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RJ: Caxias começa a vacinar pessoas acima de 60 anos e provoca aglomerações

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Houve aglomeração em Caxias para vacinação contra a covid-19
Tânia Rêgo/Agência Brasil

Houve aglomeração em Caxias para vacinação contra a covid-19

 O prefeito de Duque de Caxias, município do Rio de Janeiro , Washington Reis (MDB), afirmou, na manhã desta sexta-feira (05), que “um governante de uma cidade de mais de um milhão de habitante jamais poderá ser orientado por uma promotora que nunca governou uma cidade”.

A declaração foi uma resposta a determinação do Ministério Público (MP) do Rio, que, na quinta-feira (04), recomendara que a vacinação na cidade da Baixada tivesse como público-alvo pessoas acima de 80 anos. Caxias decidiu vacinar pessoas acima de 60 anos , em um procedimento que provocou tumulto e aglomeração. O MP deu um prazo de 48 horas para o município se posicionar.

“Para mim, pouco importa (a orientação). Eu não posso ouvir opinião de especialista ou não posso ouvir a orientação do MP , jamais. Um governante da cidade de um milhão de habitantes jamais poderá ser orientado por uma promotora que nunca governou uma cidade. Fui eleito, quem é ela para dizer o que tenho que fazer com a cidade?”,  disse, bastante irritado, o emedebista, em um posto de vacinação no distrito de Xerém.

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“Eu não posso receber orientação de quem tem não experiência. O Ministério Público tem quem cumprir o seu papel. Eu tenho experiência. Fui eleito, reeleito e seu o que estou fazendo. O povo concorda com que estou fazendo”, acrescentou.

Questionado sobre a confusão criada na manhã desta sexta (05) na cidade, já que muitas pessoas — inclusive de outros municípios foram até o município em busca de imunização — Reis afirmou que “teve problemas, porque ninguém tem a expertise de enfrentar a pandemia mundial onde a vacina foi descoberta recentemente”.

“O melhor agora é olhar para o lado positivo. Temos professores, profissionais da saúde todo mundo vacinado. São seis mil e cem doses da AstraZeneca. É natural que quando se anuncia na mídia essa procura seja alta. Hoje, temos mais de 100 mil pessoas na cidade com mais de 60 anos, mas teremos vacina para todo mundo. Estamos confiantes na União e no Governo do Estado. O Ministério da Saúde disse que vai comprar mais doses por esses dias”, declarou.

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Covid-19 no Brasil é como “Chernobyl ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

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 Covid-19 no Brasil é como
Reprodução/Wikimedia Commons

Covid-19 no Brasil é como “Chernobil ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis , neurocientista e professor da Universidade de Duke, comparou a situação da pandemia de  covid-19 no Brasil a históricos acidentes nucleares como os ocorridos em 1986 em Chernobyl , na Ucrânia; e em 2011 em Fukushima , no Japão. As declarações foram realizadas em entrevista à BBC .

“Quando alguém me pede para traçar uma metáfora , digo que, para mim, é como Chernobyl ou Fukushima. Um reator nuclear, mas biológico , que está fora de controle numa reação em cadeia”, avalia Nicolelis.

O cientista argumenta que seu comparativo baseia-se em três pontos: “a falta de liderança governamental, a ignorância [do governo] e a confiança em notícias falsas junto ao negacionismo científico”.

Miguel pondera que esta situação não é culpa dos brasileiros, já que o povo deseja sair desta situação e é fundamental que o mundo entenda este ponto. Em sua avaliação, a principal causa para esta catástrofe é a falta de uma estratégia governamental clara e direcionada para o combate à pandemia. “[O presidente] fez campanha contra qualquer medida de isolamento social, se opôs as máscaras e negou a gravidade desde o início”.

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Ao falar sobre a saúde no Brasil, o professor argumenta que, embora o país apresente um bom sistema público, “o governo nunca aproveitou para financiá-lo e fortalecê-lo significativamente nesta crise”, e por consequência “estamos no meio de um colapso de saúde nacional, algo que nunca havia acontecido na história “.

Nicolelis avalia que esta “é a razão pela qual temos tantos casos e tantas mutações ocorrendo simultaneamente no Brasil”. A Fiocruz , em levantamento recente, declarou que foram detectadas 92 variantes da covid-19 em solo brasileiro , incluindo a P1.

Ainda segundo o cientista, “o mundo sofrerá as consequências” já que há “centenas de milhares de casos todos os dias, depois haverá novas variantes que surgirão e se espalharão pela América do Sul, América Latina e ao mundo todo dentro de semanas”.


A condução brasileira no combate a pandemia de covid-19 já deixou mais de 370 mil mortes em pouco mais de um ano. Hoje, o país representa 25% dos novos casos de óbitos mundiais.

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