NACIONAL

SP: Prefeitura moderniza programa Adote uma Praça para mais parcerias

Publicados

em


source
Já são 850 praças e canteiros adotados, mas outras 4,5 mil áreas estão aptas para adoção
@jan_huber / Unsplash – 07.10.2018

Já são 850 praças e canteiros adotados, mas outras 4,5 mil áreas estão aptas para adoção

Na cidade com 12 milhões de habitantes e que tem mais prédio do que casas- de acordo com um estudo feito pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) com dados da Prefeitura de São Paulo , as praças públicas são um oásis urbano em meio aos 190,4 milhões de metros quadrados ocupados só pelos edifícios. Para ampliar a adoção e a conservação desses espaços necessários e fundamentais para os paulistanos e visitantes, a Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB) lançou, em 22 de março deste ano, um sistema que moderniza o programa Adote Uma Praça, regulamentado pelo Decreto Nº 61.170/22.

As normas atuais dão celeridade aos procedimentos que contemplam a celebração de Termos de Cooperação entre o município e a iniciativa privada. O processo que antes levava 120 dias para ser finalizado, hoje leva, em média, 10 dias para ser concluído. Outra novidade é que pode ser feito de forma on-line. Nos últimos cinco anos, 850 praças foram adotadas. Outras 4.500 áreas verdes, entre praças e canteiros estão na expectativa de adoção, nas 32 subprefeituras. E não é preciso ser empresa, ter CNPJ para fazer a adoção. Pessoas físicas também podem participar.

Uma praça é, por definição, uma área livre para convivência e recreação entre os usuários. Entre os gregos e romanos eram chamadas de fórum e serviam para a transmissão do conhecimento e da cultura. Lugar de debates das ideias e tomada de decisões.

Aqui no Brasil, as praças fazem parte da cultura arquitetônica herdada dos imigrantes italianos, espanhóis e portugueses. E em São Paulo, em especial, diante da cidade verticalizada, tem um valor afetivo na memória popular. É um espaço social para brincadeira das crianças, o namoro, o ponto de encontro de pessoas e abriga dezenas de espécies de pássaros e plantas. Um lugar para viver uma cidade mais humana e gentil. Além disso, as praças contribuem para a purificação do ar e equilibram o microclima. Reduz o calor, diminui a velocidade dos ventos, melhora a umidade do ar.

Leia Também:  26/08: Boletim coronavírus em todo o Brasil

Esses valores agregam às empresas o marketing social, além de uma exposição da marca em um contexto de apoio às comunidades, responsabilidade sustentável e identificação da atividade empresarial com produtos éticos, como as praças.

E para o cidadão que mora no entorno, valoriza o imóvel, além de promover outra forma de lazer e aumentar a autoestima dos moradores, que se tornam guardiões desse espaço. Para conferir os critérios do processo de adoção, o interessado pode digitar na barra de pesquisa adoção praças ou pelo site: https://adocaopracas.prefeitura.sp.gov.br

O Programa Adote uma Praça surgiu em 2017 e nunca foi tão fácil se envolver nesse projeto social, ecológico e de bem-estar.

Mais facilidades para adotar uma praça

Mais recentemente, o Diário Oficial da Cidade publicou, em 26 de março de 2022 (páginas 3 e 4), a Portaria n. 22 da Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSub) ratificando as normas anteriores, até no âmbito da via eletrônica e da desburocratização dos serviços, para “aprimoramento de serviços de manutenção e zeladoria, bem como conservação e execução de melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas de praças e de áreas verdes do município com área de até 30.000 m² (trinta mil metros quadrados), sob administração exclusiva das subprefeituras”.

A subprefeitura local se encarrega de acompanhar e fiscalizar as ações e a vigência do acordo.

No caso de empresas interessadas em adotar, o programa requer o compromisso de cuidar do espaço durante um ano, por meio de Termos de Cooperação. A parceria permite ao adotante (pessoa, associação ou empresa) instalar no local, placas identificando quem é responsável pela zeladoria e preservação da área. Para conferir os critérios do processo de adoção, o interessado pode acessar: adocaopracas.prefeitura.sp.gov.br

Um mapa para localizar o local certo

Através de um site especial mostrando o município de São Paulo, com todos os distritos e bairros nas 32 subprefeituras, pode ser conferido pelo interessado em busca do local ideal.  Entre aqui e pesquise as praças disponíveis, adotadas e indisponíveis. Do mesmo modo, os canteiros disponíveis, adotados e indisponíveis. Pode também pesquisar com a colocação do endereço ou do CEP.

Leia Também:  Bolsonaro: infraestrutura seria bem-vinda, mas não evitaria catástrofe

Um questionário para informações

O interessado pessoa física (moradores com CPF) ou jurídica (empresas, associações, clubes e outros – com CNPJ) deve entrar no site do “Adote Uma Praça” e preencher o questionário na página. No prazo de cinco dias haverá uma resposta e, com a aprovação, o processo será publicado no Diário Oficial da Cidade. Será assinado o Termo de Cooperação com todos os detalhes da adoção, incluindo a fixação da placa com o nome ou logotipo do cooperante. O site é autoexplicativo e de fácil preenchimento, mas em caso de dúvidas, o interessado pode enviar e-mail para: [email protected] — ou procurar ajuda e instruções da Subprefeitura da região ou ainda da Secretaria Municipal das Subprefeituras — ver abaixo.

Através desse site , o interessado pode buscar no mapa os locais já com adoções ou as praças/locais que ainda estão disponíveis. De qualquer maneira, o local ou praça de interesse — próximas do morador ou empresa — pode ser sugerido e analisado para adoção.

História

Durante a gestão de Mário Covas no município (1983-1985), o projeto para a recuperação de praças conseguiu em dois anos o plantio de mais de 100 mil árvores por meio de parcerias com entidades privadas. Já na época, as empresas eram responsáveis pela conservação do verde em áreas públicas em troca de publicidade. Ao todo, 346 organizações aderiram às parcerias, beneficiando 1,3 milhão de metros quadrados. Por fim, a Prefeitura realizou serviço de conservação de 6,5 milhões de metros quadrados de áreas verdes.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

NACIONAL

Dom e Bruno: PF descarta envolvimento de suspeito que se entregou

Publicados

em


source
Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira
Divulgação

Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que não há indícios de que Gabriel Pereira Dantas, que se entregou voluntariamente à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira , tenha envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips. A informação é da Agência Brasil.

Ele afirmou ter participado das mortes e teve sua prisão temporária requerida pela Polícia Civil, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, indeferiu o pedido.

“Ainda na data de ontem, a referida pessoa foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado. Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, detalhou a PF, em nota à imprensa.

Leia Também:  Virada Cultural 2022 traz protagonismo da periferia aos palcos

Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Ele alegou ter pilotado o barco usado pelos suspeitos no crime. No fim da tarde de quinta-feira, ele havia sido transferido para o 77º Distrito Policial para a Polícia Federal.


Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

Leia Também:  STF determina que AGU corrija valor de Fernando de Noronha

Dantas alegou à polícia que havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. Na nota, a PF afirma que as investigações do caso prosseguem.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA