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MATO GROSSO

Cavalaria da PM registra mais de 3,5 mil atendimentos em projeto de equoterapia

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O Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar de Mato Grosso, a Cavalaria, registrou, em 2025, um total de 3.574 atendimentos no projeto de equoterapia, promovido pela unidade, no Estado. Somente em Cuiabá, foram contabilizados 2.640 atendimentos. Além de visar à saúde e ao bem-estar, o projeto promove a aproximação da sociedade com a instituição.

A equoterapia é uma terapia que utiliza cavalos como instrumento para promover benefícios físicos, emocionais e sociais a pessoas com deficiências ou necessidades especiais. O acompanhamento conta com uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos e médicos veterinários.

O comandante da Cavalaria, tenente-coronel Walmir Barros Rocha, destacou que essa é uma das ações sociais que são promovidas pela Cavalaria, que integra o Comando de Policiamento Especializado (CPE).

“A integração entre polícia e sociedade é muito importante para a segurança pública. Esses projetos representam formas inovadoras e eficazes de promover a reabilitação física, emocional e social de pessoas com necessidades especiais. Assim como a equoterapia, já promovemos visitas ao Hospital do Câncer, também como forma de aproximar a população das nossas ações sociais”, destacou.

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Ainda na Capital, no último ano, a Cavalaria prendeu 137 pessoas em flagrante por ocorrências diversas, cumpriu 22 mandados de prisão e prendeu oito pessoas por tráfico de drogas. Além disso, recuperou quatro veículos, apreendeu três armas de fogo e 18 munições. Os policiais militares da unidade registraram 105 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).

Já no interior do Estado, os policiais militares, por meio do 1º Esquadrão Independente de Policiamento Montado da Polícia Militar, registraram outros 934 atendimentos sociais com a equoterapia, entre os municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Sinop.

No último ano, as equipes conduziram 364 pessoas em flagrante, apreenderam 40 armas de fogo, 12 simulacros, recuperaram nove veículos e registraram 51 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO).

Para o tenente-coronel Rocha, o balanço de produtividade da unidade é bastante significativo, tendo em vista que a ampliação dos atendimentos e o reforço do policiamento a pé foram intensificados com a criação do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, que fortaleceu as ações da unidade.

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Conforme Rocha, um dos diferenciais do policiamento ostensivo montado é a maior flexibilidade no trânsito. Outro ponto é o fato de que, por estar mais alto, o policial tem um campo de visão maior do que quem está a pé ou dentro de uma viatura.

“O conjunto cavalo e cavaleiro é treinado diariamente para lidar com as mais diversas situações de emprego, oferecendo maior técnica e capacidade de resposta em qualquer missão, proporcionando uma vantagem significativa em operações de patrulhamento e controle de distúrbios”, ressaltou.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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