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Decotelli alega que não defendeu tese por questão financeira e diz: sou ministro

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Nomeado para o Ministério da Educação, Carlos Alberto Decotelli esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite desta segunda-feira (29), após o Palácio do Planalto suspender a posse. Após o encontro, ele disse ter explicado as polêmicas sobre as inconsistências em seu currículo e disse que não chegou a defender tese de doutorado por “questões financeiras”. Além disso, Decotelli confirmou que continuará no cargo.

“Sou ministro, tenho trabalhos e vou ficar trabalhando para corrigir as demandas grandes, de Enem, de Sisu”, declarou Decotelli.

A polêmica sobre a nomeação de Decotelli surgiu após o reitor da Universidade Nacional de Rosário, Franco Bartolacci, afirmar que o ministro não concluiu o doutorado. Em coletiva nesta segunda-feira (29), Decotelli confirmou que não defendeu tese, mas que concluiu os créditos do doutorado em Administração pela Faculdade de Ciências Econômicas e Estatística, em 2009.

“Ele (Bolsonaro) queria saber detalhes sobre minha vida de 50 anos como professor. Ele pegou a estrutura dos meus trabalhos no Brasil, queria saber desse lastro de vida como professor. O que eu pretendo, o que tem essa experiência. E ele perguntou essa questão de doutorado, pós-doutorado, pesquisa, universidade… Como é essa estrutura de inconsistência. Ele queria saber isso e eu expliquei a diferença entre defender uma tese e cursar os créditos de doutorado”, afirmou Decotelli.

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Decotelli afirmou que não chegou a defender a tese na Argentina por enfrentar dificuldades financeiras. “Ao finalizar o curso, a universidade entregou um certificado de conclusão de créditos. Foi feito uma formatura em Rosário, e entregou (o diploma) para quem tinha concluído o curso de pós graduação e doutorado. Agora, aqueles que além de terminar o curso, quiserem defender a tese, receberão o título de doutor para a validade nas leis argentinas. Ao obter essa característica, tinha de apresentar a tese, e minha tese teve como construção ‘as incertezas entre as evoluções das empresas desde o Século 11, e como reagem em momentos de crise para seguir vivas na estrutura de mercado’. A banca disse que a tese estava muito profunda, para fazer adequações para reapresentar. Foi a recomendação formal da banca. Ao terminar a recomendação, eu precisaria voltar ao Brasil. Todas as despesas, passagem aérea e manutenção foi pessoal, não havia bolsa. O custo operacional particular, com dificuldade financeira, não mais voltei. Houve dificuldade em bancar o aperfeiçoamento. Fiquei com o diploma de crédito concluído”, explicou o ministro.

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Plágio

Sobre as polêmicas sobre um suposto plágio em dissertação de mestrado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Decotelli citou uma possível distração. “Com base na minha bagagem do tempo de Banrisul, minha dissertação em tempos de mestrado foi no tempo de Banrisul, e no mestrado na FGV eu desenhei o Banrisul, a resistência do banco, governança… O texto, quando você lê muitos livros, você tem de ter uma disciplina mental de escrever, revisar, citar e mencionar. Você fica mencionando, registrando e ponderando. É possível haver distração, sim. Hoje tem mecanismo, mas naquela época, pela distração… Não houve plágio. Plágio é Ctrl + C e Ctrl + V”, afirmou.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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POLÍTICA NACIONAL

Deputados criticam vetos à lei para prevenir Covid-19 entre indígenas e quilombolas

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Ordem do dia. Dep. Joenia Wapichana (REDE - RR)
Joenia Wapichana: texto foi aprovado quase por unanimidade tanto na Câmara quanto no Senado

Deputados criticaram há pouco, no plenário, os vetos do presidente Jair Bolsonaro à Lei 14.021/20, que estabelece ações para combater o avanço da Covid-19 entre indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e demais comunidades tradicionais. O texto considera essas populações como de extrema vulnerabilidade e prevê medidas como a visita de equipes multiprofissionais de saúde treinadas para enfrentamento do novo coronavírus.

A lei tem origem em um projeto (PL 1142/20) da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) e outros parlamentares, aprovado em maio pela Câmara dos Deputados e em junho pelo Senado Federal.

Bolsonaro vetou 14 pontos do projeto enviado para sanção. Entre eles, os itens que obrigavam o governo a garantir a esses povos acesso a água potável; a distribuir gratuitamente materiais de higiene, limpeza e de desinfecção; a ofertar emergencialmente leitos hospitalares e de terapia intensiva; e a comprar ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea.

A líder da Rede, deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), lembrou que o texto foi aprovado quase por unanimidade tanto na Câmara quanto no Senado. “Vetar direitos que são tão essenciais para qualquer um da população brasileira demonstra uma política de ódio que se tem em relação às diferenças culturais, aos povos indígenas”, criticou.

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Para o deputado Bira do Pindaré (PSB-MA), vice-líder do partido, os vetos são carregados de ódio, discriminação, preconceito e racismo contra essas comunidades, as mais prejudicadas e vulneráveis na pandemia. “É lamentável o presidente chegar a esse ponto. Nem a contaminação foi capaz de sensibilizá-lo para que ele tivesse empatia.”

Rosa Neide, autora do projeto transformado em lei, afirmou que o Congresso precisa derrubar os vetos e “colocar os povos indígenas em condições de fazerem a travessia” na atual pandemia. “Os prefeitos estão em desespero. Na região do Araguaia temos 22 mil indígenas sem a menor assistência”, disse. Segundo ela, há 500 indígenas mortos e mais de 12 mil infectados.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes

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