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POLÍTICA MT

Faissal afirma ter atuado exclusivamente como advogado agrário e contesta associação a suposto esquema investigado pela PF

Deputado sustenta que sua atuação ocorreu dentro da legalidade, nega participação em venda de sentenças e afirma que interpretações de conversas e relações profissionais estão sendo retiradas de contexto

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O deputado estadual Faissal Calil voltou a negar qualquer participação em um suposto esquema de venda de sentenças investigado pela Polícia Federal e afirmou que sua atuação nos casos citados pela investigação ocorreu exclusivamente no exercício regular da advocacia agrária.

Segundo o parlamentar, as atividades mencionadas nos autos estão relacionadas a demandas jurídicas legítimas envolvendo conflitos fundiários e acompanhamento processual de clientes, sem qualquer prática ilícita ou interferência indevida em decisões judiciais. A defesa sustenta que conversas, contatos profissionais e relações institucionais foram interpretados de forma equivocada pelos investigadores.

Faissal argumenta que sua experiência profissional na área agrária explica sua participação em diversos processos relacionados ao setor, destacando que sua atuação sempre ocorreu dentro dos limites da lei e das prerrogativas da advocacia. O deputado também afirma que não recebeu vantagens indevidas nem possui movimentações financeiras incompatíveis com sua atividade profissional.

Em manifestações públicas após a deflagração da Operação Gemini, o parlamentar reiterou sua tranquilidade diante das investigações e declarou confiar que o aprofundamento da apuração esclarecerá os fatos. Segundo ele, a única medida cumprida diretamente em seu desfavor foi a apreensão de seu aparelho celular, que foi entregue às autoridades para análise.

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A defesa ressalta ainda que a própria decisão judicial, conforme divulgado por seus advogados, não apontaria recebimento de vantagem indevida, enriquecimento ilícito, ocultação patrimonial ou participação comprovada em operações de lavagem de dinheiro atribuídas ao deputado. Por esse motivo, os advogados afirmam que aguardam o avanço das investigações para demonstrar a inexistência de envolvimento de Faissal nos fatos apurados.

O parlamentar também reforça que respeita o trabalho das instituições de controle e investigação e que permanecerá à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Enquanto a apuração segue em andamento, Faissal sustenta que sua inclusão no inquérito decorre de interpretações equivocadas sobre sua atuação profissional e reitera sua confiança na Justiça para o completo esclarecimento do caso.

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POLÍTICA MT

Diego Guimarães cobra Voucher Escolar e defende sanção da Lei do ICMS Zero para centro histórico da capital

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) cobrou, na sessão plenária desta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa, eficiência e agilidade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na implementação do programa Voucher Escolar.

Em seu pronunciamento, o parlamentar também fez um apelo à Casa Civil para a sanção imediata da lei que garante ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) zero e outras isenções para os comerciantes instalados no centro histórico de Cuiabá. O foco das duas pautas é o fortalecimento do empreendedorismo e a valorização do comércio local mato-grossense.

Ao defender o Voucher Escolar, Diego Guimarães destacou que o atual modelo de contratação centralizada da Seduc para os kits escolares acaba concentrando os recursos públicos em grandes empresas de fora do estado, que não geram empregos em Mato Grosso. A proposta do voucher visa descentralizar essas compras, transferindo os recursos diretamente para os municípios por meio da autonomia dos pais.

“Nós temos defendido a valorização do comércio local, das papelarias e dos pequenos mercados dos municípios. O sistema de voucher escolar daria autonomia para que o pai e a mãe recorram ao comércio local dos bairros e do centro da cidade para fazer a aquisição desse material, valorizando a geração de emprego, renda e o pagamento de impostos dentro de Mato Grosso, em vez de deixar nossas compras públicas concentradas em uma empresa só, que leva todo o dinheiro embora”, explicou o parlamentar.

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O deputado lembrou que o projeto já conta com o apoio de grandes entidades do setor produtivo, como a Federação das Associações Comerciais (Facmat), a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e o Sindicato dos Representantes Comerciais. Ele sugeriu à secretária de Educação, Flávia Emanuelle, que utilize a estrutura tecnológica já existente no cartão “Ser Família” para credenciar os comerciantes locais e viabilizar o benefício, nos moldes do que já é feito com sucesso em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

Diego Guimarães apontou que valorizar o comerciante de bairro é uma medida urgente de sobrevivência econômica diante do avanço do mercado digital de grandes marketplaces. “Hoje vivemos uma guerra do consumo com grandes players mundiais vendendo pela internet. Valorizar quem abre uma porta, quem paga o aluguel, o IPTU, o ICMS, os direitos trabalhistas e previdenciários são fundamentais. Valorizar o comércio local, que mantém viva a cidade, seria uma sinalização singular do Estado de Mato Grosso”, reforçou.

ICMS Zero – Em seu tempo final na tribuna, Diego Guimarães estendeu a defesa do comércio tradicional ao pedir o apoio do Executivo para a revitalização econômica da região central da capital. Ele cobrou a sanção da lei aprovada na ALMT que traz a isenção de ICMS e de parte do IPVA para os veículos das empresas que se instalarem no perímetro do Centro Histórico de Cuiabá.

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“Não acredito que há outro caminho para restabelecer a vida no Centro Histórico de Cuiabá que não seja pela iniciativa privada. O poder público pode transformar aquilo ali em um mar de rosas, pode revitalizar todos os casarões, mas se não tiver gente lá dentro, se não tiver empreendedores, bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de roupas, o centro histórico voltará a morrer. A isenção de impostos é o instrumento para levar o empreendedor de volta”, cobrou o deputado, solicitando celeridade à Casa Civil para a sanção da lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

Ao encerrar, o parlamentar pontuou que essas cobranças dão continuidade ao pacote de medidas que seu mandato tem defendido na Assembleia para melhorar o ambiente de negócios no estado, a exemplo de leis de sua autoria, como o Código de Defesa do Contribuinte e a Lei da Transação Tributária.

Fonte: ALMT – MT

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