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Após 14 meses no abrigo, cachorro é adotado, mas devolvido no dia seguinte

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Rusty voltou para o abrigo após um dia
Facebook/Reprodução

Rusty voltou para o abrigo após um dia

Em abrigos e ONGs de animais, sempre que um bichinho é levado para uma casa, é motivo de alegria. Muitos dos animais que vão para esses lugares são resgatadados da rua ou então de lugares onde eles eram maltratados.

Por isso, muitas pessoas estão entendo a importância de adotar animais e darem uma nova chance para eles. Mas infelizmente, nem sempre funciona.

Rusty, uma mistura de pastor alemão com catahoula, já passou por uma longa trajetória desde que foi mandado para um abrigo no Texas pelo seu pirmeiro dono, que alegou que ele era muito agitado.

Depois de dois meses no abrigo, o mandaram para outro lugar em Idaho, onde Rusty ficou mais dois meses, mas foi mandado de volta ao abrigo, pois era muito temperamental e não se dava bem com outros cachorros.

Depois disso, o cãozinho ficou deprimido e se tornou muito reativo e violento.

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Mesmo assim, em novembro de 2020, ele foi adotado e toda a equipe do abrigo ficou muito feliz, mas a família o devolveu depois de um mês.

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Por conta de toda essa jornada, as pessoas do abrigo estavam determinadas a acharem um lar para Rusty. Colocaram ele em um programa de socialização para cachorros, onde qualquer cachorro pode se reunir com outros em parques para brincarem e jogarem como uma forma de terapia coletiva.

Após apresentar muita melhora no comportamente, Rusty conheceu um casal em março que se apaixonou pelo animal imediatamente e o levaram do abrigo, onde ele havia passado 419 dias.

Porém, um dia depois, Rusty foi devolvido ao abrigo. Na página de Facebook da instituição, eles fizeram um apelo para não julgares os adotantes.

” Rusty tentou mordê-los e eles perceberam que ele não era o cachorro ideal para sua família, já que eles frequentemente recebem crianças pequenas. Seu comportamento poderia ser um risco para eles. Então mesmo tentando fazer algo gentil e nobre adotando um cachorro temperamentel, eles fizeram a coisa certa ao devolver. Nós não queremos que nenhuma família fique um cachorro que não seja certo para eles, então somos gratos por terem o devolvido”, diz a publicação. 

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Fonte: IG PET

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Casal cria sanitário para pets com sistema de escoamento e fatura R$ 7,5 milhões

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Lara Lorga, Fabio Carvalho e as pets Pepa e Lili
Divulgação/Weasy

Lara Lorga, Fabio Carvalho e as pets Pepa e Lili

Foram os pelos molhados e as marcas de patas pelo piso do apartamento que levaram a publicitária Lara Lorga e o engenheiro mecânico Fábio de Carvalho, na época residentes em Niterói (RJ), a pensar em uma solução para o xixi de suas goldens retrievers Pepa e Lili. Sem opções de sanitários realmente práticos no mercado, decidiram recorrer ao “faça você mesmo” e criaram, em julho de 2015, uma bandeja de madeira revestida em lona plástica e com inclinação para que o líquido caísse diretamente no ralo. Nascia, assim, o protótipo do sanitário inteligente para cães, o produto é carro-chefe da empresa que faturou R$ 7,5 milhões só em 2020.  

Quando o casal se mudou para a capital paulista, em janeiro de 2016, o sanitário ganhou uma nova versão: a madeira deu lugar a uma chapa de alumínio, ganhou pés de Durepox e uma mangueira que direcionava o xixi ao interior do ralo. E foi em outubro do mesmo ano, durante a licença maternidade de Lara, e após testar a nova versão entre alguns amigos, que o casal decidiu apostar em um modelo comercial do produto. “Nossos amigos empreendedores falavam que precisávamos patentear essa ideia e comercializar. A gente nem lembrava que os cães faziam xixi em casa e queríamos proporcionar essa praticidade a outras pessoas. Foi quando, incentivados pelo meu pai, desenvolvemos o modelo em fibra de vidro. Ele tinha familiaridade com o material por usar em aeromodelismo”, conta Lara.  

A primeira estratégia de divulgação dos empresários foi criar um site gratuito. Como perceberam que as pessoas não entendiam a funcionalidade do produto, decidiram gravar um vídeo de suas pets usando o sanitário e subiram o conteúdo no Facebook. O vídeo viralizou, alcançou mais de três milhões de visualizações e os empresários chegaram a receber contatos de 21 países. “A demanda aumentou consideravelmente, mas nossa capacidade produtiva era baixa. Investimos apenas R$ 5 mil para criar dois moldes e 20 sanitários em uma fábrica terceirizada. A empresa conseguia fazer no máximo dez peças por semana. Quando nos demos conta, já tínhamos vendido 60 sanitários e isso significava um prazo de dois meses para a postagem”, relembra a empresária.   

O próximo passo veio em março de 2017, quando compraram uma pequena fábrica de fibra de vidro por R$ 15 mil, na cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo: “Compramos os materiais, contratamos dois funcionários do antigo proprietário, alugamos um galpão e passamos a produzir em maior escala, cerca de 200 por mês”, comenta Fábio. “Como morávamos em São Paulo, meus pais, que moravam em São José do Rio Preto, embalavam as peças e postavam nos Correios”, completa.

Lara conta que a repercussão do produto aconteceu quinze dias antes do término de sua licença maternidade, em abril de 2017. Foi quando decidiu sair do emprego em uma multinacional e se dedicar integralmente ao negócio. “Eu cuidava da casa, do nosso filho Bento, orientava os clientes sobre o uso, fazia treinamentos, alimentava as redes sociais e organizava os pedidos. O Fábio chegava do trabalho à noite e juntos organizávamos a compra de matéria-prima e o envio dos pedidos para meus sogros”, conta Lara. Em setembro do mesmo ano mudaram-se para São José do Rio Preto.

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Também em setembro de 2017 foi a vez de Fábio sair do emprego na área de planejamento de um grande grupo de vendas online para se dedicar integralmente à empresa. “Lá aprendi muito sobre e-commerce, performance digital e pude aplicar esse conhecimento no nosso negócio”, conta Fábio. Hoje as vendas da empresa são 95% feitas por marketplaces e plataforma própria, e nos planos estão investimentos em pontos de venda físicos. “Nosso desafio é um ponto de venda que possa mostrar o funcionamento do produto, para que o cliente possa ver como ele age de maneira eficiente e leva o xixi do cão e do gato direto para o ralo. Não existe outro produto no mercado que o dono não precise de uma limpeza ostensiva e diária para diminuir o odor”, comemora Lara.

Em novembro de 2017, nove meses depois da venda do primeiro produto, veio a mudança de matéria-prima, desenvolvimento de novos moldes e a empresa passou a produzir sanitários em polímero reciclado. “Adicionamos vários acessórios, então a margem de lucro era a mesma, mas conseguíamos entregar um produto com melhor acabamento, bem mais comercial”, conta. Para o funcionamento do atual modelo, a mangueira de saída deve ser posicionada em um ralo de esgoto, enquanto a outra deve ser rosqueada na torneira como uma entrada de água. Basta liberar a água para lavar a parte interna do produto e o banheiro seguirá limpo.

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A família cresceu e hoje, além de Lili e Pepa, os coelhos Lino e Lina e a gata Maria completam o time. Além do sanitário para cães nos modelos macho e fêmea e do sanitário para gatos, criado em 2018, a empresa também conta com o Sacocô Passeio – um saquinho feito de milho e mandioca para coleta e descarte responsável e higiênica das fezes animais, que se desfaz em seis meses e pode ser compostado; o Sacocô Casa – sacos feitos de película plástica 100% orgânica biodegradável que se dissolvem em 40 segundos na água do vaso sanitário; o Clean – um limpador multiúso em formato de sachê que se dissolve na água, feito com ativos naturais, tensoativos biodegradáveis e suave aroma natural de citrus para eliminar de odores; e o bebedouro inteligente Oasis, que, ligado à torneira e com boia de nível e filtro de cerâmica, garantem água limpa, fresca e sempre disponível para o pet. Completam a linha Kit Limpeza, arranhadores e brinquedos para os felinos, e os mordedores para cães. “Nosso DNA é criar produtos ecológicos com o menor índice de resíduos possíveis”, completa Fábio. 

Em quatro anos desde sua criação, a empresa não parou de prosperar. Em janeiro de 2020, aconteceu a mudança para a atual estrutura fabril, em um espaço de 1.300 m² em Bady Bassitt, cidade a cinco quilômetros de São José Rio Preto. Conta com 18 colaboradores e sua atual capacidade produtiva é de três mil sanitários ao mês. A pandemia e a consequente necessidade do isolamento social significaram para a empresa um aumento de 34% no faturamento. “É um momento triste que aproximou ainda mais os donos da rotina de seus pets. Em casa o dia inteiro, as pessoas passaram a se incomodar ainda mais com o cheiro de xixi. Foi quando perceberam o quanto um sanitário inteligente poderia facilitar o dia a dia e o relacionamento de quem tem animais de estimação”, opina Lara. “O nosso produto ajudou no bem-estar e a aproveitar a parte boa da companhia e alegria que os bichinhos trazem”, comemora Lara.

Futuro

Para 2021, Lara e Fábio planejam outros lançamentos, incluindo um banheiro inteligente automatizado. “Deixamos bons empregos e todos os benefícios que nossos trabalhos em multinacionais nos proporcionavam para apostarmos em nosso sonho de empreender com o propósito de trabalhar em algo que faça o mundo melhor. A história da Weasy está apenas no início”, finaliza.

Fonte: IG PET

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