POLÍTICA MT

Lúdio Cabral alerta que toque de recolher é inapropriado e explica necessidade de quarentena

Publicados

em


Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) reforçou, mais uma vez, a necessidade de decretar quarentena obrigatória em todo o território de Mato Grosso, com restrição de funcionamento das atividades não essenciais, por pelo menos 14 dias, para reduzir as taxas de transmissão da covid-19. Lúdio argumentou que o toque de recolher decretado pelo governador nesta semana é insuficiente e inapropriado para conter a transmissão do coronavírus.
“O governador de Mato Grosso precisa, imediatamente, converter esse decreto de toque de recolher em um decreto de quarentena, por algumas razões. Primeiro: o vírus não circula só à noite, o vírus circula 24 horas por dia e é exatamente durante o dia que a população circula mais. Então o efeito do toque de recolher é muito pequeno. Segundo: toque de recolher tem um ranço autoritário, porque proíbe as pessoas de circularem em determinados horários. O direito de ir e vir tem que ser preservado. Além disso, o toque de recolher tem o efeito colateral de gerar aglomerações nos serviços essenciais, como aconteceu nesta semana em supermercados”, afirmou Lúdio.
Para frear a pandemia, Lúdio explicou que é necessário decretar uma quarentena que suspenda as atividades não essenciais e que permita que as atividades essenciais funcionem sem restrição de horário, para evitar aglomerações. Ele observou que a quarentena vai permitir que as pessoas que não trabalham nos serviços essenciais fiquem em casa, diferente do toque de recolher, que proíbe as pessoas de saírem às ruas em determinados horários.
Uma quarentena planejada e organizada vai reduzir a necessidade de as pessoas circularem. As atividades econômicas não essenciais precisam ser paralisadas, para que as pessoas tenham o direito de ficar em casa e se proteger do contágio. Para que elas não precisem entrar no ônibus, aglomerar, se expor, ficar em ambiente fechado, sem ventilação, expostas ao risco de adoecer. É o direito das pessoas não circularem que precisa ser assegurado por meio de uma quarentena”, explicou Lúdio.
A recomendação de quarentena foi feita por Lúdio ao governador em ofício no dia 21 de janeiro, quando Mato Grosso chegou a um platô elevado da segunda onda da pandemia, e reforçada no dia 26 de fevereiro. Lúdio vem monitorando a evolução da pandemia de covid-19 em Mato Grosso e fazendo projeções da tendência da curva epidêmica desde março de 2020, e alertou o governador por diversas sobre as medidas que deveriam ser tomadas. Em janeiro, Lúdio detectou a necessidade de quarentena, em função do alto número de casos novos e de óbitos, a possibilidades de variantes mais contagiosas do coronavírus circulando no estado e a lentidão na vacinação.
“Quarentena já, 24 horas por dia, com suspensão de atividades econômicas e serviços públicos não essenciais, para que as pessoas tenham o direito de ficar em casa e se proteger, preservado o direito de ir e vir. E os serviços essenciais têm que funcionar sem restrição de horário. O que não pode é ter aglomeração de forma alguma. É essa reivindicação que venho fazendo desde 21 de janeiro, quando os indicadores epidemiológicos da pandemia já desenhavam o quadro de colapso que estamos vivendo hoje”, afirmou Lúdio.

Leia Também:  Botelho quer interação mais direta entre deputados e vereadores e sugere agenda positiva para Cuiabá
Fonte: ALMT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA MT

Programa propõe apoio a pacientes da oncologia infantil em Mato Grosso

Publicados

em


PL de Dr. Gimenez tem como objetivo atuar em prevenção e combate ao câncer infantil

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O câncer é a maior causa de morte não violenta de crianças e adolescentes no mundo. Só no Brasil, são 2.565 mortes anuais, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer do Inca (Instituto Nacional de Câncer). Com o intuito de oferecer suporte às famílias, o Projeto de Lei nº 248/2021 autoriza o governo estadual a criar o Programa Estadual de Apoio à Oncologia Infantil e Enfermidades Correlacionadas.

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), autor da proposição, inicialmente, o objetivo é atuar na prevenção e no combate ao câncer infantil por meio de campanhas de promoção e disseminação de informação, também de pesquisa, rastreamento de casos, diagnóstico precoce e tratamento oncológico pediátrico.

“Precisamos garantir acesso aos cuidados paliativos e à reabilitação referentes às neoplasias e afecções correlatas. Além disso, a implantação do programa visa fomentar e apoiar ações e serviços já desenvolvidos por instituições que já atuam nesta área de maneira muito precária em diversas áreas de prestação de serviço”, explica o parlamentar.

Leia Também:  Representantes do transporte turístico e fretamento pedem ajuda de custo e linhas de crédito

Entre as ações e serviços apoiados por recursos captados pelo programa instituído na lei compreenderão: a prestação de serviços médicos-assistenciais, de modo a dar celeridade à realização de exames e acompanhamento médico necessários às crianças acometidas de câncer, estabelecendo um prazo de até 5 dias úteis desde a sua solicitação.

Também permitirá que o acompanhante da criança com câncer, residente no interior do estado e que esteja realizando tratamento na capital, receba apoio necessário do Poder Executivo para manter sua hospedagem e alimentação. Outro ponto importante, é proporcionar treinamentos, cursos e aperfeiçoamento aos profissionais da saúde para melhor atender o público infantojuvenil.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estimam 8.460 novos registros de câncer em pacientes infantis até 2022, na faixa etária de 0 a 19 anos. Em Mato Grosso, serão cerca de 100 novos casos. “Os números podem não ser tão relevantes quando comparados com os de casos de câncer registrados em adultos, entretanto são números suficientes para demonstrar a necessidade de atuação do poder público na assistência destas pessoas”, acrescenta Dr. Gimenez.

Leia Também:  Mendes lamenta decisão de Emanuel Pinheiro e cita ‘despreparo’

O projeto de lei assegura ainda a implantação de uma unidade de saúde especializada no tratamento e prevenção do câncer infantil, por entender que é um serviço essencial que deveria ser instituído e melhorado com o apoio do estado em trabalho conjunto com as prefeituras mato-grossenses.

“É um direito dessas crianças e das suas famílias terem suporte para conseguir fazer o tratamento, por isso, além da questão assistencial para pessoas de baixa renda que vêm do interior se tratar em Cuiabá, precisamos que o acesso a exames e outros procedimentos seja mais rápido”. 

Fonte: ALMT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA