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Covid-19 no Brasil é como “Chernobyl ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

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Covid-19 no Brasil é como “Chernobil ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis , neurocientista e professor da Universidade de Duke, comparou a situação da pandemia de  covid-19 no Brasil a históricos acidentes nucleares como os ocorridos em 1986 em Chernobyl , na Ucrânia; e em 2011 em Fukushima , no Japão. As declarações foram realizadas em entrevista à BBC .

“Quando alguém me pede para traçar uma metáfora , digo que, para mim, é como Chernobyl ou Fukushima. Um reator nuclear, mas biológico , que está fora de controle numa reação em cadeia”, avalia Nicolelis.

O cientista argumenta que seu comparativo baseia-se em três pontos: “a falta de liderança governamental, a ignorância [do governo] e a confiança em notícias falsas junto ao negacionismo científico”.

Miguel pondera que esta situação não é culpa dos brasileiros, já que o povo deseja sair desta situação e é fundamental que o mundo entenda este ponto. Em sua avaliação, a principal causa para esta catástrofe é a falta de uma estratégia governamental clara e direcionada para o combate à pandemia. “[O presidente] fez campanha contra qualquer medida de isolamento social, se opôs as máscaras e negou a gravidade desde o início”.

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Ao falar sobre a saúde no Brasil, o professor argumenta que, embora o país apresente um bom sistema público, “o governo nunca aproveitou para financiá-lo e fortalecê-lo significativamente nesta crise”, e por consequência “estamos no meio de um colapso de saúde nacional, algo que nunca havia acontecido na história “.

Nicolelis avalia que esta “é a razão pela qual temos tantos casos e tantas mutações ocorrendo simultaneamente no Brasil”. A Fiocruz , em levantamento recente, declarou que foram detectadas 92 variantes da covid-19 em solo brasileiro , incluindo a P1.

Ainda segundo o cientista, “o mundo sofrerá as consequências” já que há “centenas de milhares de casos todos os dias, depois haverá novas variantes que surgirão e se espalharão pela América do Sul, América Latina e ao mundo todo dentro de semanas”.


A condução brasileira no combate a pandemia de covid-19 já deixou mais de 370 mil mortes em pouco mais de um ano. Hoje, o país representa 25% dos novos casos de óbitos mundiais.

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Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho

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Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho
Divulgação/Rafael Campos

Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, viu sua avaliação positiva crescer nas redes sociais após a operação policial no Jacarezinho , que resultou na morte de 29 pessoas – incluindo um policial. As informações são da jornalista Mônica Bergamo.

A aprovação ocorre por meio de citações positivas que aumentaram após a ação. Um dia antes da invasão policial, apenas 12% das menções a Castro eram consideradas positivas. Após a operação, o número suviu para 41%. Já as menções negativas ao governador caíram de 50% das mensagens para 41%. Quem mencionou Cláudio de maneira neutra, passou de 38% para 18%.

Políticos aliados e inclusive os de oposição se surpreenderam com a informação recebida, já que existem inúmeros questionamentos em relação a atuação policial dentro da comunidade. A expectativa era de que houvesse um aumento na aprovação nas redes sociais, mas não tão significativo.

Oposicionistas crêem que, embora o aumento da violência seja condenável, a ação pode atrelar a Castro a imagem de um governador que trabalha para combater a criminalidade.


Já há, inclusive, aqueles que defendem que Castro possa se tornar um adversário político viável para as eleições do próximo ano. Isso porque o governador deverá receber R$ 6 bilhões referente a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e, através destes recursos, o estado poderá aumentar o seu poder de investimento em obras estruturantes.

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