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Obras da Rodovia MT- 419 são retomadas com indicação do Delegado Claudinei

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Secretaria de Estado de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra-MT) realiza a recuperação asfáltica de aproximadamente 10 quilômetros, na rodovia MT-419, localizada entre os municípios mato-grossenses de Guarantã do Norte e Novo Mundo. Essa obra atende a solicitação do deputado Delegado Claudinei (PSL) com a indicação de n.º 1.898/2020 que, também, aponta a necessidade de aterro nas cabeceiras da ponte sobre o rio Braço Norte.

“Agradeço a Sinfra por atender mais uma demanda apresentada ao governo estadual. Essa é uma obra que está sendo retomada, sendo que ficou cerca de um ano paralisada. Tanto que nesta rodovia chegou a ser concluída a obra de construção de ponte de concreto sobre o rio Braço Norte, só que ainda falta o aterro das cabeceiras da ponte para que os carros já pudessem trafegar com segurança. Ficamos satisfeitos por viabilizar uma parte da nossa solicitação que que é importante para a população, como, também, vai contribuir com a economia do nosso Estado”, posiciona Delegado Claudinei.

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 Situação da Rodovia

Para o morador e presidente do Partido Social Liberal (PSL) de Novo Mundo, Cleber Valsoler, a situação da via da MT-419 era bastante precária, o que causava muito desconforto para os moradores devido ao excesso de poeira e prejuízos com estragos de carros. “Realmente inconcebível e inacreditável a situação dessa estrada anteriormente, em que o povo vinha sofrendo. Era muito descaso”, relembra.

Ele conta que a cidade de Novo Mundo tem as suas vantagens por proporcionar que a população tenha meios para geração de renda, como, também, é beneficiada pelo Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fetab). “Hoje, com as obras reiniciadas a todo vapor, gerou uma nova perspectiva e um novo contentamento de todos para que possamos definitivamente termos acesso às cidades vizinhas com mais segurança. Tranquilidade na trafegabilidade e o fim do sofrimento da a população devido a poeira. Agradeço ao nobre deputado Claudinei, fiz cobranças a ele e ele esteve sempre empenhado em buscar soluções para a nossa região”, agradece Cleber.

Localidade – A distância entre os municípios de Novo Mundo e Guarantã do Norte é de cerca de 244 km.

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Fonte: ALMT

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​​​​​​​Sindicatos e conselhos denunciam falta de condições de trabalho de profissionais da saúde

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso recebeu, nesta segunda-feira (29), denúncias que apontam a precariedade das condições de trabalho ofertadas a profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus (Covid-19), a baixa qualidade e quantidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponibilizados e até mesmo casos de coação e ameaças a trabalhadores.

As denúncias foram apresentadas por representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), Sindicato dos Médicos (Sindimed), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) e Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), durante reunião extraordinária da comissão.

Presidente interina do Sisma-MT, Ana Cláudia de Oliveira afirmou que os profissionais da saúde estão enfrentando inúmeras dificuldades e que o sindicato já apresentou 24 notificações administrativas à Secretaria de Estado de Saúde (SES), 10 denúncias ao Ministério Público Estadual (MPE) e Ministério Público do Trabalho (MPT) e 13 ações civis públicas.

Segundo ela, estão sendo disponibilizados poucos EPIs e de qualidade ruim em todo o estado, o que acaba facilitando a contaminação de profissionais de saúde. Cada trabalhador está recebendo dois kits para um turno de 12 horas. “Não estamos sendo heróis, estamos sendo mártires. É isso o que está acontecendo”, relatou.

A representante do Sisma também contou que os profissionais não estão recebendo qualquer tipo de atendimento psicossocial e muitos que integram o grupo de risco não estão sendo afastados. Há ainda denúncias de ameaças aos se manifestam contrários às condições impostas.

O presidente do Coren, Antonio César Ribeiro, salientou que o número reduzido de profissionais para atender uma grande quantidade de pacientes durante uma extensa jornada de trabalho acarreta mais cansaço e maior risco de acidentes e contaminação. Apontou ainda as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de enfermagem devido à disponibilização de apenas dois kits de EPIs por plantão de 12 horas.

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“Se eu tiver que ir ao banheiro, tomar água, se tiver que me alimentar eu tenho que me trocar. Eu não posso sair do ambiente onde o paciente está e depois voltar com a mesma proteção. Como há apenas dois kits, os trabalhadores têm se obrigado a tomar água da torneira dentro das unidades, porque não podem sair dali. Há recomendação, inclusive, de uso de fraldão para urinar na roupa porque não tem EPI. Isso é desumano”, declarou Ribeiro.

Ribeiro afirmou que a categoria foi alvo de acusações levianas por parte da administração municipal e não teve direito ao contraditório e à ampla defesa. Denunciou ainda a ocorrência de ameaças e coação de profissionais que atuam principalmente no Pronto Socorro Municipal de Cuiabá.

Hildenete Fortes, presidente do CRM, apontou a quantidade insuficiente de profissionais, a falta de equipamentos nas UTIs e os EPIs de má qualidade distribuídos aos médicos como algumas das questões que preocupam o Conselho.

O presidente do Sindimed, Adeildo Lucena, destacou a falta de condições de trabalho e de qualidade dos equipamentos disponíveis e o número insuficiente de profissionais para os atendimentos. Em Várzea Grande, segundo ele, as escalas contam com um ou, no máximo, dois médicos.

“Os médicos trabalham sobrecarregados. A pressão é muito grande e o aumento da demanda aumenta o risco de contaminação, além da questão psicológica. Tem colegas com transtorno do pânico na policlínica tendo que segurar plantão sozinho”, relatou.

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Lucena também atribuiu parte das dificuldades enfrentadas à falta de entendimento entre os gestores estaduais e municipais. Sobre o assunto, o presidente da Comissão de Saúde, deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), afirmou que a comissão está atuando no sentido de intermediar o diálogo entre as duas esferas.

Presidente do Crefito, Ingrid Farina da Silva informou que o conselho vistoriou todas as UTIs de referência ao tratamento da Covid-19 do estado e elaborou relatórios que apontam condições “bastante complicadas” de trabalho aos fisioterapeutas e reforçam as situações denunciadas pelas demais categorias de profissionais da saúde.

O vice-presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. João (MDB), chamou atenção para o risco de haver um colapso de profissionais da saúde. “Esse vai ser o próximo colapso grave. Daqui a pouco não vamos ter profissionais”.

Protocolo – A presidente do CRM-MT, Hildenete Fortes, reforçou a autonomia de cada médico para prescrição de tratamentos precoces à Covid-19 e informou que não é função do CRM emitir protocolo com relação a isso. Acerca da questão, o deputado Dr. Eugênio lembrou que há um grupo de trabalho, do qual participa, que irá apresentar protocolos orientativos para os atendimentos.

Projetos de lei – Foram aprovados pareceres favoráveis ao Projeto de Decreto Legislativo 5/2020 e aos Projetos de Lei 461/2020, 13/2019, 398/2020, 38/2020, 390/2020, 401/2020, 237/2019, 509/2020, 414/2020, 459/2020, 436/2020, 441/2020, 444/2020, 99/2020, 81/2020, 489/2020 e 428/2020.

Por decisão dos deputados que compõem a comissão, os PLs 327/2020, 340/2020, 461/2020, 471/2020, 544/2020 e 545/2020 serão apreciados em reunião extraordinária na próxima segunda-feira (06).

Fonte: ALMT

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