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PROVAS SEM VALIDADE: STF anula ordem de busca e apreensão contra deputada federal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes confirmou no mérito a anulação do mandado de busca e apreensão da Delegacia Fazendária de Mato Grosso (Defaz) contra a deputada federal Rosa Neide (PT), na Operação Fake Delivery, realizada em 19 de agosto de 2019.

A decisão atende um pedido da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que questionou as medidas da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou diligências da residência de Rosa Neide.

“Julgo procedente o pedido para anular a ordem de busca e apreensão expedida pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá/MT, por usurpação da competência desta CORTE, prevista no art. 102, I, “b”, da Constituição Federal, e, consequentemente, anular todas as provas obtidas na diligência efetuada na residência particular da Deputada Federal Rosa Neide Sandes de Almeida, situada no Estado do Mato Grosso, diligência cumprida em 19/08/2019″, diz trecho da decisão publicada nesta quarta-feira (11).

Para o ministro, a juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, teria usurpado a competência da Suprema Corte na decisão de medidas cautelares contra uma deputada federal, e que qualquer medida cautelar deveria ser realizada apenas pelo STF, já que Rosa Neide possui prerrogativa de foro por conta do mandato parlamentar.

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Para Alexandre de Moraes, ainda que os fatos investigados são anteriores ao mandato de deputada, as medidas de busca e apreensão na residência oficial ou no gabinete de um parlamentar federal, sob a condução de uma esfera sem competência, fere a Constituição.

A operação já estava suspensa desde 2019 por conta de uma liminar do próprio ministro. Alexandre de Moraes também determinou a devolução de todos os materiais apreendidos na casa da parlamentar para ela, e a volta do inquérito da Operação Fake Delivery para a comarca de Cuiabá, para retomar às investigações.

As investigações apuram o desvio de mais de R$ 1,1 milhão em processo licitatório de aquisição de materiais destinados a escolas indígenas pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), no final do ano 2014, quando Rosa Neide era secretária.

Fonte: Gazeta Digital

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JUSTIÇA

Vereador Jairinho é investigado por agressão e tortura a três crianças

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Prisão do vereador Dr. Jairinho no Caso Henry Borel Foto: FotoArena/Estadão Conteúdo

Depoimentos de ex-namoradas e testemunhas levantam indícios de violência e ameaças contra filhos de companheiras

Suspeito da morte do enteado Henry Borel, o vereador do Rio de Janeiro, Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho (sem partido), é investigado por agressão e tortura a outras duas crianças, filhas de ex-namoradas.

Os fatos são apurados pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV) e 16ª Delegacia da Barra da Tijuca a partir de depoimentos prestados à Polícia Civil, cujos conteúdos a CNN teve acesso na íntegra.

O mais recente deles, nessa sexta-feira (16), foi de uma ex-namorada, com quem Jairinho teve um relacionamento por seis anos. À Polícia Civil, a mulher contou que, na última terça-feira (13), soube pelo filho – hoje com oito anos – que ele teria sido agredido por Jairinho quando tinha 3 anos incompletos.

Segundo o relato do menino, “Jairinho colocou um papel e um pano na boca dele” e “disse que ele não poderia engolir”. Em seguida, o vereador teria deitado a criança no sofá da sala, momento em que “ficou em pé no sofá e apoiou todo o peso do corpo no menino com pé”.

A criança contou à mãe que, em determinado momento, conseguiu fugir e tentou acordá-la, mas ela não se mexia. A mulher relatou indícios de que pode ter sido dopada.

O episódio de violência ainda teria continuado. Jairinho teria alcançado o menino e levado até o estacionamento. Dentro de um carro, “colocou um saco plástico” na cabeça da criança e teria ficado dando voltas de carro.

Em depoimento nessa sexta-feira (16), a ex-namorada também relatou o que pode ter sido um segundo episódio de violência contra a criança. Em 2015, Jairinho saiu com o filho dela para levá-lo a uma casa de festas. Pouco tempo depois, o vereador teria ligado dizendo que o menino machucou o joelho.

No médico, o diagnóstico foi de fêmur quebrado. À polícia, a mãe disse que estranhou o fato do filho “não ter chorado em nenhum momento”, mesmo “amuadinho”.

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No primeiro depoimento, em 22 de março, a ex-namorada havia negado agressões físicas de Jairinho e relatado apenas brigas entre o casal. Já nesse dia 16 de abril, ela mudou a versão e disse que omitiu os fatos por medo de Jairinho. O vereador também a teria agredido várias vezes desde o segundo ano de relacionamento entre os dois.

Afogamento em investigação

A primeira denúncia de agressão contra criança após a morte de Henry Borel surgiu de outra ex-namorada de Jairinho, uma dona de casa de 31 anos. Em um depoimento à Polícia Civil, a mulher contou que, certa vez, Jairinho levou a filha dela de três anos a um lugar “onde havia uma cama e uma piscina e que neste lugar afundava sua cabeça embaixo d’água”.

O relato da dona de casa também traz suspeita dela ter sido dopada, assim como a ex-namorada ouvida nessa sexta-feira (16). Em uma ocasião, a mulher contou que Jairinho deu um comprimido para que ela dormisse, mas decidiu não tomar e teria flagrado o vereador segurando a filha “pelos braços, enquanto estava em pé no sofá”.

A mãe ainda conta que a filha – hoje com 13 anos – sempre chorava ao ver Jairinho. De início, ela pensou se tratar de ciúmes. Mas depois “viu que a resistência dela se tornou mais séria, sendo que [a criança] chorava muito e chegada a vomitar de tanto nervoso.”

Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março
Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março; padrasto e mãe falam em acidente, mas polícia investiga agressão
Foto: Reprodução/Instagram

 

Inquérito sobre a morte de Henry deve ser finalizado em dez dias

O vereador Jairo Souza Santos Junior ainda é investigado pela morte de Henry Borel, no dia 8 de março. A perícia descartou uma morte acidental e apontou 23 lesões no corpo da criança, causadas por “ação violenta”.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro também apontam mudanças no comportamento de Henry com Jairinho. Horas antes da morte da criança, a mãe Monique Medeiros declarou, em depoimento, que o filho estava muito nervoso no momento em que o pai Leniel Borel o levou para a casa onde morava com o vereador.

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Segundo o relato, Henry chorava muito e chegou a vomitar. No entanto, Monique garantiu que o parlamentar e o filho tinham uma boa relação.

Já depoimentos colhidos na investigação levantam indícios de agressões. A babá que cuidava de Henry afirmou ter mentido no primeiro testemunho e relatou três supostos episódios de violência contra o menino de quatro anos por Jairinho. No segundo deles, o caso teria sido revelado à mãe pelo próprio filho em videochamada.

“Henry falou à declarante que Jairinho tinha dado uma ‘banda’ nele e chutado; que quanto ao “toda vez faz isso”, a declarante afirma que Henryque relatou isso para ela, ou seja, que Jairinho sempre fazia isso com ele; que Henry também relatou à declarante que Jairinho falou que ‘não podia contar’, que ‘ele perturba a mãe dele’, que ‘tinha que obedecer ele’, que ‘se não ia pegar ele’”, descreve o depoimento.

O relato é corroborado pelo depoimento da cabeleireira que estava junto a Monique quando ela recebeu a chamada de vídeo de Henry. De acordo com informações prestadas pela mulher à polícia, o fato teria causado uma briga entre Monique e Jairinho pelo telefone.

A testemunha lembra de Monique ter dito: “quebra, pode quebrar tudo mesmo, você já está acostumado a fazer isso”. Após a discussão, a mãe de Henry teria perguntado onde poderia comprar uma câmera no shopping em que fica o salão de beleza.

As denúncias de agressão e tortura a crianças são investigadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A CNN tenta localizar os novos advogados do vereador Jairo Santos Souza Junior para buscar um posicionamento sobre os depoimentos.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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