MATO GROSSO
Estado e prefeituras inauguram Centro de Atendimento ao Turista no Aeroporto Marechal Rondon nesta quinta-feira (23)
O Governo de Mato Grosso e as prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande inauguram, nesta quinta-feira (23.10), o novo Centro de Atendimento ao Turista (CAT) do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, às 17h.
Com investimento de R$ 98.888,11, o espaço foi implantado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e será administrado de forma compartilhada pelas prefeituras, responsáveis pela equipe técnica e pelo atendimento aos visitantes. O CAT funcionará todos os dias, das 8h às 20h, oferecendo informações atualizadas sobre atrativos turísticos, transporte, hospedagem, gastronomia, eventos e roteiros regionais.
Além de oferecer informações, o CAT vai atuar como elo entre o poder público e o trade turístico, orientando visitantes a buscarem serviços formais e profissionais, como guias credenciados e agências locais. O espaço também servirá como base para a coleta de dados sobre o perfil dos turistas, auxiliando o Estado e os municípios na formulação de políticas públicas e estratégias de promoção turística.
O projeto é resultado da parceria entre o Governo do Estado, a concessionária do aeroporto e as prefeituras de Várzea Grande e Cuiabá, reforçando o compromisso conjunto com a qualificação do atendimento e a valorização do turismo mato-grossense.
De acordo com a secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o novo ponto de atendimento é estratégico para fortalecer a imagem do estado como destino turístico.
“O Aeroporto Marechal Rondon é o primeiro contato de muitos visitantes com Mato Grosso. Ter um atendimento qualificado logo na chegada transmite acolhimento e organização, além de contribuir para o desenvolvimento do setor”, destacou.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura de Cuiabá, Fernando Medeiros, quando as gestões municipal e estadual atuam em sinergia, os resultados aparecem.
“Este CAT é fruto da parceria entre Cuiabá, Várzea Grande e o Governo de Mato Grosso. O aeroporto é a principal porta de entrada da nossa região e, por isso, precisa oferecer um espaço de recepção, acolhimento e informação à altura de quem chega ao nosso estado”.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou a importância do novo espaço para o fortalecimento do turismo local.
“Várzea Grande é a porta de entrada do nosso estado, e o CAT será fundamental para acolher bem quem chega a Mato Grosso. Vamos disponibilizar atendentes bilíngues e divulgar nossos principais pontos turísticos, além do nosso forte trade de bares, hotéis e restaurantes, valorizando tudo o que a cidade tem a oferecer”.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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