POLÍCIA FEDERAL
Polícia Federal realiza audiência pública e lança novo sistema para comunidade de CACs e Tiro Desportivo
Brasília/DF. A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (4/5), no auditório de seu Edifício Sede, em Brasília/DF, audiência pública voltada à comunidade de tiro desportivo, caçadores eventuais e colecionadores (CACs).
O objetivo do encontro foi apresentar o novo Sistema Portal PF, que substituirá os sistemas Regula-CAC e SINARM-CAC no âmbito do controle de Colecionadores, Caçadores e Atiradores. Compuseram a solenidade o deputado federal Marcos Pollon; o diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal, Fabrício Schommer Kerber; e o coordenador-geral de Controle de Armas de Fogo, Wellington Clay Porcina Silva.
Novo sistema
Durante a apresentação, foram destacados os desafios enfrentados pelo modelo atual, especialmente diante do elevado volume de demandas, como a previsão de aproximadamente 1,5 milhão de Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) com vencimento até julho de 2026, além das recentes mudanças regulatórias.
Como resposta a esse cenário, o Portal PF foi desenvolvido com foco em otimização de processos e uso de tecnologia disruptiva. Entre as principais inovações estão a automatização de tarefas, o uso de inteligência artificial para análise documental, a integração com bases de dados internas e externas e a redução significativa das etapas de análise e decisão .
O sistema contará com login via Gov.br, simplificação do requerimento e da juntada de documentos, além de processamento automatizado de cerca de 88% das demandas, com consultas automáticas de antecedentes criminais federais. A atuação humana ficará concentrada em atividades de fiscalização e análise de casos excepcionais, permitindo maior eficiência operacional.
Outro avanço relevante é a criação de uma fila única de decisão, com geração automática dos resultados, gestão aprimorada de acessos e permissões e encaminhamento direcionado apenas das exceções para análise manual. O novo modelo também prevê integração massiva por meio de APIs, possibilitando a checagem de informações em tempo real.
Controle robusto e inovação
Na ocasião, o diretor de Polícia Administrativa da PF, Fabrício Schommer Kerber, destacou a segurança e a governança do novo sistema: “O Portal PF foi concebido com trilhas completas de auditoria, controles robustos e total conformidade com a LGPD. A inovação aqui caminha lado a lado com a responsabilidade institucional. Sabemos o quão importantes são os dados pessoais e as informações gerenciadas pelos órgãos públicos”, afirmou.
Kerber também ressaltou o caráter evolutivo da plataforma: “O Portal PF é resultado de uma metodologia ágil, com entregas incrementais. Isso significa que a plataforma não se encerra com o início da operação, ao contrário, seguirá em constante evolução, com incorporação de novas funcionalidades e melhorias contínuas”, completou.
De acordo com o cronograma apresentado, a entrada em produção do sistema está prevista para 1º de julho, com início da operação em 12 de julho. A ampliação para os demais serviços voltados aos CACs está prevista para o segundo semestre de 2026 .
A iniciativa reforça o compromisso da Polícia Federal com a modernização dos serviços públicos, a eficiência administrativa e o fortalecimento dos mecanismos de controle e fiscalização no país.
Fonte: Polícia Federal
POLÍCIA FEDERAL
PF deflagra 4ª fase da Operação Unha e Carne para apurar crimes de corrupção
Rio de Janeiro/RJ. Nesta terça-feira, 5/5, a Polícia Federal deflagrou a quarta fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a prática de fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.
Policiais federais cumprem 7 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes/RJ, Miracema/RJ e Bom Jesus do Itabapoana/RJ. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
As apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.
Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.
A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos.
Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404
Fonte: Polícia Federal
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