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MATO GROSSO

Governo assina ordem de serviço para início das obras na Orla de Luciara

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) assinou a ordem de serviço para o início das obras de revitalização da orla de Luciara. O Governo de Mato Grosso vai investir R$ 9,9 milhões na obra, que vai oferecer uma opção de lazer para os moradores do município, além de estimular o turismo local.

A orla fica localizada na Avenida Araguaia, nas margens do Rio Araguaia. Do outro lado do rio fica a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo e uma das principais reservas ecológicas do Brasil.

Entre os serviços que serão executados estão a contenção da orla, implantação do calçadão e instalação de pórtico. O espaço de convivência ainda terá playground, academia da 3ª idade e quadras esportivas, além de bancos e arborização.

A área total da orla será de 24.882,87 m², sendo 818 m² destinados ao calçadão. Serão construídas ainda duas lanchonetes e um Centro da Juventude. Haverá 43 vagas de estacionamento disponíveis.

Outras orlas

O Governo de Mato Grosso está com outras duas obras de orlas em andamento, em projetos desenvolvidos em conjunto pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e Sinfra-MT.

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A primeira é em Santo Antônio do Leverger. Com um investimento de R$ 12,3 milhões, 70% da obra já foi executada. O projeto foi pensado para garantir a requalificação urbana do espaço, integrando a estrutura do local à beleza do rio, oferecendo uma opção de lazer para a população local e turistas.

O espaço também contará com calçadão, dois bares, playground coberto, além de arborização e iluminação.

Já em São Félix do Araguaia, a orla está sendo construída por meio de um convênio com o município, em um investimento de R$ 11,4 milhões.

São 12.422,18 m² de área total, com calçadão, três bares, playground, capela coberta e espaço de multieventos coberto. A orla é um importante centro articulador da vida urbana do município, sendo um ponto de encontro da população. A obra vai garantir a infraestrutura adequada para os moradores e turistas.

Ainda há a orla de Barão de Melgaço. Após a realização de quatro licitações sem a apresentação de propostas, a Sinfra-MT está estudando quais medidas serão tomadas para que a obra seja realizada.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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