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8 de março exige mais que homenagem, exige políticas que salvem vidas

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Vinte anos nos separam da aprovação da Lei Maria da Penha, marco histórico que transformou o ordenamento jurídico brasileiro e colocou o país como referência mundial no combate à violência doméstica. É motivo de orgulho legítimo, mas seria irresponsável transformar esse aniversário em pura celebração, ignorando uma verdade brutal: o Brasil ainda mata quatro mulheres por dia em razão do feminicídio.

Este 8 de março chega carregado de contradição. Celebramos conquistas históricas, mas somos forçados a encarar o que ainda não foi conquistado: o direito mais básico de todos, o direito de estar viva. Honrar a data é, antes de tudo, agir.

Mato Grosso está no centro mais doloroso dessa estatística. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, nosso estado lidera o ranking nacional na taxa proporcional de feminicídios, cerca de 2,5 mortes por 100 mil mulheres. Só no primeiro semestre de 2025, foram 27 casos registrados. Cada número é uma vida.

O caso da professora Luciene Naves Correia, 51 anos, assassinada pelo ex-marido em fevereiro deste ano (2026), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, expõe com crueldade essa falha sistêmica. Suas filhas revelaram que ela havia acionado o botão do pânico pelo menos duas vezes antes de ser morta. O instrumento existia. O sinal foi dado. Infelizmente, não deu tempo.

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O feminicídio é previsível. E o que é previsível pode e deve ser evitado. O diagnóstico de quem atua na linha de frente é preciso: cada órgão (Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, assistência social) age dentro de sua competência, mas sem integração real. É nessa lacuna entre as competências que a mulher morre.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, temos trabalhado para ampliar essa rede. Ao longo do meu mandato, oito propostas se tornaram lei, entre elas normas que obrigam estabelecimentos a adotarem protocolos de auxílio a mulheres em risco, responsabilizam financeiramente os agressores pelas despesas de saúde das vítimas e incorporaram a Campanha do Laço Branco ao ordenamento estadual. Tramita ainda projeto que reserva vagas de emprego para mulheres em vulnerabilidade em contratos do estado. Mas leis sem execução são letra morta. Por isso cobrei do executivo informações sobre a aplicação de mais de 60 leis de proteção já aprovadas.

Vinte anos é tempo demais para continuar tratando feminicídio como tragédia individual. É tempo de exigir delegacias especializadas em todos os municípios, tornar o monitoramento eletrônico de agressores regra e financiar continuamente as casas-abrigo. Quando ela aperta o botão do pânico, não importa qual viatura chega primeiro. O que importa é que alguém chegue. Que ela sobreviva.

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Quatro mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Quatro. Todo dia. E Mato Grosso carrega o peso mais pesado dessa tragédia. Somos o estado mais letal do país para as mulheres. Esse dado não pode ser lido como estatística fria, é um grito que exige resposta. Chega. Basta!

*Max Russi, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Fonte: ALMT – MT

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ALMT homenageia personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Lucas do Rio Verde

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Sessão especial da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), requerida pelo deputado Diego Guimarães (Republicanos), homenageia personalidades que contribuíram para o desenvolvimento de Lucas do Rio Verde. Realizada na noite desta segunda-feira (9), a solenidade reuniu autoridades, lideranças e membros da comunidade para reconhecer cidadãos que tiveram papel importante na construção da história da cidade e no fortalecimento do seu crescimento econômico e social.

O parlamentar destacou a importância do reconhecimento público às pessoas que ajudaram a transformar Lucas do Rio Verde em uma das cidades mais prósperas do estado. Ele relembrou o início da colonização da região, quando poucas famílias decidiram acreditar no potencial da localidade e trabalharam com coragem para construir um futuro melhor.

“Lucas do Rio Verde nasceu da coragem de pessoas que acreditaram em uma terra onde muitos não acreditavam. Hoje vemos uma cidade próspera, que é orgulho de Mato Grosso e referência para todo o Brasil”, afirmou.

Diego Guimarães ressaltou que iniciativas como a sessão especial de outorga de honrarias reforçam a valorização da história e das pessoas que contribuíram para o desenvolvimento das cidades mato-grossenses.

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Durante a solenidade, o deputado destacou alguns dos homenageados, como o prefeito Miguel Vaz, o ex-prefeito Flori Luiz Binotti, o vice-prefeito Joci Piccini e ao empresário e produtor rural Orcival Gouveia Guimarães, estendendo o reconhecimento a todos os demais agraciados que, com dedicação e trabalho, ajudaram a construir e fortalecer o município ao longo dos anos.

Foto: Helder Faria

“O reconhecimento público é também uma forma de preservar a memória e inspirar novas gerações. Quando valorizamos quem ajudou a construir nossas cidades, fortalecemos os laços da comunidade e estimulamos que mais pessoas continuem trabalhando pelo bem coletivo”, destacou.

O deputado agradeceu a receptividade das autoridades locais e reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso com o fortalecimento dos municípios e com o reconhecimento daqueles que ajudam a transformar suas comunidades.

Fonte: ALMT – MT

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