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Policia Civil do Rio recebe novos equipamentos de análise científica 

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A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) entregou hoje (20) ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) novos equipamentos que devem possibilitar laudos com técnica mais modernas, seguindo a classificação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Um dos equipamentos é responsável por cromatografia gasosa acoplada, que em conjunto com o espectrômetro Raman, vai poder desvendar a estrutura de substâncias químicas e vai auxiliar a esclarecer a autoria e a materialidade de diversos crimes, entre outras aplicações. Segundo a assessora técnica especial da Sepol para assuntos de perícia Denise Rivera, o ICCE passa a ter um parque analítico, que permite fazer exames muito mais robustos, que possibilitarão identificar, por exemplo, uma droga com técnica avançada e descobrir drogas novas colocadas no mercado.

“Esses dois equipamentos juntos pegam uma série de exames, porque um complementa o outro. Há drogas ilícitas, mas que por serem novas, muitas delas sintéticas, não são conhecidas da Anvisa. Com esse aprimoramento, nós podemos identificar a droga que está sendo criada e informar à Anvisa, para que ela possa intervir na legislação e essa droga nova, também possa ser proibida. Se não está na lei não tem como coibir”, completou a assessora em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com Denise Rivera, entre as aplicações na parte química é possível verificar medicamentos adulterados ou falsificados e também podem ser feitos exames em alimentos, documentos, em tintas, para saber a composição para chegar a conclusão se o documento é autêntico ou foi falsificado. Além disso, os equipamentos permitem a verificação da composição de cabelo e de pelo. “Tem uma gama muito grande de aplicações desses equipamentos, não apenas na química, mas utilizando a química como suporte para outras áreas da criminalísitca”, relatou.

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Elucidação

A assessora técnica especial da Sepol disse acreditar que casos como a morte do menino Henry, de 4 anos, vão poder ser elucidados de forma mais rápida. No fim do inquérito sobre o assassinato da criança, em abril, o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC), delegado Antenor Lopes, destacou a importância da perícia técnica para o rumo das investigações que apontaram as participações do então vereador conhecido como Dr Jairinho, que perdeu o mandato, e da mãe do menino, Monique Medeiros da Costa e Silva.

“Nós conseguimos com essas análises, se a pessoa foi envenenada, que tipo de droga foi utilizada. Isso tudo vai dar subsídios para a investigação para que a gente tenha um índice de efetividade muito maior. Nós conseguimos agora determinar muito mais coisas do que antigamente, porque os equipamentos têm essa capacidade muito mais robusta”, contou.

Denise Rivera destacou, no entanto, que no caso do menino Henry, além da perícia técnica foi muito importante o trabalho de equipe das perícias médico legal e criminal, aliado à investigação. “Nós fizemos uma força tarefa que permitiu que tudo fosse feito com mais agilidade”, revelou, acrescentando que essa é uma tendência nas investigações a partir de agora.

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“Sempre que possível a gente vai trabalhar dessa forma. O único problema é ter disponibilidade de equipe. A gente tem cada vez um número mais reduzido de peritos. A Polícia Civil está muito desfalcada. Pela lei deveria ter 25 mil policiais civis e hoje está um pouco acima dos 8 mil”, afirmou.

Espera

Ainda de acordo com a assessora, os equipamentos estavam encaixotados há três anos, desde que foram adquiridos pelo Gabinete de Intervenção Federal, nas ações com emprego das Forças Armadas na área da segurança do estado do Rio de Janeiro, em 2019. Conforme Denise Rivera, os equipamentos só podem ser utilizados agora porque houve obras no Instituto de Criminalística Carlos Éboli para adequar o Laboratório Geral de Perícias Químicas.

“Comprar o equipamento só não era a solução, porque nós tivemos que fazer toda uma obra para que eles pudessem ser instalados. Toda parte elétrica, de encanamento de gás, a climatização porque eles não podem trabalhar com temperaturas altas, uma vez que queimam, uma mesa anti vibração porque o Raman não pode trabalhar com nenhum movimento, um ar que entra causa diferença na análise. Então, tudo isso foi feito e foi reformulado todo o laboratório”, explicou.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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Finados: São Paulo espera 100 mil visitantes nos cemitérios da capital

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Pelo menos 100 mil pessoas devem visitar os 22 cemitérios da capital paulista no feriado de Finados, na próxima terça-feira (2), de acordo com as estimativas da prefeitura. Segundo o Serviço Funerário, o público deverá seguir os protocolos de prevenção à covid-19 para proteger a saúde dos visitantes e evitar aglomerações. Haverá medição de temperatura nas entradas das unidades, e serão disponibilizadas máscaras e álcool em gel em pontos estratégicos dos cemitérios. As unidades funcionarão das 7h às 18h e para evitar filas nos atendimentos e portões de entrada, o número de funcionários será reforçado.

Treze cemitérios terão celebrações religiosas: São Paulo (às 9h e às 15h), Santo Amaro (às 8h, 10h, 12h e 14h), São Luiz (às 10h), Penha (às 8h, 10h, 12h, 14h e 16h), Santana (às 8h, 10h, 12h e 15h), Campo Grande (às 15h), Dom Bosco (às 10h e às 15h), Nova Cachoeirinha (às 8h, 10h e 15h), Freguesia do Ó (às 11h), Vila Mariana (às 10h), Lapa (às 8h, 10h, 12h, 15h e 16h30), Tremembé (às 10h e às 15h), Itaquera (7h30, 10h30, 14h e 16h).

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Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito nas imediações dos cemitérios das 6h às 18h. Serão feitas montagens de bloqueios, alterações de sentido de circulação, orientação de trânsito, travessia de pedestres e mudanças voltadas a melhorar as condições de segurança viária, respeitando as características do entorno de cada cemitério, nas diversas regiões da cidade.

Nas proximidades dos cemitérios, serão colocados cavaletes e cones, faixas de pano com informações de orientação do trânsito, além de canalizações de vagas próximas aos portões de entrada para proporcionar maior fluidez ao tráfego de veículos e segurança na travessia e circulação dos pedestres.

Velórios

Segundo a prefeitura, os procedimentos adotados para a realização de velórios no período da pandemia continuam valendo. Nos casos de morte em decorrência da contaminação por covid-19, durante o período de transmissão – dentro dos 20 dias a contar da data de diagnóstico – permanece proibida a realização de velório. O funeral deverá acontecer com a urna fechada durante todo o tempo, sem qualquer contato com o corpo do falecido.

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Se transcorridos 20 dias ou mais do diagnóstico da doença, a informação deve ser devidamente atestada por Declaração Médica para que o velório, com a urna aberta, seja realizado pela família. O período máximo de duração para a cerimônia é de uma hora, seguindo todos os protocolos em virtude da pandemia.

O limite de participantes autorizados em cada cerimônia é de dez pessoas, respeitando o distanciamento mínimo de um metro, além do uso obrigatório de máscara facial de proteção. As cerimônias devem ocorrer em lugares ventilados, com a disponibilização de álcool 70% para higienização das mãos, água, sabonete líquido, papel-toalha, lenços de papel e lixeiras. O consumo de alimentos nas salas de cerimônia também é proibido.

Recomenda-se ainda que a presença de indivíduos do grupo de risco para agravamento da covid-19, bem como pessoas que apresentem sintomas de gripe ou resfriado, como tosse ou coriza, sejam evitadas.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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