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Polícia Federal realiza extradição de uma foragida da Justiça pernambucana

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Recife/PE – Na quarta-feira (13/10), policiais federais retornaram de Lisboa/Portugal, trazendo uma mulher foragida da Justiça pernambucana. A presa desembarcou no Aeroporto Internacional dos Guararapes e foi conduzida para o sistema penitenciário feminino, onde está à disposição da Justiça Estadual de Pernambuco. A extradição se deu após tratativas diplomáticas entre o Brasil e autoridades portuguesas.

RELEMBRE O CASO – A Polícia Federal, juntamente com a Polícia Federal portuguesa, conseguiu prender uma foragida da Justiça pernambucana, que se encontrava em Lisboa-Portugal. A presa, de 36 anos, natural de Recife, foi denunciada pelo Ministério Público/PE, após ter dado um prejuízo financeiro de R$ 300 mil para uma empresa de fabricação de peças dos mais variados tipos de materiais.

A suspeita trabalhava no setor financeiro por 21 anos e emitia duplicatas sem a devida correspondência dos serviços prestados pela empresa, efetuando os respectivos descontos. A denúncia do Ministério Público/PE ocorreu em julho de 2016 e a sua prisão preventiva foi decretada em outubro de 2019. Os crimes que lhe são imputados estão contidos no art. 155, § 4º, inciso II e art. 172 c/c art. 71 (furto qualificado com abuso de confiança e duplicata simulada) cujas penas variam de 4 a 12 anos de reclusão.

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Desde o ano de 2019, a suspeita havia deixado o país com destino a Lisboa/Portugal, não existindo registros de seu retorno ao Brasil.  Após a decretação de sua prisão preventiva, a Justiça Estadual determinou a inclusão do seu nome na difusão vermelha com vista à realização de sua captura. A inclusão do seu nome foi feita no dia 20/7/2021 e no dia 3/8/2021 – policiais federais, em parceira com policiais federais portugueses, conseguiram localizá-la e realizar sua prisão.

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco

Contato: (81) 2137-4076
E-mail: [email protected]

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PF apura possível desvio de cota parlamentar no Amapá

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Macapá/AP – A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado (26/11) a Operação En Passant*, para cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão, em investigação que apura desvio de cota parlamentar de deputado da Assembleia Legislativa do Amapá – ALAP.

Cerca de 40 policiais federais cumpriram as medidas cautelares expedidas pelo Tribunal de Justiça do Amapá – TJAP, e resultaram na ação que ocorre no município de Macapá, em residências e empresas dos investigados.

A Investigação é um desdobramento da Operação Terça Parte, deflagrada em 14/05/2021, que apurava suposto esquema criminoso comandado por um deputado estadual, envolvido em indícios de prática de crimes de corrupção eleitoral, peculato, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa, por meio da nomeação de funcionários fantasmas e retenção de parte da remuneração de assessores (rachadinha).

Com a avanço das investigações, a PF identificou indícios de um esquema de desvio de valores, que ocorrem pelo menos desde 2019, por parte do deputado, que deveriam custear despesas típicas do exercício do mandado parlamentar (CEAP).

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No esquema criminoso, o parlamentar solicitava o ressarcimento desta verba, em proveito próprio, de gastos inexistentes e contava com a participação de diversas pessoas físicas e empresas que emitiam notas fiscais frias em troca de parte do valor.

Apurou-se ainda, que um dos principais articuladores para funcionamento do esquema, seria uma funcionária do gabinete do parlamentar, que já havia sido afastada judicialmente pelo TRE/AP, na deflagração da Operação Terça Parte, por indícios de participação na rachadinha. Uma das empresas que emitiam as notas fiscais ideologicamente falsas, em troca de comissão, era do marido dela.

Os investigados utilizavam empresas de locação de veículo e embarcação, escritório de contabilidade e advocacia e serviço de comunicação social (mídia), com a emissão das notas frias, para justificar os gastos inexistentes.

A PF estima que pelo menos R$ 360 mil por ano foram desviados com as ações (R$ 30 mil por mês), totalizando o valor aproximado de R$ 1 milhão, tendo em vista os indícios de que a fraude ocorre desde o ano de 2019.

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O TJAP impôs ainda, o afastamento do deputado do mandato. Inicialmente, os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, falsidade ideológica e duplicata simulada. As penas somadas podem chegar a 22 anos de reclusão e pagamento de multa.

En Passant*: En Passant é uma jogada do xadrez na qual uma peça tira proveito de um avanço inesperado do fluxo da peça adversária, enganando o movimento natural dela e capturando-a. No caso da investigação, o principal investigado engana o fluxo financeiro da cota parlamentar, mediante emissão de notas fiscais frias, desviando os recursos em proveito próprio e alheio.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá
[email protected]
(96) 3213.7500

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