MINISTÉRIO PÚBLICO
Ouvidoria intensifica visitas e inspeção em unidades psiquiátricas
A Ouvidora-geral do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou uma nova etapa de visitas do projeto “Escuta Pró-Ativa”, iniciativa que leva a equipe da Ouvidoria às unidades de saúde mental para ouvir usuários, conferir estruturas, analisar documentações e acompanhar a qualidade do atendimento prestado à população.As vistorias contemplaram três estabelecimentos distintos em Cuiabá, com perfis e realidades muito diferentes entre si. Em todas as unidades, foram analisadas documentações administrativas, prontuários e fichas de pacientes, medicamentos estocados e distribuídos, condições das acomodações, alimentação servida, banheiros, farmácias internas, salas de estabilização e toda a infraestrutura disponível aos internos.A primeira instituição visitada, a situação encontrada foi mais grave. A equipe da Ouvidoria recebeu denúncias de agressões contra pacientes e identificou o funcionamento irregular de um “mercadinho” interno, onde produtos eram vendidos a preços muito superiores aos praticados no mercado. Registros apontam, por exemplo, a cobrança de R$ 100,00 por 10 paçoquinhas.A clínica atende homens e mulheres, possui capacidade para 35 internos e atualmente abriga 18 pacientes, a maioria em situações de urgência e emergência, com média de 90 dias de internação.Diante das irregularidades, a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos confirmou que encaminhará um relatório à Promotoria de Justiça responsável para adoção das medidas necessárias e para garantir a proteção dos pacientes.“Nós recebemos algumas denúncias graves que foram constatadas no local. E essa é nossa função, fazer essas verificações e visitas para garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado”, destacou a ouvidora do MPMT.No dia 11 de fevereiro, a equipe esteve em uma clínica que atende crianças e adolescentes de 2 a 17 anos. Atualmente, 20 jovens estão internados, em capacidade total para 25 pacientes. A unidade possui equipe multidisciplinar composta por psiquiatras, pediatras, psicólogos, psicoterapeutas e fonoaudiólogos.Durante a visita, a equipe da Ouvidoria verificou medicamentos, fichas clínicas, documentação da instituição, além das condições dos quartos, banheiros e demais espaços utilizados pelos menores.Já no dia 4 de fevereiro, o projeto Escuta Pró-Ativa esteve um centro de reabilitação psicossocial que atua como unidade de estabilização e atende homens e mulheres. A clínica possui capacidade para 35 a 40 leitos e, no dia da vistoria contava com 15 pacientes, sendo sete mulheres e oito homens.A vistoria avaliou a organização dos medicamentos, a documentação da unidade, as condições estruturais, a preparação dos alimentos e os espaços destinados aos internos, incluindo a sala de estabilização.O projeto Escuta Pró-Ativa integra os esforços do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) com a defesa dos direitos dos cidadãos e com a fiscalização do atendimento prestado em unidades de saúde mental. A iniciativa busca orientar gestores, identificar falhas, acompanhar a execução dos serviços e garantir que os pacientes recebam tratamento adequado e digno.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO
MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara
A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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