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Ferrovia em Cuiabá: do sonho à realidade

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Foto: Ronaldo Mazza

* Carlos Avallone

Este 20 de setembro entrará para a história como o dia em que Cuiabá assegurou definitivamente a concretização do sonho de Vicente Vuolo e de tantas lideranças políticas, empresariais e comunitárias: o trem, enfim, vai chegar a Cuiabá.

A assinatura pelo governador Mauro Mendes do contrato com a concessionária oficializa a implantação da nossa primeira ferrovia estadual, 730 km  de linha férrea interligando Rondonópolis a Cuiabá, e Rondonópolis a Nova Mutum e Lucas do Rio Verde.

Como parlamentar, tenho muita honra de ter contribuído nas ações de protagonismo da Assembleia Legislativa, que asseguraram as condições legais para estes avanços históricos. A ferrovia em Cuiabá foi possível graças à aprovação, no Parlamento, de uma Proposta de Emenda Constitucional e de um Projeto de Lei Complementar que deram a sustentação legal necessária. 

Em 2020, em coautoria com os colegas Eduardo Botelho e Janaína Riva, apresentamos a PEC  que gerou a emenda constitucional 93, aprovada por unanimidade, autorizando  o governo a construir e explorar de forma direta a malha ferroviária. No início deste ano aprovamos o PLC 685 que dispõe sobre o Sistema Ferroviário do Estado. 

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Graças a estas iniciativas parlamentares, o Executivo pode contratar esta obra que vai beneficiar muito a Baixada Cuiabana e todo o estado.

A luta pela ferrovia, iniciada pelo visionário Vicente Vuolo,  prosseguiu ao longo de décadas com o empenho de parlamentares, governadores e presidentes da República, com apoio dos segmentos sociais. 

Embarquei nesse trem, que povoa o imaginário cuiabano, nos anos 90 como secretário de Estado de Indústria e Comércio no governo Dante de Oliveira. Tive a honra de participar dos esforços para a conclusão da ponte rodoferroviária entre SP e MS. Dante foi incisivo pela conclusão da obra junto ao governador Mário Covas e ao presidente FHC. No final do governo Dante, ainda tive o prazer de participar com ele da inauguração da ponte rodoferroviária viabilizando a chegada dos trilhos a Alto Taquari e Alto Araguaia. 

Em 2019, coordenei uma audiência pública da Assembleia e Senado sobre a ferrovia, com apoio dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes. Também organizei uma visita técnica ao terminal ferroviário de Rondonópolis, com lideranças políticas, empresariais e comunitárias. 

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Sempre defendi que a baixada cuiabana não poderia ficar fora desse trem. Existe hoje uma demanda para transporte de mais de 20 milhões de toneladas de produtos para Cuiabá através de contêineres. Este frete de retorno justifica a implantação de um terminal de contêineres e outro de combustíveis na região.

A implantação da ferrovia é um investimento de R$ 11,2 bilhões que deve gerar mais de 230 mil empregos.  É muito mais que transporte de mercadorias, pois fortalece a economia e abre novas oportunidades de trabalho. 

O foco agora é a geração de empregos durante a construção da ferrovia. Por isso apresentei emenda ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2022). Queremos elevar de 10 mil para 100 mil trabalhadores qualificados pelo governo para as vagas geradas pelas obras.

O sonho da ferrovia em Cuiabá está consolidado e se concretizará fisicamente até 2025, com benefícios para toda a população. O trem está chegando. O sonho de Vuolo é realidade! 

Carlos Avallone é deputado estadual e presidente do PSDB-MT

Fonte: ALMT

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Lúdio Cabral faz representação à PGJ para anular edital de seleção de interinos da Educação que exclui pessoas do grupo de risco

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) prepara uma representação ao procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, para anular o processo seletivo lançado na quarta-feira (27) pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para contratação de professores e funcionários interinos nas escolas estaduais de Mato Grosso. Lúdio destacou diversas irregularidades no edital de seleção e solicita que o Ministério Público Estadual (MPE) acione o governador Mauro Mendes (DEM) e o secretário de Educação, Alan Porto, para suspender o edital.

“Olha a irresponsabilidade do governo de Mato Grosso: o edital é copiado integralmente de um seletivo do Espírito Santo. E outra maldade: o edital prevê que pessoas do grupo de risco não poderão ser contratadas. É um absurdo o que estão fazendo nesse processo seletivo. Prossegue a política de terra arrasada na educação pública em Mato Grosso, conduzida por esse governo que terá como marca o fechamento de escolas”, disse Lúdio.

O deputado destacou ainda que há centenas de classificados no último concurso público da Educação que não foram nomeados. “Não faz sentido abrir processo seletivo com concurso em vigência, com centenas de trabalhadores na fila aguardando nomeação desde 2017, inclusive muitos profissionais que já atuam como interinos. É absolutamente possível nomear todos do cadastro de reserva, todos os habilitados, e ainda abrir seleção de interinos por contagem de pontos sem custo nenhum”, afirmou Lúdio.

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O processo seletivo lançado pela Seduc na quarta-feira altera o formato de contratação de profissionais da Educação interinos que é feito há décadas em Mato Grosso, por meio do sistema de contagem de pontos.

“A Seduc contratou uma empresa privada sem licitação para realizar o processo seletivo de contratação de trabalhadores interinos na Educação, com cobrança de inscrição, ao custo de milhões de reais. Não tem sentido essa mudança em algo que sempre foi feito a custo zero, pela própria Seduc e pelas escolas, por meio do processo de contagem de pontos. Os trabalhadores interinos não são contratados temporariamente, são força de trabalho permanente nas escolas estaduais porque a maioria deles estão há mais de 10 anos trabalhando”, destacou Lúdio.

Fonte: ALMT

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