Fase 3”, disse Bloom.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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SP lança plano para mapear e monitorar lixo no mar

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O estado de São Paulo lançou um plano para mapear e monitorar o lixo no mar do litoral paulista. Chamado de Plano Estratégico de Monitoramento e Avaliação do Lixo no Mar, o documento, apresentado na última quarta-feira (20), pretende ser um embrião do futuro Plano de Combate ao Lixo no Mar do estado.

A proposta é mapear diversos indicadores, como o potencial de entrada de lixo no mar pelos rios, pelas atividades nos portos e navegação, assim como pelo esgoto. O levantamento dos dados, que deverá durar, aproximadamente, de seis meses a um ano, será feito em parceria com o Instituto Oceanográfico, da Universidade de São Paulo (USP). 

“É a primeira vez que a gente mobiliza força para tentar entender esse fenômeno [do lixo no mar] e combatê-lo com maior especificidade”, destacou o coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Gil Scatena.

“A intenção é a gente conseguir identificar os pontos principais que São Paulo tem que atacar para poder estrategicamente combater o lixo no mar”, acrescentou. 

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“O desenvolvimento de um diagnóstico das principais fontes de resíduos que são carreados até o oceano, em uma determinada escala geográfica, é o ponto de partida para a implementação de ações de combate precisas e cientificamente embasadas”, ressalta o documento.

O plano, que pode ser acessado aqui, feito em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a USP e patrocinado pela Embaixada da Noruega.  

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Geral

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