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Viúva de Marielle: “Mil dias cobrando o Estado brasileiro, sem resposta”

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Monica Benicio, viúva de Marielle Franco e hoje vereadora eleita pelo PSOL
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Monica Benicio, viúva de Marielle Franco e hoje vereadora eleita pelo PSOL

Mônica Benício, vereadora eleita pelo PSOL  e viúva da vereadora Marielle Franco  — assassinada em março de 2018 — publicou nota nesta segunda-feira (7), denunciando mil dias sem resposta para a pergunta: quem mandou matar Marielle Franco?

Marielle Franco “lutava por dias melhores para o nosso povo, criticava o atual modelo de segurança pública, que produz a polícia que mais mata e também a que mais morre, direcionada a agredir e até matar grupos de pessoas”, escreve Mônica .

Nesta terça-feira (8), o crime completa mil dias. Mil dias sem resposta, mil dias sem que o mandante do assassinato tenha sido descoberto. “São mil dias sem paz, uma dor infinita que atravessa meu peito diariamente”, lamentou a viúva.

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Leia na íntegra

“Estou há mil dias cobrando o Estado brasileiro sobre o atentado político contra Marielle Franco. Sem resposta. Até agora ninguém foi sequer julgado. São mil dias sem paz, uma dor infinita que atravessa meu peito diariamente desde a noite de 14 de março de 2018.

No dia 15 foi a última vez que a vi. Ela já não tinha mais vida. Tenho denunciado o Brasil, de forma incansável, no mundo todo por esse atentado a nossa democracia e esta grave violação dos Direitos Humanos, por entender que as autoridades do país devem responder quem matou e quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes.

Retiraram de mim minha esposa, o grande amor da minha vida. Arrancaram do Rio uma liderança política que lutava por dias melhores para o nosso povo. Marielle criticava o atual modelo de segurança pública, que produz a polícia que mais mata e também a que mais morre, direcionada a agredir e até matar grupos de pessoas (negras, LGBTI+, jovens das favelas e periferias, entre outros).

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Esse modelo não nos serve. Queremos uma outra sociedade, onde prevaleça o respeito à vida para todas, todos e todes. E essa sociedade que queremos não é possível de ser construída sem Justiça, sem saber quem mandou matar Marielle Franco.

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Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho

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Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho
Divulgação/Rafael Campos

Aprovação de Cláudio Castro cresce nas redes sociais após ação no Jacarezinho

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro, viu sua avaliação positiva crescer nas redes sociais após a operação policial no Jacarezinho , que resultou na morte de 29 pessoas – incluindo um policial. As informações são da jornalista Mônica Bergamo.

A aprovação ocorre por meio de citações positivas que aumentaram após a ação. Um dia antes da invasão policial, apenas 12% das menções a Castro eram consideradas positivas. Após a operação, o número suviu para 41%. Já as menções negativas ao governador caíram de 50% das mensagens para 41%. Quem mencionou Cláudio de maneira neutra, passou de 38% para 18%.

Políticos aliados e inclusive os de oposição se surpreenderam com a informação recebida, já que existem inúmeros questionamentos em relação a atuação policial dentro da comunidade. A expectativa era de que houvesse um aumento na aprovação nas redes sociais, mas não tão significativo.

Oposicionistas crêem que, embora o aumento da violência seja condenável, a ação pode atrelar a Castro a imagem de um governador que trabalha para combater a criminalidade.


Já há, inclusive, aqueles que defendem que Castro possa se tornar um adversário político viável para as eleições do próximo ano. Isso porque o governador deverá receber R$ 6 bilhões referente a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e, através destes recursos, o estado poderá aumentar o seu poder de investimento em obras estruturantes.

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