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Huck cobra por mais vacinas e critica Bolsonaro: “chilique não resolve”

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Luciano Huck criticou Bolsonaro; apresentador é cotado para a disputa presidencial em 2022
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Luciano Huck criticou Bolsonaro; apresentador é cotado para a disputa presidencial em 2022

Cotado para a disputa da presidência em 2022, Luciano Huck se manifestou em sua conta no Twitter cobrando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela disponibilização de mais vacinas. O apresentador cutucou o presidente por ter falado em  “frescura” sobre o fechamento de serviços  não essenciais.

“Chilique não resolve”, disse. “O que resolve é correr atrás de novos fornecedores e vacinar toda a população “, completou o apresentador.

O apresentador disse ainda que o Brasil “desperdiçou a chance de comprar vacinas”. “Agora temos um SUS pronto para vacinar, mas não temos vacinas. E a rede hospitalar está evoluindo na direção do colapso”, escreveu.

Mais cedo, Bolsonaro criticou o fechamento das atividades não essenciais durante visita à cidade de Uberlândia. Ele chamou de “mimimi” o pedido por medidas de isolamento e falou sobre os pedidos por vacinas.

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“Tem idiota que a gente vê nas mídias sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”.

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Covid-19 no Brasil é como “Chernobyl ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

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 Covid-19 no Brasil é como
Reprodução/Wikimedia Commons

Covid-19 no Brasil é como “Chernobil ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis , neurocientista e professor da Universidade de Duke, comparou a situação da pandemia de  covid-19 no Brasil a históricos acidentes nucleares como os ocorridos em 1986 em Chernobyl , na Ucrânia; e em 2011 em Fukushima , no Japão. As declarações foram realizadas em entrevista à BBC .

“Quando alguém me pede para traçar uma metáfora , digo que, para mim, é como Chernobyl ou Fukushima. Um reator nuclear, mas biológico , que está fora de controle numa reação em cadeia”, avalia Nicolelis.

O cientista argumenta que seu comparativo baseia-se em três pontos: “a falta de liderança governamental, a ignorância [do governo] e a confiança em notícias falsas junto ao negacionismo científico”.

Miguel pondera que esta situação não é culpa dos brasileiros, já que o povo deseja sair desta situação e é fundamental que o mundo entenda este ponto. Em sua avaliação, a principal causa para esta catástrofe é a falta de uma estratégia governamental clara e direcionada para o combate à pandemia. “[O presidente] fez campanha contra qualquer medida de isolamento social, se opôs as máscaras e negou a gravidade desde o início”.

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Ao falar sobre a saúde no Brasil, o professor argumenta que, embora o país apresente um bom sistema público, “o governo nunca aproveitou para financiá-lo e fortalecê-lo significativamente nesta crise”, e por consequência “estamos no meio de um colapso de saúde nacional, algo que nunca havia acontecido na história “.

Nicolelis avalia que esta “é a razão pela qual temos tantos casos e tantas mutações ocorrendo simultaneamente no Brasil”. A Fiocruz , em levantamento recente, declarou que foram detectadas 92 variantes da covid-19 em solo brasileiro , incluindo a P1.

Ainda segundo o cientista, “o mundo sofrerá as consequências” já que há “centenas de milhares de casos todos os dias, depois haverá novas variantes que surgirão e se espalharão pela América do Sul, América Latina e ao mundo todo dentro de semanas”.


A condução brasileira no combate a pandemia de covid-19 já deixou mais de 370 mil mortes em pouco mais de um ano. Hoje, o país representa 25% dos novos casos de óbitos mundiais.

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