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Portal reúne dados e informações sobre mulheres do Distrito federal

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Uma plataforma com estatísticas e informações atualizadas sobre a realidade das mulheres no Distrito Federal foi lançada nesta segunda-feira (29) pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O Observatório da Mulher traz cerca de 50 gráficos com dados referentes à segurança pública, saúde, educação e assistência social.

Segundo o GDF, o portal servirá de base para o desenvolvimento de políticas públicas integradas voltadas para mulheres envolvendo órgãos e secretarias do governo distrital. A ferramenta foi criada pela lei Lnº 11.340 de 2006, e é resultado de uma ação integrada por departamentos e secretarias públicas distritais.

O portal fornece informações essenciais sobre direitos e legislações referentes ao universo feminino, como resumos da Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, além de links e notícias relacionadas à desigualdade de gênero e violência. O site também oferece várias maneiras de comunicar agressões, como o Disque Denúncia da Polícia Civil (197) e a Central de Atendimento à Mulher (180), que contam com equipes especializadas em atender mulheres em situação de risco.

O Observatório também tem estatísticas da participação feminina nos programas elaborados pela Secretaria da Mulher para incentivo ao empreendedorismo e à autonomia econômica. O portal terá produção de diagnósticos qualificados sobre a situação da mulher, a implementação e avaliação de políticas públicas para as mulheres e a padronização da coleta, análise e divulgação dos dados e informações públicas.

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Com a ferramenta será possível traçar o panorama da realidade feminina durante a pandemia de covid-19. Os dados mostram a quantidade de mulheres diagnosticadas com o novo coronavírus, além da distribuição de casos por região administrativa do DF, estado de origem dos casos em tratamento, notificações de violência e taxa de fecundidade das moradoras do Distrito Federal.

O Observatório da Mulher conta, ainda, com o e-mail [email protected] para receber dúvidas, críticas e sugestões de dados ou informações que possam contribuir para a diminuição dos casos de violência e de violação de direitos femininos.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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Santa Catarina volta a enfrentar chuvas, ventos e alagamentos 

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Apenas oito dias após ser atingido por um ciclone bomba e ainda contabilizando os prejuízos, parte do estado de Santa Catarina volta enfrentar severos fenômenos climáticos que, mais uma vez, já causam estragos também no Rio Grande do Sul.

Entre a noite de ontem (7) e a madrugada de hoje (8), o sul catarinense foi afetado pela formação de uma frente fria associada à formação de um novo ciclone extratropical, bem menos potente que o da semana passada. Segundo o governo estadual, a cheia de dois afluentes do Rio Mampituba alagou ruas e isolou comunidades em Praia Grande, a cerca de 30 quilômetros de Torres (RS), na divisa com o Rio Grande do Sul.

Ao menos 80 casas foram alagadas no bairro 1º de Maio e 70 pessoas tiveram que ser levadas para um abrigo improvisado no ginásio municipal de esportes. Outras foram para as casas de parentes ou amigos. A Defesa Civil estima que, em poucas horas, o nível do rio subiu cerca de cinco metros antes da chuva cessar, perto das 6h da manhã, e ele voltar a baixar.

Em sua página no Facebook, a prefeitura de Praia Grande alertou a população sobre o estado de alerta máximo. Imagens divulgadas pela prefeitura mostram ruas alagadas e homens trabalhando durante a noite, sob forte chuva, tentando retirar parte da lama e do entulho acumulado em vias públicas.

Segundo a Defesa Civil estadual, além de derrubar as temperaturas e favorecer a formação de chuvas fortes que aumentam os riscos de deslizamentos, alagamentos e enxurradas, principalmente ao longo de toda a divisa com o Rio Grande do Sul, a frente fria deixa o mar agitado no litoral sul catarinense até pelo menos a noite desta quinta-feira (9). Neste período, as ondas devem atingir entre 2,5m e 3m – razão pela qual atividade como pesca, navegação marítima e banhos de mar devem ser evitados enquanto estas condições persistirem.

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Estragos

Esta manhã, o governo de Santa Catarina divulgou uma relação parcial dos danos que o ciclone bomba que atingiu a Região Sul no último dia 30 causou em 233 cidades catarinenses – 207 dos quais já registraram seus prejuízos no Sistema de Informação de Desastres (S2ID).

De acordo com o governo catarinense, as perdas já ultrapassam R$ 541 milhões. Só a agricultura contabiliza um prejuízo da ordem dos R$ 304 milhões. Em relação os prejuízos em residências a soma chega a R$ 40,1 milhões.

Impactos do Ciclone Bomba em Santa Catarina Impactos do Ciclone Bomba em Santa Catarina

Impactos do Ciclone Bomba em Santa Catarina – Divulgação/Governo de Santa Catarina

O valor final, no entanto, tende a ser muito maior, já que importantes setores afetados ainda não apresentaram seus cálculos. Só o setor elétrico, estima-se, pode ter sofrido um impacto superior a R$ 2 bilhões. A força dos ventos e a queda de árvores romperam fios, cabos de fibras ópticas e afetaram torres de transmissão. Mais de 1,5 milhão de unidades consumidoras tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompido.

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De acordo com a secretaria estadual de Educação, 412 escolas precisarão de algum tipo de serviço de recuperação estrutural. Isto equivale a 38% do total de unidades de ensino estaduais – que estão sem realizar atividades letivas presenciais desde o dia 19 de março, em virtude da pandemia da covid-19. Grande Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Blumenau e Brusque foram as regiões com o maior número de escolas atingidas pelo ciclone bomba que, das 36 coordenadorias regionais de ensino, só não causou danos aos estabelecimentos de São Miguel do Oeste.

Os reparos das avarias consideradas de pequeno e médio porte que não demandem projetos de engenharia (troca de telhado, manutenção na fiação elétrica e obras de conservação do prédio) devem começar a ser feitos já a partir de hoje, valendo-se de contratos de manutenção civil já existentes. Já os casos mais graves, em que será necessária a reconstrução do prédio, exigirão a aprovação de projetos e a realização de processo licitatório para contratação específica, o que deve retardar o início das obras.

Há também a necessidade de assistência humanitária às pessoas diretamente afetadas, como a entrega, emergencial, de lona, e a doação de telhas. Segundo o governo catarinense, já foram distribuídas cerca de 84 mil telhas a pessoas cujas casas foram destelhadas.

Ouça na Rádio Nacional:

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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