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Saúde

SP deve ter 40 milhões de doses até o fim do ano além das 6 milhões anunciadas

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O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou em entrevista à CNN neste domingo (20) que o estado deve receber, até o fim do ano, 40 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus além das 6 milhões anunciadas para o mês que vem.

“Em outubro, receberemos 6 milhões de doses. Cinco milhões são as doses adquiridas, compradas pelo Butantan, e mais 1 milhão que foram doadas pela Sinovac ao estado, então teremos seis [milhões]”, declarou. Considerando que a imunização requer duas aplicações, essas doses poderão imunizar três milhões de pessoas.

Ele acrescentou que, se tudo correr bem nos testes clínicos da Coronavac, a vacinação contra a Covid-19 pode começar já em dezembro deste ano. “É muito possível que já estejamos começando a vacinação em dezembro ou, no mais tardar, em janeiro, dependendo apenas da análise técnica da Anvisa”, disse.

No entanto, esse cronograma depende do resultado dos testes clínicos, cuja fase 3 —a última etapa do estudo— se encerra em 15 de outubro. Gorinchteyn, porém, se mostra otimista, e disse que as pesquisas estão dentro do cronograma e a imunização tem se mostrado “muito segura”.

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“As reações adversas são mínimas, apenas dor no lugar da aplicação, febre baixa em 5,3% dos casos. É uma vacina muito segura”, afirmou. “Dados preliminares da fase 2 mostraram tanto a segurança quanto a produção de anticorpos. Na primeira dose, 94,2% de proteção, e, na segunda, chegou a 97%”.

Ele conta que há uma câmara de especialistas analisando quais serão os grupos prioritários a receberem a vacina, mas que acredita que seguirá os mesmos moldes da vacina da gripe, que prioriza a população com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

“As análises de câmaras técnicas que estão acontecendo estão definindo quais seriam os grupos prioritários, como pacientes portadores de doenças crônicas, como diabetes, problemas no coração, pulmão, pacientes oncológicos, profissionais da saúde e educação, a população que esteja em ambientes de confinamento, como a carcerária, os idosos, gestantes e indígenas”, disse.

A aplicação no restante da população se daria depois da imunização dessas parcelas, diz. De acordo com a experiência da vacina da gripe, o secretário afirmou que seriam necessários ao menos “dois meses para essa logística”. “À medida que esse grupo tiver bons índices de vacinação, outros grupos serão escolhidos e contemplados nesse sistema de imunização, dentro do programa nacional de imunização do Sistema Único de Saúde”, explicou.

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Gorintchteyn repetiu que as doses não ficarão restritas aos residentes do estado de São Paulo e que serão distribuídas por meio do SUS, mas torce para que outras iniciativas também sejam aprovadas.

“Precisamos de vacinas, não de uma [vacina]. Quanto mais tivermos, mais brasileiros poderão tomar e mais vidas serão preservadas”.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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Agronegócio

A Retomada do Pragmatismo: Um Novo Capítulo para o Brasil e o Agronegócio

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A recente conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump representa um marco de maturidade e pragmatismo em nossa política externa. Em um mundo cada vez mais polarizado, onde as trincheiras ideológicas muitas vezes se sobrepõem aos interesses nacionais, a retomada do diálogo entre as duas maiores democracias do Ocidente é uma notícia a ser celebrada por todos que torcem pelo Brasil.

Como produtor rural e homem público que dedicou a vida a defender os interesses do agronegócio brasileiro, vejo com grande otimismo este novo capítulo. A conversa, descrita por ambos os lados como “muito boa” e “amistosa”, vai muito além  de um simples gesto diplomático. Ela sinaliza que, acima das diferenças políticas, há um entendimento de que a cooperação e o comércio são os verdadeiros motores do desenvolvimento.

O Pragmatismo como Norte

Durante anos, defendi que a política externa brasileira deve ser guiada por um pragmatismo responsável, focado em  resultados concretos para o nosso povo e para o nosso setor produtivo. A ideologia, seja de que matiz for, não pode ser um entrave para a prosperidade.
Lembro-me bem dos períodos em que, como ministro da Agricultura, trabalhamos para abrir mercados e fortalecer nossas exportações. Foi com diálogo e seriedade que o agronegócio brasileiro conquistou o mundo. A conversa entre  os presidentes resgata essa tradição, mostrando que o Brasil voltou a ser um ator respeitado no cenário global, capaz de dialogar com todos os grandes players internacionais.

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O Fim do Tarifaço: Uma Vitória para o Agro

O ponto central da conversa, e o que mais interessa ao nosso agronegócio, foi a discussão sobre o fim do tarifaço de 40% Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiê

imposto aos produtos brasileiros. Esta medida, que tanto prejudicou nossos exportadores, foi um erro que agora temos  a oportunidade de corrigir. O pedido direto do presidente Lula  para a remoção dessas barreiras, e a receptividade de Trump,  que admitiu que os Estados Unidos “sentem falta” de produtos  como o nosso café, são sinais extremamente positivos.

A Lição para os Extremos

A repercussão da conversa nas redes sociais e na imprensa  demonstra que a maioria da população brasileira e o setor  produtivo estão cansados da polarização estéril. Enquanto  uma minoria radical, tanto à direita quanto à esquerda, busca o confronto  permanente, a maioria silenciosa anseia por estabilidade, previsibilidade e prosperidade. A tentativa de alguns setores de sabotar as relações entre Brasil e Estados Unidos, apostando no isolamento e nas  sanções, está longe de ser o melhor caminho. A diplomacia,  exercida com maturidade e foco nos interesses nacionais, deve prevalecer. A designação do secretário Marco Rubio para conduzir as negociações, embora vista com desconfiança por alguns, deve ser encarada como um sinal de profissionalismo. Caberá à nossa equipe de negociadores, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin,  demonstrar com fatos e dados a importância de nossa parceria.

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 Um Futuro de Oportunidades

O Brasil é um gigante do agronegócio, com capacidade para  alimentar o mundo de forma sustentável e competitiva. A  retomada do diálogo com os Estados Unidos, nosso parceiro histórico, abre um horizonte de novas oportunidades. Não se trata de submissão ou alinhamento ideológico, mas de uma  relação madura entre duas nações soberanas que se  respeitam e reconhecem a importância mútua.  Como homem do campo, sei que a semente do diálogo,  quando plantada em solo fértil, gera colheitas abundantes. A  conversa entre Lula e Trump foi essa semente. Cabe a nós, agora, regar essa planta com seriedade, trabalho e um  profundo senso de patriotismo, para que possamos colher os  frutos de uma parceria renovada, que trará mais empregos,  mais renda e mais desenvolvimento para o nosso Brasil.

Neri Geller é produtor rural, empresário e político brasileiro e Ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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