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RJ: prefeitura vai usar fiscalização com comboios para evitar aglomerações

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Secretário municipal de Ordem Pública do Rio, Brenno Carnevale
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Secretário municipal de Ordem Pública do Rio, Brenno Carnevale

Após o anúncio de novas medidas para evitar a propagação da Covid-19 na cidade do Rio de Janeiro , o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, disse que a estratégia para conter aglomerações é a fiscalização com comboios.

Áreas do município com histórico desse tipo de desrespeito serão ocupadas previamente, como pontos do Leblon, na Zona Sul, e na Barra da Tijuca, na Zona Oeste — bairros protagonistas em descumprir a regra, especialmente durante o período do carnaval. O planejamento foi apresentado à imprensa na manhã desta sexta-feira (05), em coletiva no Centro de Operações Rio ( COR ).

A estimativa é a de que um efetivo de mil agentes se revezem por 24 horas na fiscalização. As operações vão contar com órgãos ligados à Prefeitura do Rio , com apoio das polícias Militar e Civil e do Corpo de Bombeiros. As novas regras passam a valer a partir das 17h desta sexta-feira, dia 5, e ficam em vigência até as 23h59 da próxima quinta-feira, dia 11.

Entre as mudanças, aumento no valor da multa para pessoas físicas que estiverem sem máscara ou fazendo aglomeração, que passou de R$ 112,48 para R$ 562,42. Já estabelecimentos comerciais que desobedecerem o decreto estarão sujeitos a multas que variam de R$ 2 mil a R$ 50 mil dependendo da infração cometida.

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“Já temos áreas críticas que estão mapeadas e que serão ocupadas antecipadamente. Entre elas estão a (Rua) Dias Ferreira, no Leblon, e a Olegário Maciel (na Barra)”, disse o secretário Brenno Carnevale.

As ações planejadas pela Prefeitura do Rio são:

  • Atuação do efetivo em toda a cidade;
  • Fiscalização de eventos e aglomerações;
  • Monitoramento de câmeras 24 horas a partir do Centro de Operações Rio (COR);
  • Mais de mil agentes dos órgãos municipais para fiscalizações, sendo eles: Guarda Municipal; Subsecretaria de Operações; Coordenação de Fiscalização e Reboques; Coordenadoria de Controle Urbano; Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização; Vigilância Sanitária; Polícia Militar; Polícia Civil; e Corpo de Bombeiros;
  • Duração das novas medidas restritivas: das 17h desta sexta-feira, 3 março, às 23h59, da próxima quinta-feira, dia 11 de março.

Confira as medidas:

  • Proíbe permanência de pessoas em áreas públicas e praças das 23h às 5h
  • Veda qualquer atividade comercial e de serviços na praia e na orla, incluindo quiosques, ambulantes e barraqueiros
  • Proíbe eventos, festas ou qualquer outro tipo de atividade em áreas públicas e particulares, incluindo rodas de samba
  • Boates, casas de espetáculos e similares também não vão poder abrir
  • As restrições também valem para feirantes e feiras de ambulantes
  • Horário de funcionamento de bares, restaurantes, cinemas e similares de forma presencial fica restrito das 6h às 17h, com lotação limitada a 40% da capacidade. A norma vale para serviços de rua e shoppings
  • As demais atividades podem abrir para atendimento presencial das 6h às 20h, com capacidade limitada a 40%
  • As restrições não se aplicam a serviços de saúde, farmácias, postos de combustíveis, cadeia de abastecimento e logística, transportes, entrega em domicilio e trabalhadores de atividades que não podem ser paralisadas
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Interdição e multa mais alta

O decreto estabelece ainda que as autoridades podem determinar a interdição imediata de estabelecimentos. Pessoas físicas podem ser multadas em R$ 566,42 — o valor é uma revisão da infração no valor de R$ 112,48, anunciada na gestão de Marcelo Crivella. A fiscalização será da Secretaria de Ordem Pública (Seop), Guarda Municipal e Vigilância Sanitária

A multa é a mesma para a falta de máscaras. E será aplicada também para quem gerar aglomerações e não respeitar as restrições. A prefeitura não explicou como pretende, desta vez, fazer com que as pessoas de fato paguem as infrações.

Calendário de vacinação

Após a prefeitura retomar a campanha de vacinação contra a Covid-19 para idosos na semana passada, na terça-feira, Eduardo Paes usou suas redes sociais para anunciar o planejamento até o fim deste mês. A expectativa é de que até o dia 31 de março, todos os idosos, acima de 67 anos, estejam imunizados. O município recebeu novas doses de vacina nesta semana.

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Covid-19 no Brasil é como “Chernobyl ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

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 Covid-19 no Brasil é como
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Covid-19 no Brasil é como “Chernobil ou Fukushima”, diz Miguel Nicolelis

Miguel Nicolelis , neurocientista e professor da Universidade de Duke, comparou a situação da pandemia de  covid-19 no Brasil a históricos acidentes nucleares como os ocorridos em 1986 em Chernobyl , na Ucrânia; e em 2011 em Fukushima , no Japão. As declarações foram realizadas em entrevista à BBC .

“Quando alguém me pede para traçar uma metáfora , digo que, para mim, é como Chernobyl ou Fukushima. Um reator nuclear, mas biológico , que está fora de controle numa reação em cadeia”, avalia Nicolelis.

O cientista argumenta que seu comparativo baseia-se em três pontos: “a falta de liderança governamental, a ignorância [do governo] e a confiança em notícias falsas junto ao negacionismo científico”.

Miguel pondera que esta situação não é culpa dos brasileiros, já que o povo deseja sair desta situação e é fundamental que o mundo entenda este ponto. Em sua avaliação, a principal causa para esta catástrofe é a falta de uma estratégia governamental clara e direcionada para o combate à pandemia. “[O presidente] fez campanha contra qualquer medida de isolamento social, se opôs as máscaras e negou a gravidade desde o início”.

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Ao falar sobre a saúde no Brasil, o professor argumenta que, embora o país apresente um bom sistema público, “o governo nunca aproveitou para financiá-lo e fortalecê-lo significativamente nesta crise”, e por consequência “estamos no meio de um colapso de saúde nacional, algo que nunca havia acontecido na história “.

Nicolelis avalia que esta “é a razão pela qual temos tantos casos e tantas mutações ocorrendo simultaneamente no Brasil”. A Fiocruz , em levantamento recente, declarou que foram detectadas 92 variantes da covid-19 em solo brasileiro , incluindo a P1.

Ainda segundo o cientista, “o mundo sofrerá as consequências” já que há “centenas de milhares de casos todos os dias, depois haverá novas variantes que surgirão e se espalharão pela América do Sul, América Latina e ao mundo todo dentro de semanas”.


A condução brasileira no combate a pandemia de covid-19 já deixou mais de 370 mil mortes em pouco mais de um ano. Hoje, o país representa 25% dos novos casos de óbitos mundiais.

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