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Homens invadem rádio e ameaçam locutor que criticou Jair Bolsonaro; veja o vídeo

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Homens ameaçam locutor Junior Albuquerque após ele criticar Bolsonaro
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Homens ameaçam locutor Junior Albuquerque após ele criticar Bolsonaro

Quatro homens invadiram a sede da rádio Comunidade FM, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), na noite desta terça-feira (6), e ameaçaram de agressão um radialista após ele fazer críticas ao presidente Jair Bolsonaro durante um programa ao vivo.

Os próprios agressores divulgaram um vídeo do momento das ameaças em suas redes sociais. Eles teria ligação com um grupo de extrema direita do município localizado no Agreste de Pernambuco.  Assista abaixo.

Segundo o locutor que foi alvo dos ataques,  Júnior Albuquerque , ele já vinha sofrendo ameaças desde que começou a criticar a condução de Bolsonaro diante da crise da Covid-19 no país. Ele diz que a invasão da rádio ocorreu após ele dizer que os apoiadores de Bolsonaro também são responsáveis pelo ‘genocídio’ da população brasileira provocado pela crise sanitária.

“Eu fiz um comentário opinativo, onde expus que no meu ponto de vista, Hitler não era o único culpado do genocídio que aconteceu na Alemanha, pois quem o apoiou e quem se calou também teve sua parcela de culpa. Assim como no Brasil, em relação à covid-19, os eleitores de Bolsonaro que concordam com a política sanitária que ele vinha fazendo, também iam ter culpa e a história ia dizer isso”, disse o radialista.

*Crédito do vídeo: Blog do Bruno Muniz

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Covid-19 no Brasil é como “Chernobyl ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

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 Covid-19 no Brasil é como
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Covid-19 no Brasil é como “Chernobil ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis , neurocientista e professor da Universidade de Duke, comparou a situação da pandemia de  covid-19 no Brasil a históricos acidentes nucleares como os ocorridos em 1986 em Chernobyl , na Ucrânia; e em 2011 em Fukushima , no Japão. As declarações foram realizadas em entrevista à BBC .

“Quando alguém me pede para traçar uma metáfora , digo que, para mim, é como Chernobyl ou Fukushima. Um reator nuclear, mas biológico , que está fora de controle numa reação em cadeia”, avalia Nicolelis.

O cientista argumenta que seu comparativo baseia-se em três pontos: “a falta de liderança governamental, a ignorância [do governo] e a confiança em notícias falsas junto ao negacionismo científico”.

Miguel pondera que esta situação não é culpa dos brasileiros, já que o povo deseja sair desta situação e é fundamental que o mundo entenda este ponto. Em sua avaliação, a principal causa para esta catástrofe é a falta de uma estratégia governamental clara e direcionada para o combate à pandemia. “[O presidente] fez campanha contra qualquer medida de isolamento social, se opôs as máscaras e negou a gravidade desde o início”.

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Ao falar sobre a saúde no Brasil, o professor argumenta que, embora o país apresente um bom sistema público, “o governo nunca aproveitou para financiá-lo e fortalecê-lo significativamente nesta crise”, e por consequência “estamos no meio de um colapso de saúde nacional, algo que nunca havia acontecido na história “.

Nicolelis avalia que esta “é a razão pela qual temos tantos casos e tantas mutações ocorrendo simultaneamente no Brasil”. A Fiocruz , em levantamento recente, declarou que foram detectadas 92 variantes da covid-19 em solo brasileiro , incluindo a P1.

Ainda segundo o cientista, “o mundo sofrerá as consequências” já que há “centenas de milhares de casos todos os dias, depois haverá novas variantes que surgirão e se espalharão pela América do Sul, América Latina e ao mundo todo dentro de semanas”.


A condução brasileira no combate a pandemia de covid-19 já deixou mais de 370 mil mortes em pouco mais de um ano. Hoje, o país representa 25% dos novos casos de óbitos mundiais.

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