Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Opinião

O Óbvio Ululante

Publicados

em

Não gosto de ser repetitivo, mas, historicamente, apesar das críticas de que fico tocando sempre na mesma tecla – um sambinha de uma nota só – o reconhecimento acaba vindo. Cansei de ouvir: “Você tinha razão”. Para ser sincero, isso é extremamente chato, como pregar no deserto. Cansa, gera conflitos e, algumas vezes, até inimizades.

Mas a tricentenária Cuiabá – Bom Jesus de Cuiabá, do Coxipó do Ouro, do Sucuri, do Rasqueado, do povo mais acolhedor do mundo – merece respeito. Muito respeito.

Na minha opinião, “ingratidão” é, sem dúvida, uma das piores palavras do nosso dicionário. Sendo neto e filho de político, confesso que carrego um certo trauma em relação a isso. Sou testemunha viva de como a ingratidão e a traição permeiam o meio político.

Quero retomar a discussão sobre o Rio Cuiabá e propor uma reflexão para um debate saudável e sério: seria possível imaginar Brasília sem o Lago Paranoá? E Cuiabá sem o Lago do Manso?

Agora, voltando ao tema da traição e da ingratidão…

Na minha última ida a Cuiabá, vi diversos outdoors do ex-prefeito e agora deputado estadual Wilson Santos. Começou com o apelido de “Galinho”, depois de Pinóquio e, por fim, ao sair pelas portas do fundo do Palácio Alencastro, ficou conhecido como “vendilhão”.

Se isso não bastasse, Wilson Santos é a personificação da ingratidão e da traição na política. Ele representa tudo o que há de pior e mais atrasado quando se trata de homens públicos.

Leia Também:  MULHERES E A REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Vamos aos fatos: foi prefeito por mais de seis anos e, nesse período, perdeu um PAC de mais de R$ 309 milhões, verba que permitiria levar saneamento básico a mais de 90% da população de Cuiabá. Durante seus dois mandatos, não criou nenhum programa ambiental para o Rio Cuiabá. Pelo contrário: foi nesse período que mais se afrouxaram as regras e mais se contribuiu para que o rio se transformasse em um grande esgoto a céu aberto, como o Tietê.

Depois, em uma negociata às escuras, entregou a gestão da nossa querida cidade para um forasteiro que não fez nada além de grandes negócios, incluindo a venda da concessão do serviço de tratamento e distribuição de água.

Todos se lembram dos outdoors do Wilson dizendo que “água é vida e vida não se vende”. Sim, todos se lembram. Mas alguém aí se lembra dele contestando quando seu vice, Chico Galindo, privatizou a água que ele dizia ser vida? Não. Ninguém se lembra porque ele não deu um pio. Não cantou, não bradou, não esbravejou – como fez quando ofendeu a sociedade cuiabana e as famílias tradicionais, insinuando que a festa de casamento da filha de um notório político de nosso estado era uma “festinha do mexe-mexe”, em alusão a uma música sertaneja que sugere que esse tipo de festa seria sinônimo de orgia.

Leia Também:  Os perfis que definem o sucesso ou fracasso dos prefeitos / por Caíque Loureiro

A verdade nua e crua é que hoje o Rio Cuiabá está morto. E foram Wilson e Chico Galindo que deram o tiro de misericórdia.

No meu outro artigo, citei Nelson Rodrigues. Neste, volto a citá-lo: não é óbvio e ululante que todo esse barulho que Wilson está fazendo é simplesmente desespero de causa? Ele precisa gastar cada vez mais para se reeleger, precisa mais uma vez explorar a ingenuidade do povo para se perpetuar mamando no erário, como já faz há mais de 40 anos.

Wilson, que gosta de dizer que é professor, que conhece história… está na hora de voltar para a sala de aula.

Certa vez, quando Wilson grampeou uma conversa do irmão do prefeito Emanuel, demonstrando que não tem o menor respeito pelas famílias cuiabanas, comparei ele a Geni, personagem da música de Chico Buarque.

Agora, finalizo citando outro grande compositor brasileiro, Cazuza: “Wilson, qual é o teu negócio? O nome do teu sócio?”

Wilson mostra sua cara, quero ver quem paga para você mentir assim.

Rodrigo Rodrigues
Jornalista, empresário e graduado em Gestão Pública. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGOS

O inimigo invisível da prosperidade

Publicados

em

Você sabia que os bloqueios emocionais te colocam constantemente num estado de sobrevivência? E, que isso cria a condição ideal para que nada na sua vida prospere? Quando falamos de bloqueios emocionais estamos nos referindo ao que você, eu, ou qualquer pessoa tenha passado e passa como: rejeições, frustrações, perdas, traumas ou crenças negativas.

Essas experiências dolorosas não são devidamente elaboradas pelo organismo. Em vez de fluírem, essas emoções ficam “presas” no corpo e na mente, criando verdadeiras cicatrizes invisíveis. Surgem os bloqueios que, de forma silenciosa, agem somatizando no nosso corpo os reflexos e consequências.

Gradativamente aparecem o cansaço, o desânimo e aqueles pensamentos intrusivos de autossabotagem, como “não mereço” ou “não consigo”. O resultado disso, na prática, é a ansiedade, o medo de arriscar, a insegurança, falta de criatividade, procrastinação, que acarretam consequência não só em relacionamentos, como na vida profissional e na saúde física.

De forma mais clara, o bloqueio emocional coloca a vida em estado de sobrevivência, limitando a capacidade de prosperar. Nesse contexto surge a microfisioterapia, criada na França nos anos 1980, a técnica parte da premissa de que o corpo registra todas as experiências vividas — inclusive os choques emocionais. Quando o organismo não consegue superar um trauma, essa memória permanece nos tecidos como uma cicatriz patológica.

Leia Também:  Importância do Perito judicial, assistentes técnicos e a atenção advogado no processo judicial

Por meio de toques sutis e precisos, o terapeuta identifica essas áreas de bloqueio e estimula o corpo a reconhecer a origem do trauma. A partir desse reconhecimento, inicia-se o processo natural de autocorreção. A microfisioterapia se consagra, então, como aliada poderosa nesse processo.
Prosperar não se trata apenas de conquistar bens materiais, mas de viver em plenitude, alinhado ao próprio propósito.

A microfisioterapia contribui justamente nesse ponto: libera o corpo das marcas emocionais que travam o crescimento e devolve ao indivíduo a possibilidade de avançar com mais confiança e vitalidade. O que fazemos aqui é um verdadeiro convite à libertação!

Identificar e tratar bloqueios emocionais é um ato de coragem e autocuidado. Se você sente que sua vida está estagnada, pode ser que seu corpo esteja apenas pedindo para ser ouvido. A microfisioterapia oferece esse espaço de escuta e reconexão, ajudando a transformar feridas do passado em prosperidade para o futuro.

Igor Vilela é fisioterapeuta com formação internacional em Leitura Biológica e Microfisioterapia. @drigorvilela (65) 9845-56001.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA