TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Judiciário realiza companha para alertar situações de violência contra crianças e adolescentes

Publicados

em


No primeiro semestre de 2021, 50.098 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes foram registradas no país. Desse total, 40.822 ocorreram dentro da casa da vítima, segundo dados do Disque 100. Em Mato Grosso, 320 ocorrências relacionadas ao abuso sexual de crianças foram registradas nos três primeiros meses deste ano.
 
Para alertar sobre situações de violência contra crianças e adolescentes, conscientizar e informar a população sobre a importância da denúncia, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria de Comunicação, lança nesta segunda-feira (22 de novembro) a campanha “O monstro fora do conto”.
 
A campanha terá conteúdo lúdico para redes sociais do TJMT com exemplos de violências que ameaçam crianças e adolescentes e materiais complementares das equipes do portal, rádio e TV com spot, reportagens, entrevistas, entre outros.
 
A campanha mostrará que em algum momento da vida a criança deixa a fantasia para viver o mundo real e nesta nova realidade, o monstro não está mais debaixo da cama. Ele pode ser aquele que ameaça matar a família, pode subornar e silenciar, ou simplesmente pode fazer com que tudo pareça uma brincadeira. Mas a criança sabe e sente que há algo errado, e os sinais aos adultos virão, por mais que alguns demorem a perceber.
 
O juiz responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Tulio Duailibi Alves Souza explica que dar maior importância ao conhecimento à população é uma forma de prevenir qualquer tipo de violência infantojuvenil.
 
“Quando mostramos através de uma campanha que é possível chegar às autoridades, garantimos voz às crianças e adolescentes dizendo pra eles que eles têm direito a um crescimento saudável. Ao tomarmos esse tipo de cuidado, levando acesso à informação, estimulamos esse crescimento saudável para criança e adolescente a fim de evitar que eles sofram qualquer tipo de violência física, emocional ou sexual que afetam o seu regular desenvolvimento”, afirma.
 
De acordo com o magistrado, a campanha é uma das ações realizadas pelo TJMT que mostram a proximidade da Justiça estadual com toda a sociedade e principalmente a preocupação com esse público tão importante. “Quando lidamos com essa temática sobre criança e adolescente não há como o Poder Judiciário ficar alheio a um trabalho de integração com todos os atores que formam a rede de proteção e com a própria sociedade. Existe uma corresponsabilidade para garantir direitos e isso exige processo colaborativo, por isso temos que trabalhar com as políticas públicas da proteção e promoção dos direitos da criança e adolescente”, reitera.
 
Denúncias sobre qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Dique 100 ou 197. A ligação é gratuita.
 
As denúncias também podem ser feitas no Conselho Tutelar, órgão de proteção a crianças e adolescentes, existentes em todas as cidades.
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Lívia Andrade leva bronca de juiz após vitória na Justiça contra Pétala
Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Divórcio é homologado em dois meses após audiência de conciliação

Publicados

em


Em dois meses todo o trâmite de um divórcio foi resolvido com a homologação do acordo graças à audiência de conciliação realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cuiabá. A conciliação e mediação no Poder Judiciário de Mato Grosso são ferramentas eficientes que dão empoderamento às partes para a resolução dos seus conflitos.
 
Esse é um dos objetivos da Campanha Estadual pela Conciliação realizada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que visa cultura de paz e da mediação no ano de 2022.
 
Após oito anos de relacionamento e sete de casamento, a defensora pública Juliana Ribeiro Salvador conseguiu, por meio de uma audiência de conciliação, oficializar divórcio, guarda e alimentos do filho. Tudo de forma ágil, o que nem mesmo ela esperava.
 
“Quando meu relacionamento chegou ao fim procurei logo resolver a situação jurídica para poder recomeçar a minha vida. Como atuo na área criminal, uma colega recomendou que eu procurasse o Cejusc porque disse ser muito bom, célere e desburocratizado, caso não houvesse resistência da outra parte. Fui ao Fórum e fui muito bem atendida. Dali saí com a intimação para voltar com meu marido já na outra semana para fazer um acordo em uma audiência”, conta Juliana.
 
A defensora pública relata que durante a audiência a conciliadora esclareceu sobre todas as condições, termos e implicações após a assinatura do acordo. “Achei que foi um cuidado muito salutar da conciliadora, que foi muito clara, explicou o que aconteceria depois. Entrei [na audiência] para me divorciar e saí divorciada, com a guarda compartilhada do nosso filho regulamentada, visitas, percentual da pensão e com meu nome de solteira. Efetivamente resolveu tudo e em dois meses”, afirma.
 
A facilidade por não haver burocracia durante a audiência de conciliação foi outro ponto que a defensora pública ressalta. “Conheço os trâmites da Justiça então achei que ia ter que procurar um advogado, ingressar com ação, que teria que distribuir processo, o oficial de justiça citar a outra parte. E a conciliação ‘pula’ tudo isso. É algo muito célere, mais econômico e acessível. Gostei muito”, reitera.
 
A juíza Cristiane Padim da Silva, coordenadora do Nupemec explica que a Campanha permitirá o acesso de toda a população à informação de que a conciliação é uma maneira rápida e fácil de resolver conflitos. “E o melhor de tudo, é on-line, independentemente de onde a pessoa esteja ela poderá ter o apoio do Poder Judiciário para resolução do conflito. E mais, nem é necessário ajuizar uma ação basta procurar o Poder Judiciário no pré-processual para uma boa conversa, um bom diálogo para construção de uma resolução que seja mais adequada aos envolvidos do conflito. Venha para o Judiciário e acesse essa possibilidade por meio do portal do Nupemec”, convida a magistrada.
 
Diversas situações podem ser resolvidas por meio de acordo, tais como: pensão alimentícia; guarda dos filhos; divórcio; partilha de bens; acidentes de trânsito; dívidas em bancos; danos materiais e morais; questões que envolvam comércio, relação de consumo, vizinhança e outras que dizem respeito aos interesses disponíveis ou indisponíveis transacionáveis.
 
 
 
 
 
Nos endereços abaixo você confere mais matérias sobre a campanha:
 
 
 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Convivemos com pessoas invisíveis, diz professora Maria Sadek ao Magistratura e Sociedade
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA